Posts on Oct 2018

CONNECT CEO debate os desafios da gestão nas dimensões familiar e societária

Na última semana o encontro CONNECT CEO trouxe os desafios da gestão como tema principal, fomentando entre os participantes uma análise sobre os impactos desses desafios diante das dimensões familiar e societária. Os integrantes do grupo trocaram experiências sobre as suas atuações em empresas familiares e assistiram a palestras de convidados.

O diretor comercial da Volvo do Brasil, Bernardo Fedalto Junior, compartilhou com os participantes como o processo de governança corporativa é imprescindível para a organização da multinacional e de que forma eles se estruturaram para enfrentar a crise econômica, com planejamentos de negócios a longo prazo e um controle de finanças bem rigoroso.  “A Volvo aprecia os valores e fundamentos da governança como forma de atingir confiança, relacionamento, tanto com os acionistas quanto com os demais parceiros de negócios”, afirma Fedalto.

Na sequência, o CEO Jeferson José Sousa, um dos participantes do encontro, ressaltou a importância de fóruns como o CONNECT. “Os desafios enfrentados por uma empresa, desde uma grande corporação até um pequeno empresário, são bastante similares. Por isso, a iniciativa do CONNECT de aliar conhecimento à prática faz toda a diferença para executivos como nós”, avalia o executivo.

O próximo encontro CONNECT CEO acontece no dia 22/11.

Os desafios e oportunidades do mercado de Fusões e Aquisições são pauta do CONNECT Presidentes de Conselhos

No dia 18.10, os empresários que integram o grupo CONNECT Presidentes de Conselhos debateram sobre o mercado de Fusões e Aquisições em mais um encontro do fórum promovido pela GoNext Governança e Sucessão. Para falar mais sobre o tema, o convidado especial foi o Managing Director e Head dos setores de Energia e Utilities e Óleo e Gás da BNP Paribas, Mauro Battisti.

“Os processos de mergers and acquisitions (M&A) demandam tempo e negociação. Por isso, uma das recomendações básicas é não subestimar os desafios do processo. Se você consegue tempo para adquirir um fôlego financeiro maior, sem precisar se preocupar com a financiabilidade do negócio, o processo de M&A certamente será efetivo”, avalia Battisti.

O especialista abriu uma roda de conversa com os participantes e comentou sobre as perspectivas de investimento diante da nova configuração política do país; traçou um comparativo entre os mercados brasileiro, norte-americano, asiático e europeu e compartilhou a sua experiência à frente de grandes transações econômicas.

“Como no meu dia a dia eu participo de uma parte pequena do ciclo de vida do negócio, é fascinante poder compartilhar experiências com um grupo de empresários com perfis de sucesso.  Assim, eu consigo fazer uma leitura mais apurada do negócio como um todo, desde a abertura da empresa até os processos de financiamento e venda, por exemplo. Além disso, ao compartilhar experiências, é possível refletir, aprender e gerar diversas oportunidades de crescimento pessoal e profissional”, analisa Battisti.

O próximo encontro CONNECT Presidentes de Conselhos acontece no dia 08/11.

4 passos para o sucesso de uma empresa familiar

Garantir o desenvolvimento saudável e sustentável de uma empresa familiar é apostar no futuro e, consequentemente, movimentar a cadeia econômica do país. Até 2016, de acordo com pesquisa apresentada pelo ENEF (Encontro Nacional de Empresas Familiares), 40% do PIB brasileiro era gerado por empresas de composição familiar.

Esse protagonismo impacta diretamente na vida de trabalhadores, investidores, fornecedores, nas tendências de mercado e demais ciclos e ramos econômicos. Portanto, cuidar da estrutura da empresa familiar e adotar processos que tornem a sua gestão sólida são essenciais para o desenvolvimento de muitas outras famílias.

Existem quatro passos que podem auxiliar no caminho do sucesso de uma empresa familiar:

1) Compreender o que é uma empresa familiar

É preciso entender e assumir que se está gerindo um modelo de negócio com características particulares em relação às empresas não familiares. Ser membro de uma família e, ao mesmo tempo,seu gestor e sócio requer habilidades que vão além das questões executivas. O familiar deve, primeiramente, entender que sócio, gestor e familiar são papéis distintos, e a todo instante esses papéis poderão se sobrepor e comprometer a qualidade das decisões e das ações.

2) Separar os papéis exercidos em casa e na empresa

Família, gestão e societário: cada subsistema tem as suas características particulares, mas estas estão integradas para uma finalidade única, conforme foi discutido no primeiro capítulo. É preciso definir claramente o que se espera da empresa e qual é a visão da família para a empresa, para a sociedade (os sócios) e para a própria família.

3) Conservar um modelo organizacional consistente

A falta de um modelo organizacional pode ser o fator que leva muitas empresas a fecharem as portas — principalmente pela ausência do planejamento estratégico e de clara definição dos papéis dos familiares na gestão (ou fora dela).

4) Prestar atenção aos aspectos jurídicos

Todo o processo da governança corporativa da empresa familiar deve levar em consideração aspectos jurídicos, tributários e patrimoniais, e estes devem ser acompanhados por profissionais habilitados e com experiência nas áreas.