Herdeiros & Sucessores

Liderança Transformacional no GoNext Herdeiros & Sucessores

liderança transformacional

O mapa para guiar ações estratégicas está cada vez mais volátil e o destino das organizações precisa de constantes reinvenções. O papel da liderança empresarial precisa de mais atenção e cuidado para dar conta de impulsionar times em meio ao caos. Com isso em mente, o GoNext Herdeiros & Sucessores de junho foi realizado na última quinta-feira, 10, com o tema “Ser um Líder Transformacional”.⠀

 

O professor e especialista Roberto ‘Bob’ Hirsch, diretor e consultor do Instituto OPUS, professor do MBA e da Pós-Graduação da ESPM, mestre em Psicologia da Saúde e do Trabalho pela Universidade São Marcos, foi o responsável por apresentar o que é desenvolver este perfil de liderança diante dos desafios reais das relações humanas no ambiente corporativo.

 

Hirsch é facilitador de programas internacionais de coaching de lideranças e autor de diversos títulos publicados pela Editora Ser Mais. Todo esse repertório e experiência foi apresentado em um conteúdo completo e de fácil compreensão, em um momento de diálogo aberto com os herdeiros e sucessores integrantes do fórum.

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“Nosso mundo é tão complexo e volátil que até nossos planejamentos a curto prazo estão passando por reformulações constantes. Na liderança transformacional, uma das primeiras coisas a se fazer é eliminar os conceitos de certo e errado. Dentro do certo e do errado não se abrem possibilidades. Ser um líder transformacional é conseguir lidar com não ter respostas certas”, provocou o palestrante, apresentando o conceito de Mundo VUCA (Sigla em Inglês para Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo).

 

Assim, a expertise de direcionar negócios fica cada vez mais interconectada com a capacidade de acolher o incerto e as possibilidades que cada pessoa é capaz de abrir em uma equipe. Neste movimento, a comunicação é protagonista.

 

Como se comunicar para a transformação

“A principal questão da liderança transformacional é a comunicação. Mas não é só o que está na palavra. Sua ação precisa ser coerente com a sua palavra. Isso é ser inspirador, influente, isso é ser transformacional”, apresentou.

 

Segundo o professor, as incertezas do mundo trazem grande nível de ansiedade para as tomadas de decisão. O papel de um líder que busca ser transformacional, ou seja, inspirador de transformações positivas, é trazer para sua comunicação segurança, positividade e coerência.

 

Abraçar as vulnerabilidades, internamente e na forma como nos comunicamos, é difícil e exige que o líder tenha um alto senso de empatia. 

 

“Queremos julgar os outros com base nos seus comportamentos, mas queremos ser julgados com base em nossas intenções. Construir credibilidade também passa pelo não julgar. Essa incoerência é o que mais atrapalha sua credibilidade para influenciar e ser um líder transformacional”, apresentou Roberto Hirsch.

 

Influenciar é olhar para dentro

Como você olha para sua equipe, organização e comunidade de aprendizagem? O diretor e consultor do Instituto OPUS apresentou reflexões que fazem parte da obra ‘A Quinta Disciplina: arte e prática da organização que aprende’, de Peter M. Senge.

 

Abaixo, alguns parâmetros de reflexões e provocações apresentadas por Hirsch que são capazes de induzir um comportamento transformacional:

 

  • Cultura e Valores: o que se diz é praticado? Há coerência entre discurso e prática?;
  • Pensamento Sistêmico e Trabalho em Equipe: cada integrante faz parte de um todo. É preciso despertar essa consciência;
  • Inteligência Emocional: quebrar o raciocínio de “não levo trabalho para casa e problemas pessoais para o trabalho”. Isso é uma falácia, pois somos um todo complexo. Aprender a reconhecer, validar e a lidar com as emoções humanas é fundamental;
  • Coaching/Mentoring como estilo de gestão: é ter uma postura de amparo na trajetória de cada indivíduo, com incentivo e parametrização de conquistas e compartilhamento constante de experiências e conhecimento;
  • Ferramentas Conversacionais: escutar melhor, para dialogar melhor. Desenvolver de forma constante as habilidades de comunicação necessárias para gerar influências positivas.

 

“Ser um líder transformacional é entender que você vive um processo permanente de aprendizagem. E que passa principalmente por assumir responsabilidades. Parece fácil, mas não é. Quais são suas responsabilidades integrais? Você conhece e responde a 100% do que é sua responsabilidade?”, compartilhou Roberto.

 

Assim, aprender a ser um líder transformacional é estar em constante ação e em constante aprendizagem. É ser agente, ser protagonista.

 

Ao final do encontro, Hirsch apresentou uma série de leituras essenciais para o autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades de liderança.

 

O GoNext Herdeiros & Sucessores é uma experiência que alia conteúdos de desenvolvimento a experiências de relacionamento para impulsionar a performance de futuros líderes em empresas familiares.

GoNext Herdeiros & Sucessores debate propósito, felicidade e inovação na sucessão

A última edição do GoNext Herdeiros & Sucessores foi realizada no dia 6 de maio, em um espaço de trocas com o tema “Reinvente com propósito!”. Quem liderou o debate com um olhar sensível para o desenvolvimento de empresas familiares foi Arthur Rufino, fundador e CEO da Octa, sucessor da gestão da JR Diesel, empresa familiar fundada pelo ilustre pai, Geraldo Rufino.

 

A trajetória da Família Rufino com a JR Diesel mostra como a sucessão deve ser conduzida respeitando perfis e propósitos de todos os envolvidos.

 

Diferentes perfis na gestão

“Meu irmão era o óbvio sucessor, enquanto eu ficava mais nos bastidores, muito como observador e estudioso do negócio. Até então, eu não tinha vontade de ocupar o lugar da gestão”, disse o empresário.

 

Naturalmente, Arthur começou a buscar espaço e credibilidade nas áreas que mais o interessavam no negócio da família. “Existia uma mentalidade de que tudo a gente faz entre nós, a família que dita as regras. Eu estava inconformado com isso e queria atrair mais boas práticas do mercado para a empresa. Aos poucos, comecei a implementar as melhorias que eu achava necessárias nas áreas de marketing, trazendo ferramentas e novos processos”, contou Arthur.

 

Essas movimentações encontraram inúmeros pontos de tensão, mostrando que o conflito de ideias entre a nova geração e o fundador poderia desestabilizar o futuro da empresa. Mas a Família Rufino encontrou uma maneira de conduzir o diálogo entre gerações a partir de uma característica única das empresas familiares.

 

O lado humano da sucessão

As transformações de inovação que Arthur propunha demoravam até um ano para serem implementadas. Muitas discussões acaloradas aconteciam, mas a JR Diesel tinha uma cultura forte de lembrar que, ao final do dia, independemente das visões e atritos, eles precisavam estar bem uns com os outros.

 

“Fui buscar na terapia as ferramentas que me faltavam para lidar com aquele espaço. Comecei a desenvolver minha inteligência emocional para conseguir transpor algumas barreiras que eu mesmo impunha às relações para conseguir chegar no meu pai da melhor maneira possível com as minhas propostas. Pra mim não adiantava mais ser inflexível como eu era”, explicou o fundador da Octa.

 

Nesse processo, Arthur aprendeu a ouvir mais e compreender melhor o propósito do pai dentro do negócio, abrindo as concessões necessárias para que Geraldo Rufino visse o valor real das novidades trazidas pelo filho.

 

“Assim, minhas propostas ficaram ainda melhores. Elas carregavam minha implementação de inovação, junto com tudo o que era legado da empresa”, contou o sucessor, ao apresentar como, juntos, conquistaram mais agilidade no desenvolvimento de uma cultura de inovação cada vez mais alinhada com o propósito da JR Diesel, uma empresa que nasceu de um acidente que resultou na perda das kombis de um negócio de frete e se tornou a maior recicladora de veículos do Brasil.

 

A força do propósito

Geraldo Rufino passou a infância na favela do Sapé, em São Paulo. A JR Diesel carregava em sua trajetória o acolhimento e a inspiração das pessoas que faziam parte da empresa, fruto da atitude positiva de Geraldo em relação à vida. 

 

“O propósito dele na JR Diesel era estar lá e ser feliz com a empresa. Depois, ele encontrou nas palestras outro propósito: o de transformar vidas. Nada faz o dia dele melhor do que saber que ele mudou uma vida positivamente. Criamos um espaço para que ele encontrasse ainda mais felicidade”, contou Arthur.

 

Hoje, como conselheiro, ele acompanha de perto todos os passos da empresa, mantendo o olhar de legado para o desenvolvimento do negócio. “A minha sucessão com o meu pai deu certo quando eu aprendi a respeitar o legado dele, colocando propósito na linha de frente”, explicou.

 

Assim, a família empreendedora encontrou equilíbrio para uma sucessão construída com confiança e respeito mútuo. 

 

Inovação com o que se tem em mãos

Após assumir a responsabilidade na sucessão de criar um ambiente seguro para o sucedido, Arthur começou a colocar o seu propósito em lapidação. Em 5 anos à frente da JR Diesel, ele se apaixonou pela oportunidade de ampliar o propósito de “Transformar o roubo de veículos em algo inútil no Brasil” a partir de testes de inovações que não necessariamente passavam pela tecnologia.

 

“Eu pensava o que a gente tinha dentro de casa que podia ressignificar nosso negócio. Nesses testes, descobri como ajudar meu concorrente a prosperar, pensando em atrair mais gente para resolver nosso problema com a criminalidade. Nasceu assim uma proposta inovadora que não passou pela contratação de especialistas em tecnologia”, contou, explicando assim como nasceu a Octa, uma plataforma digital que teve rápida resposta no mercado.

 

A Octa nasceu em 2020 e hoje já é reconhecida no mercado como uma startup que combina vivências tradicionais do setor à tecnologia e inovação, com postura empresarial conectada à tríade de princípios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). A empresa já foi celebrada pela Forbes.

 

Além de CEO na Octa, Arthur Rufino também é o atual Presidente da ADERA (Associação Brasileira de Desmontagem e Reciclagem Automotiva), Diretor DEMPI Acelera da FIESP, conselheiro do Seminário Internacional de Frotas e Fretes Verde.

 

Ao final do encontro, Arthur Rufino orientou os herdeiros e sucessores do fórum a olharem com mais carinho para o tripé ESG. “Olhem para o verde, olhem para o social e olhem para a governança. Não para colocar em propaganda, mas tornar a empresa mais forte, mais conectada com o consumidor, para você não sumir do radar. Sem a governança, sua empresa pode cair na primeira instabilidade em um processo de sucessão”, finalizou.

 

Falta networking e insights transformadores para o seu desenvolvimento como sucessor(a) da gestão ou do patrimônio? Faça parte deste grupo exclusivo com diversas atividades de formação, troca e desenvolvimento individual.

 

Como despertar a mentalidade empresarial do século XXI é tema do GoNext Herdeiros & Sucessores

mentalidade empresarial do século XXI

Nesta quinta-feira, 15, a GoNext Governança & Sucessão realizou a segunda edição do fórum GoNext Herdeiros & Sucessores, com a participação do professor e pesquisador Marcos Cavalcanti (COPPE/UFRJ). O tema central do encontro foi “Os Desafios da Competitividade do século XXI”, apresentando aos futuros líderes empresariais ferramentas e áreas do conhecimento indutoras de novas competências e sensibilidade para compreender o agora e planejar o futuro.

 

“Estamos com os pés no século XXI, mas nossa maneira de pensar e ver o mundo ainda está no século passado”, disse Cavalcanti, apresentando os claros sinais da digitalização da economia e transformação ágil do ambiente de negócios. Movimentos que foram acelerados pelo “fator-pandemia”.

 

O palestrante é coordenador do CRIE (Centro de Referência em Inteligência Empresarial), fundador e membro do Board do “The New Club of Paris”, espaço global de debate sobre economia do conhecimento e transformação social, e professor convidado da Rutgers University (Nova Jersey, EUA). 

 

Um dos mais objetivos sinais de transformação, como apresentado pelo pesquisador, é o que entendemos por valor de mercado. A essência da economia não é mais industrial ou agropecuária.

 

“O Google vale 30 vezes mais que a Petrobras. Sem oleodutos, sem parques gigantes, sem prédio administrativo, sem patrimônios imensos. A arquitetura das empresas está mudando. E essa mudança não é sobre fazer mais e melhor o que já fazíamos. É sobre fazer diferente. E não só fazer diferente porque o diferente é legal, mas porque a gente precisa fazer diferente. Nós não estamos na era das mudanças, vivemos uma mudança de era”, explanou Marcos Cavalcanti.

 

Superamos a mentalidade industrial. Um mundo que ficou para trás e que agora coloca maior valor no intangível. Os serviços superam, em número, performance e valor, os produtos. Então, como tornar-se fluente nesta nova linguagem empresarial, atuando em qualquer segmento ou empresas de qualquer porte? 

 

Ajustando a visão para as redes e para os dados

As medidas que tiveram impacto no emprego, na renda e na economia não operam com o mesmo impacto hoje. “Serviços são 70% do PIB brasileiro. É um mundo radicalmente diferente de 10 anos atrás. As 10 maiores empresas do mundo não são indústrias”, provocou Cavalcanti. 

 

“Herdeiros e sucessores precisam entender que o mundo já é radicalmente diferente. Confiem na sensibilidade de vocês para compreender que os vencedores do mercado serão as empresas que souberem trabalhar com a rede e com os dados”, explicou.

 

No ambiente de negócios, o conhecimento é o principal fator de produção e compartilhar conhecimento gera cada vez mais informações valiosas. “Agora, na era dos dados, você pode perguntar ao seu cliente qual é a necessidade dele hoje. É neste momento que você deve ficar bom em resolver problemas. E resolução de problemas não é uma coisa que se decora, é uma competência que se exercita dia a dia”, orientou o professor e pesquisador da UFRJ.

 

A sensibilidade para ler e interpretar as oportunidades das conexões digitais e tecnológicas vai fazer mais pelo futuro das empresas familiares do que os diplomas e certificados na parede dos escritórios da alta gestão.

 

 

Dataficação para resolver problemas

3,8 milhões de brasileiros têm nos apps a sua principal fonte de renda hoje. Isso parece um fenômeno passageiro para você? As lideranças mais resistentes às transformações essenciais podem começar a quebrar essa mentalidade aproveitando o conceito da dataficação.

 

“Os dados não falam por si só. Eles só dizem algo relevante diante de um problema que você quer resolver. A dataficação é transformar tudo em dados, o que tem transformado a experiência de empresas em diversos segmentos. Agora, eu sei quem é meu cliente, onde ele mora, com que frequência ele compra qual produto”, explicou Cavalcanti.

 

O pesquisador apresentou cases de diferentes segmentos, como o de restaurantes, imobiliário e outras experiências de como encontrar oportunidades juntos aos dados dos clientes.

 

“Um bom jeito de identificar problemas é se perguntar: quais dados que você tem que podem ter valor para outros e quais são os dados de valor que você ainda não tem. Exercite essa mentalidade. O bom gestor do século XXI tem que ser um cara com disposição para aprender, ajustar as lentes do óculos e estar disposto a fazer a diferença”, provocou.

 

Ao final do encontro, Marcos Cavalcanti compartilhou o trecho do poema de Fernando Pessoa, “Navegar é preciso. Viver não é preciso”. A palavra “preciso”, seguindo uma nova linha de interpretação, pode referir-se mais à “precisão” do que à “necessidade”. 

 

Ou seja, navegar é matematicamente preciso (com bússola, tecnologias). Já a experiência dessa navegação, a vida, é imprecisa, flexível, volátil. Assim são os negócios. Tecnologias e dados são muito capazes de orientar suas direções. Mas é preciso que os líderes do futuro se acostumem com a imprecisão dessa jornada, que precisa ser reinventada constantemente. 

 

É nesta mentalidade que a competitividade ganha contornos mais claros e objetivos hoje e no futuro. “E tenham certeza de que a governança é chave para isso”, finalizou.

 

GoNext Herdeiros & Sucessores

O novo fórum lançado pela GoNext Governança & Sucessão é resultado de mais de 10 anos de experiência acompanhando a trajetória das famílias empresárias.

 

Herdeiros de empresas familiares ou sucessores da gestão agora contam com um espaço exclusivo para conhecer e elaborar temas relevantes, criar network qualificado, ser mentorado em seus projetos e aspirações, além de poder identificar, de forma constante, as oportunidades reais de construir um futuro sólido para o legado de suas empresas.

 

Capitalismo consciente é tema do lançamento do GoNext Herdeiros e Sucessores

Capitalismo consciente

O direcionamento dos investimentos já desenha um novo perfil a nível global. Nada mais normal, nos últimos anos dos círculos de investimentos, que as empresas sejam analisadas segundo as metas da Agenda 2030 da ONU. Os fundos de investimento responsável movimentam, hoje, 31 trilhões de dólares, o que representa 36% dos ativos financeiros geridos em todo o mundo. 

 

O lucro perdeu protagonismo nas histórias de sucesso de empresas há muito tempo. Mas hoje, as demandas dos consumidores por essa responsabilidade aumentam, a escolha dos investidores pressiona e a transparência e o acesso à informação colocam sob uma lupa as decisões de gestão de qualquer companhia.

 

Pensando na alta gestão do amanhã, a GoNext Governança & Sucessão lançou nesta terça-feira, 16, o fórum GoNext Herdeiros e Sucessores.

 

Neste primeiro encontro, o tema Capitalismo Consciente e as empresas do amanhã foi apresentado por Guilherme Massena, cofundador da Dobra, palestrante TEDx, entusiasta de empresas como vetores de mudanças sociais.

 

Propósito > Lucro

Passamos hoje pela quebra do “capitalismo-raiz”, a forma de capitalismo tradicional que propõe o lucro e sua constante maximização como razões de existir das empresas.

 

Para apresentar este novo olhar, Guilherme Massena inicia o GoNext Herdeiros e Sucessores com as pesquisas desenvolvidas por John Mackey e Raj Sisodia que resultaram na obra Capitalismo Consciente.

 

O resultado do propósito social das empresas, e como conseguir estruturá-lo de forma efetiva, é o foco da obra, mostrando o quanto ressignificar o capital para uma visão holística da empresa na sociedade está ligada a diferentes vias e qualidades de retorno. 

 

Segundo o estudo apresentado por Massena, as empresas que têm propósito social claro, objetivo e de resultados práticos têm duas vezes mais retorno nos investimentos.

 

“O papel dos negócios é criar valor. Não só o valor financeiro, mas também no âmbito social e ambiental. A empresa com propósito maior tem um porquê de existir para além do lucro, uma cultura consciente que vai conduzir as pessoas ao propósito maior, e uma orientação de resultados focada em todos os stakeholders e não somente nos acionistas”, explicou Guilherme. 

 

Ou seja, os resultados da empresa também devem ser mostrados em quantos vidas as ações impactaram, o quanto ela reduziu seu potencial poluidor e outras métricas para além das financeiras.

 

“Neste cenário, o lucro é uma consequência de um trabalho de impacto bem feito. O impacto real da sua empresa só será sentido quando o seu propósito transformador massivo for verdadeiro e executado”, orientou.

 

O Propósito Transformador Massivo é o que as 500 empresas que mais crescem no mundo têm em comum, segundo pesquisa apresentada no livro Organizações Exponenciais, de Ismail Salim, S.Malone Michael e Van Geest Yuri.

 

Na missão de encontrar um Propósito Transformador Massivo, alguma perguntas podem nortear os gestores:

  • Por que minha empresa existe?
  • Qual diferença minha empresa traz para a sociedade?
  • Se minha empresa desaparecer amanhã, quem vai sentir falta dela?

 

Para além das planilhas de resultados

“Precisamos trazer mais discussões de ética, debates filosóficos e morais para dentro das empresas, saindo da exclusividade das planilhas de resultados, das metas e dos OKRs. Empresas que querem uma presença relevante daqui pra frente precisam ser muito mais que esses dados, apresentou o cofundador da Dobra ao trazer o estudo Empresas Humanizadas aos integrantes do GoNext Herdeiros e Sucessores.

 

A Dobra é uma das empresas nacionais que entraram para a lista de empresas humanizadas da pesquisa. O estudo foi realizado com as 1.115 maiores empresas do Brasil e apresentou dados que mostram bem essa nova realidade.

 

Mesmo operando em ambientes de crise de governança, ambiental, social e econômica, nossas pesquisas revelam que organizações que operam em níveis mais elevados de maturidade de gestão possuem resultados de outro nível de qualidade.

 

  • Negócios mais Humanizados resultam em +224% em funcionários mais engajados
  • E os clientes se engajam + 239% com essas marcas

 

“As pessoas se conectam com negócios humanizados. Sejam funcionários trabalhando mais felizes, entregando mais resultados porque sabem que seu trabalho têm impacto positivo na sociedade, sejam os clientes que buscam cada vez mais direcionar seu dinheiro para empresas que praticam retorno social”, apresentou Massena.

 

Guilherme ainda apresentou o case da WholeFoods, que criou uma dinâmica completa de conexão com a economia local, o case da Patagonia, que criou um projeto de logística reversa, entregando vantagens aos consumidores que devolvem as roupas para reciclagem, e o case da Reserva,que utiliza 95% dos insumos locais e reverte compras em refeições para pessoas em vulnerabilidade. 

 

“O Warren Green, um dos fundos de investimento verde nos parâmetros ESG, teve uma rentabilidade de 48% em 2020, em meio ao caos da pandemia. As empresas ESG estão mais do que conseguindo sobreviver na crise, elas estão impactando a vida de pessoas e entregando mais resultados sociais, resultando em resultados financeiros muito melhores que as demais”, explicou.

 

“Empresa que trabalha com propósito constrói legado. Construir legado garante sobrevivência na atual crise e no mercado daqui para frente”, finalizou o palestrante. 

 

GoNext Herdeiros e Sucessores

O GoNext Herdeiros e Sucessores foi criado a partir da experiência de mais de 10 anos de mercado da GoNext. 

 

Criamos um ambiente de evolução contínua para herdeiros de empresas familiares ou sucessores da gestão, oferecendo abordagem de temas relevantes, compartilhamento de experiências e know-how, network e insights de alto nível.