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Empresa Familiar – Governança e seus Desafios

Livro traz conceitos e exemplos práticos de governança corporativa, aplicados ao dia a dia das empresas familiares

O diretor-presidente da GoNext Family Business, Eduardo Valério, reuniu toda a experiência adquirida nos mais de 100 projetos de governança corporativa que conduziu à frente da empresa no livro “Empresa Familiar – Governança e seus Desafios”. A obra, elaborada para expor os conceitos, aplicabilidade e benefícios da governança corporativa para empresas familiares, é um verdadeiro manual para os empresários que desejam saber mais sobre o tema.

“De forma bastante didática, o livro traz uma série de abordagens permitidas pela governança e de que forma elas podem fazer a diferença, seja na estruturação de um processo sucessório ou mesmo na profissionalização da empresa familiar. Procurei trazer vários exemplos de situações que vivenciei na carreira, tornando esta experiência a mais próxima possível do dia a dia do leitor”, comenta Valério.

O livro encontra-se à venda na Amazon  e nas Livrarias Curitiba.

Como separar o pessoal do profissional na empresa familiar?

Quando se trata de empresas familiares, não é incomum encontrarmos situações nas quais os lados pessoal e profissional se misturam, interferindo diretamente na administração dos negócios. A implantação de instrumentos de governança corporativa é uma das ações mais importantes para resolver possíveis impactos gerados por esta confusão. Para que esse processo aconteça de forma saudável, é preciso organização e comprometimento por parte dos sócios, fundadores, membros da diretoria e familiares. E, além disso, a aplicação profissionalizada das boas práticas de governança no ambiente organizacional.

O primeiro passo é saber diferenciar o patrimônio pessoal e o da empresa, formalizando regras claras quanto a utilização de bens e serviços. Desta forma, potenciais conflitos provenientes da falta de acordo entre os membros da diretoria são evitados, coordenando as relações de forma direta e transparente.

É preciso, também, desenvolver um planejamento estratégico conjunto, que tenha a contribuição de sócios, sucessores e demais membros da administração da empresa familiar, a fim de que todos possam ter uma parcela de envolvimento na elaboração deste material.  Paralelamente, é importante ter uma assessoria jurídica especializada para acompanhar questões fiscais, tributárias, societárias e patrimoniais da empresa, de uma forma mais técnica e isenta.

No que diz respeito à parte financeira, o recomendado é não usar dinheiro do caixa da empresa para despesas pessoais. Cada membro da família deve ter um cargo e salário estipulados de forma contratual e de acordo com as boas práticas de governança corporativa.

Além disso, deve-se avaliar se os familiares ocupam cargos condizentes com suas respectivas competências profissionais. Aperfeiçoamentos, treinamentos e atualizações devem ser constantemente incentivados entre todos os funcionários, independentemente se membros  da família administradora ou não. Em casos de promoção ou recrutamento, o indicado é levar em consideração os méritos de cada um e excluir as relações familiares nestas situações.

Por isso, para ter sucesso à frente dos negócios, separar a relação pessoal e familiar da profissional é imprescindível. O quanto antes se dá início à profissionalização da empresa familiar, menores são os conflitos internos e maiores são as oportunidades de construir uma empresa comprometida com as boas práticas de governança e preparada para conquistar seu espaço no mercado.

How to distinguish the personal from the professional in the family company?

When it comes to family businesses, it is not uncommon to find situations in which the personal and professional sides overlap, directly interfering with business management. The implementation of corporate governance instruments is one of the most important actions to solve potential impacts generated by this confusion. In order to carry on this process in a healthy way, organization and commitment on behalf of partners, founders, board members and family members are required. Furthermore, the professionalized application of good governance practices in the organizational environment is required as well.

The first step is to know how to differentiate between personal and company assets, formalizing clear rules regarding the use of goods and services. In this way, potential conflicts arising from the lack of agreement among the board members are avoided, coordinating the relations in a direct and transparent way.

It is also necessary to develop a joint strategic planning, with the contribution of partners, successors and other members of the family business administration, so that everyone can be assigned a part of involvement in the elaboration of this material.  At the same time, it is important to have specialized legal advice to follow up tax matters, corporate and equity issues, in a more technical and exempt form.

With regard to the financial part, it is recommended not to use money from the company’s cash for personal expenses. Each family member must have a position and salary stipulated in a contractual manner and in accordance with good corporate governance practices.

In addition, it should be assessed whether family members hold positions equivalent to their respective professional competencies. Improvements, trainings and updates should be constantly encouraged among all employees, regardless of whether they are top management family members or not. In cases of promotion or recruitment, the purpose is to take into account the merits of each and keep family relationships out in these situations.

Therefore, to be successful at the head of business, the separation of the personal/family from the professional relationship is indispensable. The sooner the professionalization of the family business begins, the smaller are the internal conflicts and the greater are the opportunities to commit the company to good governance practices and prepared to place its space in the market.