fbpx

Posts on Jun 2019

Gestão Estratégica de Pessoas na Era Digital foi tema do Fórum CEOs de junho

O Fórum CEOs promovido mensalmente pela GoNext – Governança & Sucessão abordou no mês de junho o tema Gestão Estratégica de Pessoas na Era Digital. Para tratar do assunto, recebemos os convidados Adeildo Nascimento da People & Culture, Director na MadeiraMadeira, o Diretor Executivo da TOTVS, Marcio Viana e Mariciane Pierin Gemin, Partner na S7 Consulting.

A exposição de Adeildo Nascimento abordou diversas nuances do assunto como o comportamento do líder; o mundo de mudanças que se apresenta para os profissionais; as dificuldades em aprender coisas novas em algumas faixa etárias; escalabilidade; tendências de governança; visual learners e economia do conhecimento; A era da colaboração; readequação salarial; a evolução dos profissionais ao longo dos anos, e o futuro transdisciplinar, também foram apontados.  

De acordo com Nascimento, é necessária uma mudança de pensamento e postura dos gestores nas contratações. “A área de Recursos Humanos que não se transformar em uma área de Pessoas e Cultura, ela está fadada a sofrer disrupção também. É preciso estar ligado às mudanças. Primeiro mudamos a mente para depois mudar o processo”.

O Diretor Executivo da TOTVS, Marcio Viana apresentou ideias sobre a Organização Tradicional e Exponencial; dados estruturados e não estruturados; capital intelectual; internet das coisas; liderança transformadora; mercado de trabalho; trabalhos que podem ficar obsoletos e novas profissões. 

Para Viana, a transformação digital está a nossa volta e precisamos estar atentos a esses pontos. “Tecnologia, inovação e comunicação desempenham um papel chave na transformação de estratégias, estruturas, processos e cultura de uma empresa, mercado ou até mesmo relações”, afirma.

Durante a palestra, o executivo ainda abordou conceitos que considera essenciais como: pessoas e lideranças, cultura organizacional, mensuração de dados, simplicidade, atitude e ação.

Concluindo o debate de ideias, Mariciane Gemin, Partner na S7 Consulting provocou os CEOs participantes a refletirem sobre suas atitudes em relação às mudanças e mercados. Segundo Gemin, um ponto muito relevante a ser discutido é como trazer esses conceitos, teorias e mudanças para dentro da realidade de cada CEO, pensar em como trazer todos os temas discutidos para dentro das empresas, para cada mindset.

“É um processo educativo e não é fácil de se fazer. Temos um caminho árduo pela frente e muita coisa à fazer. Principalmente quando falamos em indústrias e inúmeras outras áreas de negócios em que não é tão simples você mexer com a cultura. Não é fácil trazer o híbrido para essas estruturas que são mais processuais. Precisamos pensar em como trazer essa nova cultura e postura para a nossa realidade”, completou.

Para Gemin, apenas inteligência e experiência já não bastam mais. “A consciência é essencial para que tenhamos escolhas conscientes. É preciso se perguntar e refletir. Qual o meu negócio? Onde quero chegar? Precisamos criar esse tipo de consciência”, provocou.

Entre os pontos mencionados por ela, é importante perceber também, esse poder de atuação do CO em aspectos como COnsciência, COnhecimento, COmpartilhamento, COcriação, COnexão, COgestão e COlaboração.

Outros conteúdos como a necessidade de aprender, desaprender e reaprender; criar propósito; meritocracia; mentoria/hierarquia; Likebility; ambiência positiva; pensamento crítico/ação criativa; branding for people; projetos ágeis e ausência de medo foram explorados.

Sobre o Fórum CEOs

O Fórum CEOs foi desenvolvido com o objetivo de oferecer um espaço único para que os CEOs das empresas familiares possam compartilhar questões comuns às suas posições no comando das empresas.
É um espaço inédito para debater ideias e compartilhar experiências com outros CEOs e empresários.

Gostaria de participar do próximo encontro? Saiba mais: gonext.com.br/forum

Fórum Presidentes de Conselhos aborda Tendências Tecnológicas e Ecossistemas

O Fórum Presidentes de Conselhos de maio recebeu Silvio Kotujansky, vice-presidente de mercado da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e o consultor especialista em escala exponencial Tiago Jesuino para uma exposição sobre Tendências Tecnológicas e Ecossistemas. Durante o evento foi apresentado o Ecossistema de Inovação do estado de Santa Catarina para mostrar a importância da busca pela inovação. Dados que apontam o futuro da economia mundial também foram referenciados pelos convidados.

De acordo com estudos americanos, até o ano de 2020, 55% dos empregos existentes hoje serão extintos, ou seja, é preciso estar atento às mudanças.  Estima-se que 60% dos jovens estão aprendendo profissões que vão deixar de existir, sendo assim o perfil de trabalho mudará e nós não estamos preparados para isso. Para Kotujansky, as  empresas terão dois grandes desafios para vencer. “Primeiro, é preciso incluir produtos e serviços inovadores em seus portfólios. Investindo em startups ou empresas que possam acelerar esse processo. Esse é o primeiro grande ponto. Outro desafio é a mudança na cultura empresarial. Como vamos mudar a nossa cultura para uma cultura inovadora?”, provoca.

Dados apresentados pelo especialista Tiago Jesuino apontam que pelo menos sete das dez marcas mais valiosas do mundo investem fortemente em inovação. Ele abordou ainda alguns cases como a BIA que possibilitou ao Bradesco e IBM transformar o atendimento de milhões de usuários, e da Hering que com a Mozaiko tem ajudado empresas a atingir novos níveis de eficiência e experiência aos seus clientes por meio da tecnologia digital.

Kotujansky foi enfático ao afirmar inclusive que se fosse para dar uma dica aos gestores e administradores, sem dúvida, a sugestão seria: “Conecte-se a um Ecossistema Inovador e a Programas Inovadores. Relacionem-se com Startups e visite Ecossistemas Inovadores. Pegue referências, saia das quatro paredes da empresa e conviva em comunidade”, completa.

Sobre o Fórum Presidentes de Conselhos

Os executivos de empresas familiares que atuam como Presidentes em diferentes tipos de Conselhos encontram no encontro um espaço exclusivo, no qual podem trocar ideias e experiências, aprofundar e atualizar os conhecimentos em Governança Corporativa e, sobretudo, se conectar a outros Presidentes de Conselhos de empresas familiares.

Os integrantes do GONEXT Presidentes de Conselhos participam de encontros mensais, nos quais debatem temas de interesse comuns, conduzidos por convidados especialistas, têm acesso a cases de mercado e a um networking. Participe também: gonext.com.br/forum

Transição planejada é fator decisivo para sobrevivência de empresas

Já está mais do que evidente que uma transição de sucessores sem planejamento pode comprometer a sobrevivência de empresas familiares e até mesmo de grandes corporações. Quando não existe uma preparação adequada para a eventual transição dos executivos, a organização é comprometida e muitas vezes, chega a falência em poucos anos.

A transição desordenada pode representar um dos motivos para o encerramento das atividades dos negócios, principalmente em empresas familiares. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 719,6 mil empresas foram fechadas no país em 2016, enquanto apenas 648,5 mil foram abertas. O recuo em comparação a outros anos foi de 3,8% no pessoal ocupado e de 1,6% no pessoal assalariado, com informações das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2016, a última publicação sobre o assunto.

Um fato alarmante é que de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), do estudo sobre Governança em Empresas Familiares de 2019, apenas 27,6% das empresas têm plano de sucessão para cargos-chave. Quando considerado o plano para o presidente do conselho de administração, o percentual é ainda menor, 19,6%. Desta forma, mudanças inesperadas podem ser prejudiciais para o andamento da organização.

O plano de sucessão quando bem planejado, garante uma transição segura e ordenada, e faz com que a empresa conte com profissionais que possuam experiência e competências necessárias para garantir a longevidade sustentável dos negócios. Por meio do planejamento consistente, a longo prazo, os sucessores conseguem manter os trabalhos sem interferir negativamente nos resultados da empresa.

É o que explica, o diretor-presidente da GoNext, Eduardo Valério. “Preparar o sucessor sempre será um desafio. Essa preparação requer tempo, paciência e projetos críveis com etapas e acompanhamento sistemático pelo conselho de administração”, afirma.

Ainda segundo dados do IBGC, no Brasil, o percentual de empresas com plano de sucessão não ultrapassa 40%, independentemente do recorte analisado. O grupo de empresas com faturamento anual superior a R$ 400 milhões é o que detém o maior percentual: 40%. As empresas em que o diretor-presidente é da terceira geração, 38,7% também se destacam entre as demais, de acordo com a pesquisa.

Segundo Eduardo Valério, o prazo médio para a efetivação completa do processo sucessório é de sete anos, porém, é um ato contínuo considerando que o profissional precisa estar em constante atualização. ”Sempre é preciso pensar no futuro e nas renovações. A tecnologia, por exemplo, está nos pressionando cada vez mais. Se o profissional não se atualizar, correrá o risco de ficar obsoleto, sem o devido acompanhamento”, explica.

Nessa preparação, a longo prazo, seis etapas devem ser seguidas para um planejamento consistente. Entre elas, a identificação da estratégia da empresa com relação ao seu crescimento; a identificação das competências estratégicas diferenciadoras da organização; a realização de uma análise de potencial avaliando executivos e familiares; e posteriormente a análise dos resultados da avaliação e do encaminhamento do processo. A quinta etapa é a definição de desafios para esses profissionais e por último, deve-se constantemente acompanhar os sucessores.

Vale ressaltar que o processo sucessório não pode ser confundido com a transição de bens, de propriedade das ações ou quotas de herdeiros. Os sucessores são pessoas designadas pela organização das companhias, para assumir os cargos de liderança e por isso, necessitam do planejamento para manter os bons resultados e seguir o caminho de sucesso já trilhado pela empresa anteriormente.

Citações na mídia:

Mirian Gasparin: https://miriangasparin.com.br/2019/06/saiba-como-planejar-o-processo-de-sucessao-de-empresas-familiares/

Bem Paraná: https://www.bemparana.com.br/noticia/apenas-276-das-empresas-familiars-tem-plano-de-sucessao-para-cargos-chave

A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO CONSELHO PARA A ESTRATÉGIA DA EMPRESA

A atuação do Conselho é decisória para o cumprimento do direcionamento estratégico das empresas

O Fórum CEOs, realizado pela GoNext, em maio, recebeu Fernando Xavier Ferreira, Presidente dos Conselhos de Administração da Fomento Paraná, Compagas e Ouro Verde Logística para apresentar o tema: O caminho para o Conselho. Melhor momento para buscar essa opção.

Durante o Fórum, Fernando Ferreira relatou sua experiência nos Conselhos em que atuou, apontando que em sua trajetória pôde comprovar como uma governança eficiente torna uma empresa grande vencedora, bem como uma gestão eficaz e trabalho consistente consolidam a empresa.

Segundo Ferreira, o princípio do Conselho é ser um colegiado em que a opinião de todos é considerada, até mesmo daquele que diverge. No caso do Conselho da Empresa Familiar, pondera que este exige uma relação de confiança entre os vários membros, o que exige que a qualificação e escolha do conselheiro se dê em um viés mais pessoal.

Ao mesmo tempo em que o Conselho decide o que é melhor para a empresa no cenário em que se encontra, deve-se sempre estar olhando para o futuro. “A velocidade com que a tecnologia muda influencia constantemente o negócio, portanto, o Conselho precisa estar atualizado para acompanhar essa evolução”, completa.

Além disso, Ferreira destacou que as sistemáticas das empresas são muito diferenciadas, exemplificando como as empresas norte-americanas têm, há muito tempo, uma rigidez com relação aos processos e ao papel dos executivos. Portanto, não existe uma estrutura única de Conselhos, exigindo que cada empresa estabeleça seu formato.