Posts on Mar 2020

Medidas trabalhistas para enfrentamento da pandemia da Covid-19 são tema da programação especial do Fórum GoNext

GoNext Fórum: Medidas trabalhistas para enfrentamento da pandemia da Covid-19

O Fórum GoNext desta semana contou com a participação do convidado César Esmanhotto, advogado e especialista em Direito do Trabalho. No encontro feito por videoconferência, o profissional abordou as medidas trabalhistas previstas na Medida Provisória nº 928, de 2020, editada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 22 de março. Entre os principais pontos mencionados estão teletrabalho, férias, banco de horas, antecipação de feriados e pagamento do FGTS. Confira as informações mais relevantes dos tópicos analisados:

Teletrabalho ou home office

Segundo a medida provisória, a decisão de quais funcionários irão trabalhar nesta modalidade cabe exclusivamente ao empregador, sendo que a condição não precisa de negociação nem individual nem coletiva. Também não é obrigatório marcar ponto para controle da jornada e a empresa não precisa fazer o pagamento de horas extras. A recomendação de César Esmanhotto é não fazer controle de jornada para não correr o risco de obrigação de pagamento de uma grande quantidade de horas extras ou ação na justiça. Importante: o empregador não deve interagir com o empregado por meio de aplicativos ou plataformas fora do horário contratual.

Em relação aos equipamentos de trabalho, o empregador pode disponibilizar o que for necessário ou se dispor a pagar um valor mensal referente ao uso do equipamento pessoal do empregado para possibilitar o trabalho remoto. Em qualquer caso, o acordo deve ser documentado. “Eu recomendo que o ajuste seja feito por escrito e que o trabalhador receba um valor referente ao custo de usar seu próprio equipamento. Caso a empresa forneça a estrutura, o documento deve garantir sua integridade. Como a situação é de isolamento social, o acordo pode ser enviado por e-mail e a resposta do empregado servirá como aceite”, destaca. 

O advogado também enfatizou que teletrabalho não pode ser considerado período de férias ou ter parte do expediente colocado em banco de horas. “Ou ele está trabalhando de forma remota ou não está trabalhando”, explica. 

Férias

A medida provisória prevê o direito do empregador de dar férias individuais aos funcionários e avisar com apenas 48 horas de antecedência, não 30 dias, conforme prevê a legislação trabalhista. Além disso, não é necessário antecipar o pagamento das férias, que poderá ser feito até o quinto dia do mês subsequente do início do período. O adicional de férias, equivalente a 1/3 do salário, poderá ser pago até o mês de dezembro. Caso o empregado seja dispensado antes, o pagamento deve ser feito na rescisão. 

Em relação às férias coletivas, o advogado salientou que a MP não informa se elas podem ser tratadas da mesma forma que as individuais. O que está previsto é a possibilidade de fazer a notificação 48 horas antes em vez de pré-notificar com 15 dias de antecedência e não é necessário notificar o sindicato nem o Ministério da Economia

Neste contexto, o especialista considera que as férias individuais são mais vantajosas devido aos benefícios de pagamento diferenciado e a viabilidade de cancelamento caso seja necessário. “As férias devem ser de no mínimo cinco dias. Como o cenário é imprevisível, o empregador pode dar um período pequeno de férias e aumentar devagar, conforme a necessidade, até completar os 30 dias”, aconselha. 

Antecipação de feriados

De acordo com a medida provisória, os feriados não religiosos, como Independência do Brasil e Dia da Proclamação da República, podem ser antecipados a critério do empregador para compensar os dias de atividades paralisadas. Já a antecipação dos feriados religiosos depende da negociação com o empregado. 

Banco de horas

A medida provisória prevê a criação de banco de horas para compensar os dias sem trabalhar. Por conta do cenário atual, o prazo de compensação previsto é de 18 meses após o término do estado de calamidade. O banco de horas deve ser feito por meio de acordo coletivo ou individual, por escrito. O advogado lembra que o limite de jornada para compensar o banco de horas é de 10 horas diárias. 

Segurança e saúde no trabalho

Exames admissionais, periódicos e treinamentos estão suspensos. O exame demissional também poderá ser suspenso caso o empregado tenha realizado o admissional ou periódico nos últimos seis meses. Os processos eleitorais referentes à CIPA também estão suspensos e os mandatos estão automaticamente prorrogados até o final do período de estado de calamidade. A estabilidade dos funcionários da CIPA será de acordo com a prorrogação. 

FGTS

O pagamento do FGTS dos meses de competência de março, abril e maio está prorrogado e poderá ser feito a partir de julho sem juros ou multas. A medida é válida para todas as empresas do Brasil, independentemente do regime fiscal e da quantidade de funcionários, desde que se declare a adesão ao parcelamento até o dia 20 de junho. 

Convenções e acordos coletivos

As convenções e acordos coletivos vencidos ou que vencerão a partir de 22 de março podem ser prorrogados a critério do empregador. Ou seja, se uma nova norma coletiva não for celebrada, continuará valendo a que está vigente (piso salarial, reajustes etc).

Grupos de risco

A orientação de César Esmanhotto em relação aos funcionários considerados grupos de risco para contaminação do coronavírus é utilizar todos os artifícios previstos na medida provisória para garantir a segurança de todos. É possível optar pelo teletrabalho, antecipar os feriados e as férias e propor a realização de banco de horas.

Conheça nossas soluções

Novo coronavírus: programação especial reúne CEOs para debater impactos econômicos e gestão de crise

Programação especial debate impactos econômicos da pandemia do Covid-19

A GoNext promoveu no dia 19 de março um fórum diferente: o encontro reuniu os participantes do GoNext CEO para debater os impactos econômicos e as medidas de gestão de crise frente ao cenário da pandemia do novo coronavírus. Fernando Mauro Marcilio Filho, Global Advisor no PNB Paribas Wealth Management, conduziu o encontro e fez apontamentos relevantes sobre o cenário econômico mundial, as perspectivas do mercado e como a crise atual irá afetar a economia. 

“Eu nunca tinha visto uma crise como a que estamos vivendo. As empresas não estão vendendo e terão que continuar pagando as despesas. Essa queda nos mercados vai gerar oportunidades em setores específicos para quem está capitalizado. É uma oportunidade para os investidores e uma grande janela para aquisições e fusões. O fluxo ainda é incipiente porque temos pouca visibilidade do tamanho do impacto do coronavírus no mundo, mas este movimento vai ganhar corpo”, destaca Marcilio. 

Além de destacar aspectos como a evolução da economia brasileira nos últimos anos, estabilização da inflação, baixa nos juros e crescimento do PIB, Marcilio apontou os reflexos da pandemia após este período de recuperação. Os participantes ainda esclareceram dúvidas e compartilharam como estão lidando com a gestão desta crise para auxiliar na busca de soluções eficientes para superar os desafios. Fortalecimento do caixa, revezamento de equipes e incentivo ao trabalho home office são algumas das ações propostas pelas empresas para manter o funcionamento o mais próximo do normal.

Conheça nossas soluções

Fóruns GoNext: programação especial reúne presidentes de conselhos e CEOs para debater sobre a gestão da crise da pandemia do novo coronavírus

Programação especial da GoNext para debater a crise da pandemia do novo coronavírus

Com o objetivo de disseminar conhecimento, compartilhar experiências e buscar soluções inovadoras para enfrentar a crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus, a GoNext desenvolveu uma programação especial para os fóruns GoNext CEO e GoNext Presidentes de Conselhos, que eram realizados presencialmente e agora são feitos por videoconferências semanais visando acompanhar as mudanças no cenário mundial em tempo real.

“Este é um momento muito difícil e todos estão sentindo os impactos do novo coronavírus. Precisamos analisar este movimento no cenário local e global, compreender os comportamentos, discutir planos de contingência, conversar sobre a forma como as empresas estão lidando com a crise e auxiliar os gestores com nossa expertise, pois esse é o nosso papel como especialistas em gestão de crises e governança corporativa”, destaca Ademar Cardoso, diretor de negócios da GoNext Governança & Sucessão.

Especialistas abordam temas como alternativas e desenvolvimento de linhas de crédito, direito do trabalho, economia, criação de comitê de crise, soluções para o trabalho a distância, melhores práticas de gestão e logística. Os participantes compartilham experiências, relatam medidas e estratégias para lidar com a crise nas companhias em que atuam e analisam o cenário atual com as perspectivas para o período pós-crise

A GoNext optou por mudar o formato dos fóruns com o objetivo de se antecipar às necessidades de seus clientes e oferecer um suporte ainda mais eficiente frente ao cenário atual. “Nos preocupamos com a forma como nossos clientes irão gerir a crise e por isso procuramos nos aproximar e auxiliar no que for possível a partir do nosso conhecimento e experiência de mercado”, acrescenta Ademar Cardoso.Conheça nossas soluções

 

Consultoria para empresa familiar especializada: por que contratar?

consultoria

O Brasil é um país de empreendedores. São cerca de 4,5 milhões de empresas nacionais, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017. Além disso, as famílias estão extremamente ligadas aos negócios. Segundo o órgão, aproximadamente 90% das empresas são familiares.

Para ser caracterizado como familiar, o negócio deve ter:

  • Sua origem vinculada à família;
  • Familiares como membros da gestão; ou
  • Propriedade exercida por uma ou mais famílias.

Um dos desafios enfrentados por essa categoria de empresários é a valorização das relações sociais afetivas em detrimento dos vínculos corporativos. Isso impacta as decisões organizacionais. A relação próxima entre propriedade e controle também é outra questão que influencia a administração do empreendimento.

As dificuldades de lidar com questões ligadas diretamente ao negócio, mas que podem afetar os vínculos familiares e pessoais, acabam prejudicando o desenvolvimento da empresa e sua competitividade no mercado. Assim, inclusive sua perenidade é colocada em risco. Ninguém inicia um projeto para ter uma vida considerada curta. A intenção é que todo esforço, dedicação e tempo sejam compensados com sucesso, crescimento e sustentabilidade ao longo dos anos.

Sucessão familiar: desafio deve ser superado para garantir a longevidade da empresa

O pensamento a longo prazo também envolve a sucessão para os herdeiros. Nem sempre quem será sucedido prepara o caminho que deve ser trilhado pelos futuros administradores. Conseguir manter a saúde da empresa e dar continuidade ao trabalho desenvolvido exige mais que vontade. Exige um planejamento eficiente, detalhado e personalizado.

Segundo dados do IBGE e do Sebrae, 70% das empresas familiares não sobrevivem à sucessão do fundador. Apenas 5% são capazes de se manter até a terceira geração. A ausência de profissionalização na administração e os conflitos internos são apenas alguns dos fatores que favorecem o fracasso empresarial. Esses conflitos são gerados, principalmente, por:

  • Interesses divergentes entre os familiares;
  • Inexistência da governança corporativa;
  • Falta de planejamento na sucessão;
  • Resistência às inovações e às mudanças exigidas pelo mercado.

Ainda é necessário levar em consideração eventuais disputas por dinheiro ou poder e a ausência de uma definição exata do cargo e da função que cada um possui dentro da empresa.

Neste cenário, a consultoria em empresas familiares se torna fundamental. Com a ajuda de especialistas, a família é levada a refletir sobre vários aspectos importantes de gestão. Como resultado, todos reconhecem a necessidade e a urgência da implantação de uma governança corporativa alinhada aos valores organizacionais e aos objetivos da empresa.

Empresas familiares: vantagens obtidas ao contratar uma consultoria

A consultoria é essencial para a saúde de uma empresa familiar. Ela é capaz de revelar suas fraquezas, seus pontos fortes, seu posicionamento no mercado e como está sua marca perante os concorrentes. Também é capaz de identificar quais são as oportunidades que podem ser exploradas para aumentar sua competitividade.

A visão de profissionais que não fazem parte da família assegura mais confiabilidade e segurança nas soluções propostas. Afinal, os laços afetivos ou questões emocionais não irão influenciar o diagnóstico nem a análise do panorama atual. Além disso, a experiência dos consultores é um diferencial que agrega valor ao processo e aos resultados.

A aceitação de todo o processo por cada membro familiar que faz parte da empresa é facilitada quando as estratégias apresentadas são orientadas e definidas por uma pessoa de fora. Essa pessoa irá analisar a situação de maneira isenta e com critérios claros e objetivos.

Consultoria ajuda a estruturar e a consolidar a governança corporativa

Uma das ferramentas mais importantes quando se fala em consultoria para empresas familiares é a governança corporativa. Ela diz respeito às regras, aos processos e às práticas da organização. Estrategicamente, a governança visa apontar as direções que devem ser seguidas para atingir as metas desejadas.

A governança corporativa deve ser considerada como um processo primordial para o desenvolvimento da companhia, por meio do qual é possível promover harmonia nas relações profissionais e pessoais. Assim, ela evita desgastes pelas demandas e conflitos relacionados ao negócio.

Quando o proprietário compreende que cada pessoa tem sua função e seu papel dentro da organização, a governança corporativa passa a ser um processo descomplicado e que naturalmente se enquadra nas suas expectativas. Portanto, é possível aumentar o potencial dos resultados que serão gerados com a sua implementação, quando se entende que as figuras do controlador, do gestor e do membro familiar são extremamente distintas.

A governança corporativa permite a criação de um sistema com ferramentas que possibilitam acompanhar tudo o que é feito a distância. Com isso, o gestor ganha tempo e tem a segurança de estar sempre ciente de todos os processos e da prestação de contas.

Como funciona a consultoria?

Para chegar a este resultado, a customização do projeto é fundamental. Todas as características únicas da empresa devem fazer parte da elaboração do plano. Suas necessidades e objetivos também vão orientar o caminho a ser seguido. Em todas as etapas, é de suma importância o alinhamento com a cultura organizacional.

A implementação da governança corporativa constitui uma base sólida para as empresas familiares e disponibiliza instrumentos e indicadores que promovem o fortalecimento do negócio e a mensuração efetiva dos resultados, além de garantir a manutenção da fonte geradora de recursos da família.

É interessante observar que algumas empresas possuem um grau de governança corporativa. Entretanto, a ausência de um projeto estruturado dificulta que suas ações sejam eficientes e, inclusive, prejudica a compreensão desta ferramenta vital. Dessa forma, a consultoria é capaz de verificar a estrutura existente e construir o nível adequado de governança.

Outra vantagem da consultoria neste contexto é a abertura de um espaço para que o gestor ou proprietário possa atuar em questões mais estratégicas e utilizar todo seu conhecimento e experiência para orientar a melhor maneira de executar as diversas ações de gestão necessárias ao bom desenvolvimento da empresa. Promover crescimento sustentável e assegurar a perenidade da empresa são os principais propósitos da consultoria.

Por que inovação não é mais uma escolha?

inovação

Inovação. Esta palavra está no discurso de qualquer empresa que tenha como objetivo alinhar sua estratégia com as tendências de mercado atual. O substantivo, de acordo com o Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, se refere ao ato ou efeito de inovar, tudo o que é novidade, coisa nova. Ainda segundo o glossário, o verbo inovar tem origem no latim, innovare, e significa fazer inovações, introduzir novidades em, produzir ou tornar algo novo, renovar, restaurar.

Mas será que realmente existe um entendimento profundo, uma compreensão clara do que significa inovar no mundo corporativo?

Ponte entre cenários

Para Bruno Moreira, CEO da Inventta, consultoria do Grupo Instituto Inovação, inovar é a ponte entre o cenário presente e o cenário futuro. Hoje, a proposta de valor da empresa visa determinado objetivo. Amanhã, a sua proposta de valor será outra. No meio destas duas realidades está o processo de inovação.

Em sua palestra na edição de fevereiro do GoNext CEO, Moreira destacou para os participantes do fórum que houve uma mudança de comportamento a partir das tecnologias. Tudo mudou – a forma de trabalhar, consumir, se comunicar, se locomover e até de se encontrar com as pessoas. As transformações acontecem em uma velocidade extremamente rápida e as organizações precisam estar atentas a isso.

Há alguns anos, ao comprar um produto com defeito, o consumidor tinha poucas opções para fazer sua reclamação – seja direto no ponto de venda ou para a empresa fabricante. Hoje, com as redes sociais o poder do consumidor foi potencializado e as marcas precisam estar preparadas para atender as demandas com rapidez e eficiência. Este é apenas um exemplo de como a tecnologia provocou transformações na sociedade e no modo de vida em geral.

Com mudanças tão rápidas, como será o mundo no futuro? Moreira indagou: será que alguém vai precisar aprender a dirigir um carro? O CEO refletiu se daqui alguns anos será necessário ter motoristas considerando a evolução dos veículos autônomos. “A vida está em constante mudança”, pontuou.

Inovar se tornou fundamental para a sobrevivência das empresas

Com este panorama do mundo e da sociedade atual, é possível chegar à conclusão de que a inovação não é mais um diferencial competitivo. “A inovação passou a ser uma necessidade, uma competência-chave. As tecnologias estão transformando a forma de vivermos, são rápidas mudanças e um alto nível de incertezas. As organizações têm que ampliar sua capacidade de encontrar novas rotas de crescimento, novas alavancas de valor”, ressaltou Moreira.

Com esta nova dimensão da importância da inovação no universo corporativo, o desafio é entender o que é necessário mudar na proposta atual da empresa e qual objetivo deve ser alcançado com a nova proposta de valor. “A partir do momento que eu entendi o que eu quero criar, eu consigo saber o esforço que deverá ser empregado para atingir a meta. A inovação é o efeito desse esforço. E os parâmetros de resultado devem existir e podem ser variados, como qualidade de vida, lucro ou felicidade”, explicou.

Para inovar em um produto, a empresa deve, em primeiro lugar, verificar se ela está entregando o que propôs. Em alguns casos, nesta análise é possível identificar falhas que podem se tornar uma oportunidade de inovar, reduzir custos, aumentar os lucros e garantir mais satisfação aos consumidores.

“Inovação não é o fim, é o meio. No passado, as empresas falavam que eram inovadoras, mas, na prática, não eram. A inovação é um meio de chegar a algum lugar, e você tem que saber onde quer chegar. É o resultado do esforço que você faz para transformar a proposta de valor que tem hoje, seja no produto, seja dentro da empresa”, afirmou Moreira, que também é especialista em gestão da inovação e planejamento estratégico.

Diferentes caminhos podem levar a oportunidades de inovação

No processo de inovar existem diversos caminhos que podem ser trilhados. No âmbito da tecnologia, a informação e o conhecimento são essenciais para criar novas estratégias. No campo do comportamento, o networking é importante para orientar as decisões que serão tomadas. Se a inovação estiver relacionada ao design, o foco deve ser o cliente e o entendimento do consumidor sobre o produto ou a marca. Outra alternativa é pensar em inovação a partir do próprio negócio, com base na criação de novas oportunidades. Também é possível inovar a partir dos propósitos e estruturas organizacionais, ou seja, com investimento no capital humano.

Independentemente do tamanho da organização, inovar é possível e necessário. Para obter novas formas de gerar valor, é preciso colocar em prática estratégias que permitam identificar as possibilidades e tendências para um determinado produto ou mercado. “O olhar deve ser do consumidor para a estratégia, e não o contrário”, observou.

Os territórios de inovação englobam os mercados e os consumidores. Neste cenário, a empresa deve verificar:

  • A existência de novas demandas e novos mercados;
  • Observar se existem mercados não atendidos no caso de demandas existentes;
  • Analisar os mercados que já têm suas demandas atendidas;
  • Identificar quais capacidades existentes estão em uso;
  • Verificar quais capacidades existentes não estão sendo utilizadas.

Desafios da inovação

Apesar de o conceito estar consolidado, inovar ainda implica na superação de muitos desafios. Investir em projetos que questionam o status quo da companhia é uma das dificuldades encontradas. Outras barreiras são encontradas quando as ideias de impacto não focam nos clientes atuais ou os nichos pequenos não suprem a necessidade de crescimento de grandes empresas. A impossibilidade de analisar mercados que não existem aumenta a lista.

Contudo, o principal desafio é encontrar o modelo de inovação ideal. É preciso se mover mais rápido do que o vento contrário para avançar e se preparar para as mudanças culturais. “A transformação organizacional implica em transformação cultural, que por sua vez exige mudanças pessoais”, acrescentou Moreira.

Qual é o posicionamento a respeito da inovação na sua empresa? Conte para nós nos comentários. Quer saber como inovar? Entre em contato com um dos consultores da GoNext e saiba como a sua empresa pode se inserir no contexto da inovação.