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Governança Corporativa e Planejamento Estratégico: como aliar estas duas ferramentas a favor do seu negócio?

planejamento estratégico

Empresas familiares precisam de um planejamento estratégico para crescer de maneira saudável

As empresas familiares representam mais de 70% do PIB Global, segundo dados da KPMG, de 2017, o que as torna uma importante contribuição socioeconômica para os países. Apesar de serem consideradas um dos principais pilares da economia, de cada 100 empresas, 30 sobrevivem à primeira sucessão e apenas cinco chegam à terceira geração.

O planejamento estratégico e a sua execução são decisivos para o desempenho destes negócios. O sucesso a médio e longo prazo depende do trabalho realizado aliado à disciplina na implementação desta gestão. Sem organização, uma pequena dificuldade no cotidiano pode se tornar um tormento tão grande que pode comprometer todo o esforço.

Desta forma, a gestão estratégica é a base para implantação da Governança Corporativa. O modelo do planejamento estratégico é feito sobre uma metodologia onde o controle e a monitoração passam a ser condições necessárias para a sua aplicabilidade, gerando vantagem competitiva para a empresa. Sistematizar esse planejamento reduz a incerteza envolvida na tomada de decisão e consequentemente provoca o aumento do alcance dos objetivos, desafios e metas estabelecidos pela empresa.

Segundo Eduardo Valério, diretor-presidente da GoNext Governança & Sucessão, para desenvolver o Planejamento estratégico é preciso se conectar a três pilares da empresa: comunicação, motivação e engajamento. Para isso, é necessário estabelecer os principais objetivos empresariais de médio e longo prazo, para desdobrá-los em planos de ação e monitorá-los sistematicamente por meio de indicadores.

Exercer este planejamento de forma correta é fundamental para o crescimento sustentável da empresa, definindo objetivos e estratégias, reestruturando os recursos disponíveis de forma eficiente e ainda servir como plataforma para outros planejamentos (financeiro, de riscos e sucessão). “É importante usar o planejamento estratégico como parâmetro para a sucessão. Esse é o fator determinante para o projeto de crescimento da empresa e as necessidades das famílias dos sócios envolvidos”, explica Eduardo Valério.

Ou seja, para um negócio familiar ter sucesso e obter lucros no curto, médio e longo prazos, o ideal é buscar um especialista para implantar o planejamento estratégico e da Governança Corporativa com qualidade e eficiência. Os resultados serão percebidos e colhidos em pouco tempo.

Sobre a GoNext

A GoNext Governança & Sucessão é uma empresa especialista em Governança Corporativa da empresa familiar. Foi fundada em 2010 como a extensão internacional da empresa JValério.

Para atingir os resultados desejados dentro das empresas, conta com o apoio de uma equipe de consultores especialistas e metodologia exclusiva para empresas familiares, aprimorada em mais de 100 projetos e conselhos no Brasil e EUA.

4 passos para o sucesso de uma empresa familiar

Garantir o desenvolvimento saudável e sustentável de uma empresa familiar é apostar no futuro e, consequentemente, movimentar a cadeia econômica do país. Até 2016, de acordo com pesquisa apresentada pelo ENEF (Encontro Nacional de Empresas Familiares), 40% do PIB brasileiro era gerado por empresas de composição familiar.

Esse protagonismo impacta diretamente na vida de trabalhadores, investidores, fornecedores, nas tendências de mercado e demais ciclos e ramos econômicos. Portanto, cuidar da estrutura da empresa familiar e adotar processos que tornem a sua gestão sólida são essenciais para o desenvolvimento de muitas outras famílias.

Existem quatro passos que podem auxiliar no caminho do sucesso de uma empresa familiar:

1) Compreender o que é uma empresa familiar

É preciso entender e assumir que se está gerindo um modelo de negócio com características particulares em relação às empresas não familiares. Ser membro de uma família e, ao mesmo tempo,seu gestor e sócio requer habilidades que vão além das questões executivas. O familiar deve, primeiramente, entender que sócio, gestor e familiar são papéis distintos, e a todo instante esses papéis poderão se sobrepor e comprometer a qualidade das decisões e das ações.

2) Separar os papéis exercidos em casa e na empresa

Família, gestão e societário: cada subsistema tem as suas características particulares, mas estas estão integradas para uma finalidade única, conforme foi discutido no primeiro capítulo. É preciso definir claramente o que se espera da empresa e qual é a visão da família para a empresa, para a sociedade (os sócios) e para a própria família.

3) Conservar um modelo organizacional consistente

A falta de um modelo organizacional pode ser o fator que leva muitas empresas a fecharem as portas — principalmente pela ausência do planejamento estratégico e de clara definição dos papéis dos familiares na gestão (ou fora dela).

4) Prestar atenção aos aspectos jurídicos

Todo o processo da governança corporativa da empresa familiar deve levar em consideração aspectos jurídicos, tributários e patrimoniais, e estes devem ser acompanhados por profissionais habilitados e com experiência nas áreas.

Acionista e membro do Conselho do Frigorífico Bizinelli conta como a governança consolidou os negócios da família

Uma empresa familiar com mais de 80 anos de atuação no mercado local, que mantém a qualidade e a competitividade ao longo de mais de três gerações. Assim é possível descrever o Frigorífico Bizinelli, empresa criada e gerida pela família Bisinelli. Ela tem sua raiz italiana, mas foi em Curitiba, na década de 1940, que ganhou espaço para saltar de ideia a negócio próspero e duradouro.

O passar dos anos e a entrada de novas gerações fez com que os sócios e membros da família começassem a se preocupar com o processo sucessório e demais questões intrínsecas à administração, como estratégias de atuação, expansão, aquisições, entre outras. Com isso, a governança corporativa foi a solução encontrada para profissionalizar o negócio, que começou com seis herdeiros como membros de 2ª geração e hoje, já na 3ª, tem um quadro societários com 17 integrantes.

Diante deste cenário desafiador, o acionista e atual membro do Conselho de Administração do frigorífico, Valcinei Bisinelli, compartilhou com os participantes do CONNECT a história de sucesso que o negócio da família vem trilhando. Entre os instrumentos de governança já implantados na empresa, Bisinelli destaca o Acordo de Sócios como um dos mais importantes para o desenvolvimento do frigorífico e para a separação das relações pessoais e profissionais. “Como há diferentes grupos familiares envolvidos, a criação deste acordo, no ano 2000, foi essencial. Por meio de uma definição clara e conjunta do que deveria entrar ou não no documento, conseguimos estabelecer processos que facilitam a tomada de decisão e evitam conflitos, prejudiciais tanto para a evolução da empresa como também para  o dia a dia familiar. É o nosso manual”, revela o empresário.

Desde a profissionalização da empresa o faturamento aumentou em mais de 10 vezes e o negócio foi consolidado. Atualmente, o Frigorífico Bizinelli é referência no mercado alimentício, com forte atuação em Curitiba e Região Metropolitana, tanto no atacado como no varejo. Um case e tanto para demonstrar como a governança corporativa faz a diferença para a evolução das empresas familiares.