Não categorizado

A inexplorada mina de ouro do mercado de empresas familiares

O relatório Risco Governança Corporativa e Compliance, publicado pela Fortune Business Insights, mostra que as atividades ligadas à governança corporativa movimentam hoje cerca de US $21,72 bilhões no mundo e devem aumentar para US $57,57 bilhões até 2026.

No Brasil, empresas familiares são as que mais movimentam o PIB (mais de 65%, segundo o IBGE). Elas representam também a fatia de mercado que mais cresce em investimento em governança, com 85% dessas empresas considerando governança e sucessão como prioridades estratégicas.

O mercado para consultoria e implantação de projetos de governança e sucessão é amplo e, neste cenário, a demanda por metodologias eficazes e comprovadamente sólidas se torna cada vez maior.

Para entender o potencial de se rentabilizar projetos e consultorias de governança e sucessão, apresentamos a seguir 4 motivos que corroboram com o avanço desse negócio.

  1. Importância da Governança Corporativa 

Os ciclos geracionais e as relações familiares no ambiente corporativo criam desafios específicos para as empresas familiares. A Governança Corporativa se apresenta, nessa dinâmica, como um processo capaz de equilibrar os interesses familiares, societários e administrativos e trazer vantagens competitivas para os negócios a longo prazo.

Ao rentabilizar projetos de Governança Corporativa, você poderá constituir a base sólida da longevidade dessas empresas, agregando instrumentos e indicadores que permitem o fortalecimento do negócio e a mensuração efetiva dos resultados conquistados.

Um projeto estratégico de governança define papéis e responsabilidades em relação ao negócio nos âmbitos familiares, de gestão e societários.

De forma ampla, a governança corporativa é o conjunto de regras, normas e princípios que direciona as relações societárias e a administração de uma empresa a uma experiência de gestão organizada e equilibrada.

  1. Governança Corporativa não é uma tendência passageira

Diante do grande volume de termos do universo corporativo que ganham visibilidade e alto potencial de adesão na sociedade, muitos empresários ficam inseguros em adentrar em “modas passageiras”. Não é o caso da Governança Corporativa.

Ter um processo de governança é imprescindível para empresas familiares. Em momentos de instabilidade econômica e crises mercadológicas, por exemplo, nada pode ser mais saudável para um negócio do que ter sócios, gestão e familiares em sintonia e alinhados em prol das melhores decisões de negócio.

Portanto, a governança é um instrumento de profissionalização da empresa familiar com foco no crescimento sustentável da empresa.

  1. Quando as empresas familiares mais demandam projetos de governança?

Qualquer negócio enfrenta conflitos internos. Nas empresas familiares, esses conflitos podem ser detectados e administrados com bastante eficácia por meio de boas práticas de governança e sucessão.

A sucessão, inclusive, precisa ganhar ainda mais protagonismo na estratégia de negócio.

Por isso, no mercado, quando as novas gerações começam a chegar na empresa familiar, começam também os questionamentos e os choques nas tomadas de decisão.

Em sua maioria, é neste momento em que as empresas começam a pensar em

procurar consultorias e projetos profissionais em governança corporativa.

  1. Sintomas da necessidade de governança corporativa

Muitos indícios podem apontar fragilidades organizacionais que são facilmente superadas com um projeto de governança completo.

Confira abaixo os principais sintomas apresentados por uma empresa familiar que precisa, com urgência, organizar, estruturar e estabelecer suas diretrizes de governança:

  • Sintomas de performance: perda de participação no mercado, lucratividade e rentabilidade;
  • Sintomas de conflitos societários: novas gerações vêm acompanhadas de mudanças, e, neste cenário, os conflitos societários são muito comuns, principalmente em empresas com mais de um sócio (cada um com sua família também pleiteando cargos na empresa);
  • Sintomas familiares: conflitos de quantidade de cargos e na identificação do potencial e do perfil de cada sucessor ou sócio.

Por que investir em uma franquia GoNext?

Se você conhece empresários familiares e estuda as movimentações de mercado, sabe o quanto os sintomas acima estão presentes nos negócios brasileiros.

A GoNext tem uma grande experiência quando o assunto é governança corporativa e sucessão para empresas familiares. Com metodologia exclusiva, a GoNext agora vai compartilhar com os franqueados toda essa experiência adquirida ao longo de anos.

Com mais de 150 projetos de governança corporativa já realizados no Brasil e nos Estados Unidos, a GoNext oferece suporte completo ao franqueado para que ele possa empreender neste mercado a partir de uma marca já consolidada.

Confira os benefícios de se tornar parceiro:

  • Direito de uso de marca
  • Transferência
  • Treinamentos iniciais presenciais e/ou online e reciclagem
  • Auxílio contínuo na operação da franquia
  • Avaliação de desempenho
  • Software de gestão
  • Materiais de marketing e suporte nas estratégias de divulgação

Faça parte deste seleto segmento de atuação, agregue novos serviços aos seus clientes e conte com uma empresa de consultoria que é referência no mercado.

 

 

Máxima governança nas relações com os clientes é tema do GoNext CEO

relações com os clientes

A Gestão do Relacionamento com o Cliente, comumente conhecida como CRM (Customer Relationship Management) no mercado, é muito mais que uma ferramenta tecnológica, ela deve ser estudada e implementada como cultura, trazendo o cliente para o centro dos esforços de gestão. Nesta quinta-feira (18/03), a GoNext realizou mais um fórum exclusivo, o GoNext CEO sobre a Nova Relação e as Conexões Digitais com o Cliente.⠀

Para apresentar o tema aos CEOs que integram o Fórum, receberemos Augusto Rocha, investidor e membro do Board da Share (ecossistema em comunicação), vice-presidente de Vendas e Marketing na Pmweb.⠀

 

“Vocês sabem quem são os clientes de vocês?”, foi a provocação inicial do debate. “Há um ano, quando fomos obrigados a fechar portas, muita empresa B2C se deu conta de que não tinha para quem ligar ou o contato direto de quem é o cliente dela. Essas empresas nunca se importaram em saber quem era a pessoa que transacionava com ela. Reflexo de uma empresa que nunca colocou o cliente no protagonismo dessa relação”, apresentou Rocha.

 

Ressignificando seu olhar para o funil de vendas

O especialista em CRM explicou a importância da inteligência de dados na relação com as pessoas que movimentam a receita dos negócios. “As empresas que sobreviverão são as que conhecem os clientes. O que importa é o investimento estratégico no funil de vendas, investindo mais na retenção de clientes”, orientou.

 

Investimentos da Globo com o Globoplay, da Rede Pão de Açúcar e de marcas como Google e Amazon foram apresentados, mostrando como o Custo de Aquisição de Clientes não deve ser a única prioridade do funil de vendas. O Lifetime Value é um indicador importante na estratégia. 

 

Esse “valor vitalício” da relação do cliente com a sua empresa mostra com precisão quanto dinheiro, em média, os clientes gastam e por quanto tempo eles permanecem investindo no seu produto ou serviço.

 

Ao desvendar uma cultura que trabalha a retenção desse cliente, seu negócio consegue, dentre outras estratégias, gastar menos com a aquisição desses clientes em um novo momento. E isso significa uma economia que não pode ser ignorada a longo prazo.

 

“Metodologia com tecnologia faz toda a diferença nesse processo. Estudando mais sobre as oportunidades do funil, chegamos a uma conclusão importante: a de levar essa metodologia aliada à tecnologia para as mãos de quem vende”, explicou Augusto Rocha.

 

Levar o CRM na mão de quem vende

Um dos insights mais relevantes para elevar o nível da estratégia de CRM propostos pelo vice-presidente de Vendas e Marketing na Pmweb é a valorização técnica dos vendedores que representam as marcas.

 

“A gente não tá investindo em coisas que importam. Investir massivamente em novos canais e ampliar a capacidade de contato não é o bastante quando sua equipe de vendas não recebe um investimento equivalente”, apontou.

 

O e-commerce cresce, redes sociais e conteúdo digital, anúncios e inteligência artificial. As tecnologias de marketing estão canalizando investimentos maiores, negligenciando a importância do investimento nas pessoas, os vendedores, que mais estão em contato com os clientes.

 

“O vendedor deve ser incluído na transformação digital e deve ser empoderado nesse processo. 64% dos consumidores ainda preferem comprar em lojas físicas. E aí fica a provocação: a gente está investindo em uma experiência de valor para o cliente no contato com o vendedor?”, explicou, apontando caminhos para como as empresas B2C e B2B conseguem incorporar essa cultura estratégica.

 

Menos barulho, mais sentido

Durante a apresentação, Augusto apontou modelos de franquia e dark store que mostram o sucesso de negócios que souberam balancear a conexão da experiência online e offline, partindo dessa ressignificação do funil de vendas e do papel do vendedor.

 

“Focar no cliente é muito fácil de falar, mas é muito complexo de se fazer. Por isso, é urgente parar de fazer barulho e passar a fazer sentido. Estamos em 2021 e muitas marcas não têm nenhuma governança da relação com o cliente. Quantas marcas mandaram SMS, e-mail para vocês, o vendedor te ligou, e mesmo assim não conseguiram te transformar em cliente? A incapacidade de orquestrar a experiência do cliente e não conseguir acessar as perspectivas de valor dele te custa muito caro e não traz resultado”, apontou.

 

Nesse processo, físico e digital precisam ser coesos e coerentes, mostrando uma marca com consistência e que se coloca como protagonista na relação com o cliente.

 

“O ideal é construir uma cultura de CRM, na qual o cliente deixa de ser público-alvo e passa a ser o centro do nosso negócio. Isso não é rápido, isso não é barato. Mudança de cultura não é fácil e você precisa de pessoas na equipe que estejam a fim de fazer isso acontecer, por isso, não dá pra pensar essa transformação sem a alta diretoria da empresa”, provocou Rocha.

 

Ao fim da palestra, os integrantes do GoNext CEO puderam apresentar suas dúvidas e experiências ao especialistas, movimentando insights personalizados para a estratégia de relacionamento focada em seus mercados de atuação e realidades operacionais.

 

GoNext CEO

O GoNext CEO é um espaço qualificado de networking e formação contínua de CEOs de todo o Brasil. Em 2021, a programação irá contemplar todos os principais desafios contemporâneos e futuros dos C-Levels.

 

Saiba como participar deste seleto grupo: https://bit.ly/34izrP9 

 

Estamos à disposição: +55 41 3204-4773 | contato@gonext.com.br

 

Capitalismo consciente é tema do lançamento do GoNext Herdeiros e Sucessores

Capitalismo consciente

O direcionamento dos investimentos já desenha um novo perfil a nível global. Nada mais normal, nos últimos anos dos círculos de investimentos, que as empresas sejam analisadas segundo as metas da Agenda 2030 da ONU. Os fundos de investimento responsável movimentam, hoje, 31 trilhões de dólares, o que representa 36% dos ativos financeiros geridos em todo o mundo. 

 

O lucro perdeu protagonismo nas histórias de sucesso de empresas há muito tempo. Mas hoje, as demandas dos consumidores por essa responsabilidade aumentam, a escolha dos investidores pressiona e a transparência e o acesso à informação colocam sob uma lupa as decisões de gestão de qualquer companhia.

 

Pensando na alta gestão do amanhã, a GoNext Governança & Sucessão lançou nesta terça-feira, 16, o fórum GoNext Herdeiros e Sucessores.

 

Neste primeiro encontro, o tema Capitalismo Consciente e as empresas do amanhã foi apresentado por Guilherme Massena, cofundador da Dobra, palestrante TEDx, entusiasta de empresas como vetores de mudanças sociais.

 

Propósito > Lucro

Passamos hoje pela quebra do “capitalismo-raiz”, a forma de capitalismo tradicional que propõe o lucro e sua constante maximização como razões de existir das empresas.

 

Para apresentar este novo olhar, Guilherme Massena inicia o GoNext Herdeiros e Sucessores com as pesquisas desenvolvidas por John Mackey e Raj Sisodia que resultaram na obra Capitalismo Consciente.

 

O resultado do propósito social das empresas, e como conseguir estruturá-lo de forma efetiva, é o foco da obra, mostrando o quanto ressignificar o capital para uma visão holística da empresa na sociedade está ligada a diferentes vias e qualidades de retorno. 

 

Segundo o estudo apresentado por Massena, as empresas que têm propósito social claro, objetivo e de resultados práticos têm duas vezes mais retorno nos investimentos.

 

“O papel dos negócios é criar valor. Não só o valor financeiro, mas também no âmbito social e ambiental. A empresa com propósito maior tem um porquê de existir para além do lucro, uma cultura consciente que vai conduzir as pessoas ao propósito maior, e uma orientação de resultados focada em todos os stakeholders e não somente nos acionistas”, explicou Guilherme. 

 

Ou seja, os resultados da empresa também devem ser mostrados em quantos vidas as ações impactaram, o quanto ela reduziu seu potencial poluidor e outras métricas para além das financeiras.

 

“Neste cenário, o lucro é uma consequência de um trabalho de impacto bem feito. O impacto real da sua empresa só será sentido quando o seu propósito transformador massivo for verdadeiro e executado”, orientou.

 

O Propósito Transformador Massivo é o que as 500 empresas que mais crescem no mundo têm em comum, segundo pesquisa apresentada no livro Organizações Exponenciais, de Ismail Salim, S.Malone Michael e Van Geest Yuri.

 

Na missão de encontrar um Propósito Transformador Massivo, alguma perguntas podem nortear os gestores:

  • Por que minha empresa existe?
  • Qual diferença minha empresa traz para a sociedade?
  • Se minha empresa desaparecer amanhã, quem vai sentir falta dela?

 

Para além das planilhas de resultados

“Precisamos trazer mais discussões de ética, debates filosóficos e morais para dentro das empresas, saindo da exclusividade das planilhas de resultados, das metas e dos OKRs. Empresas que querem uma presença relevante daqui pra frente precisam ser muito mais que esses dados, apresentou o cofundador da Dobra ao trazer o estudo Empresas Humanizadas aos integrantes do GoNext Herdeiros e Sucessores.

 

A Dobra é uma das empresas nacionais que entraram para a lista de empresas humanizadas da pesquisa. O estudo foi realizado com as 1.115 maiores empresas do Brasil e apresentou dados que mostram bem essa nova realidade.

 

Mesmo operando em ambientes de crise de governança, ambiental, social e econômica, nossas pesquisas revelam que organizações que operam em níveis mais elevados de maturidade de gestão possuem resultados de outro nível de qualidade.

 

  • Negócios mais Humanizados resultam em +224% em funcionários mais engajados
  • E os clientes se engajam + 239% com essas marcas

 

“As pessoas se conectam com negócios humanizados. Sejam funcionários trabalhando mais felizes, entregando mais resultados porque sabem que seu trabalho têm impacto positivo na sociedade, sejam os clientes que buscam cada vez mais direcionar seu dinheiro para empresas que praticam retorno social”, apresentou Massena.

 

Guilherme ainda apresentou o case da WholeFoods, que criou uma dinâmica completa de conexão com a economia local, o case da Patagonia, que criou um projeto de logística reversa, entregando vantagens aos consumidores que devolvem as roupas para reciclagem, e o case da Reserva,que utiliza 95% dos insumos locais e reverte compras em refeições para pessoas em vulnerabilidade. 

 

“O Warren Green, um dos fundos de investimento verde nos parâmetros ESG, teve uma rentabilidade de 48% em 2020, em meio ao caos da pandemia. As empresas ESG estão mais do que conseguindo sobreviver na crise, elas estão impactando a vida de pessoas e entregando mais resultados sociais, resultando em resultados financeiros muito melhores que as demais”, explicou.

 

“Empresa que trabalha com propósito constrói legado. Construir legado garante sobrevivência na atual crise e no mercado daqui para frente”, finalizou o palestrante. 

 

GoNext Herdeiros e Sucessores

O GoNext Herdeiros e Sucessores foi criado a partir da experiência de mais de 10 anos de mercado da GoNext. 

 

Criamos um ambiente de evolução contínua para herdeiros de empresas familiares ou sucessores da gestão, oferecendo abordagem de temas relevantes, compartilhamento de experiências e know-how, network e insights de alto nível.

Faça parte deste seleto grupo.

 

Print the Legend: conheça os bastidores do mercado de impressoras 3D

Print the Legend

A Netflix possui um portfólio de produções originais que cobrem diferentes temas no campo do empreendedorismo, incluindo mercados emergentes como o de impressoras 3D. O documentário Print the Legend mostra os bastidores do promissor novo mercado para além das questões de tecnologia e inovação.

 

A obra apresenta a realidade dos empreendedores que buscam protagonismo no segmento e a importância de se reinventar, inovar e mudar de forma a entregar valor ao público.

 

Ficou interessado em saber mais sobre o Print The Legend? Clique aqui e assista!

GoNext Fórum – perspectivas e desafios para 2021: a transição da retomada para o crescimento

Na última quinta-feira-, 26/11, o GoNext Fórum, evento que conta com a presença de CEOs e Presidentes de Conselhos, recebeu o convidado Marcelo Azevedo, Gerente de Análise Econômica da CNI, Confederação Nacional da Indústria. Marcelo dividiu com os presentes as perspectivas e os desafios para 2021 em relação ao período de transição para a retomada do crescimento, um assunto de extrema relevância no pós-pandemia.

O palestrante iniciou o encontro evidenciando os números de 2020, em como estava o cenário antes da pandemia atingir o Brasil, em março. De acordo com Marcelo, o país vinha se recuperando gradualmente da forte crise que iniciou em 2014 e se estendeu até 2016. Mesmo que, no caso da indústria, a recuperação estivesse bastante lenta, as projeções para 2020 eram bastante positivas.

“Já no início do ano, com a Ásia sofrendo com os impactos da Covid-19 desde dezembro do ano passado, os primeiros indícios de que o problema seria muito maior que o esperado começaram a aparecer. A indústria, sobretudo a de eletrônicos, começou a sofrer pela crescente falta de componentes, ocasionando uma forte queda sem precedentes de produção, vendas e volume de serviços”, comentou.

“O efeito da falta de matéria-prima na indústria foi imediato, nem deu tempo de acumular estoques e isso agravou ainda mais a situação, ocasionando uma agressiva diminuição das vendas”, enfatiza Marcelo. Por outro lado, a recuperação também tem sido bastante forte e rápida, sendo os últimos meses de agosto e setembro um reflexo positivo para a economia.

Desafio, a retomada para o crescimento

Para Marcelo, um dos principais problemas para o Brasil voltar a crescer é a competitividade. O país possui muitos problemas com taxas, tributação e sistema logístico, o que dificulta muito todo o processo. “Assim que o Brasil voltar a crescer com o passar da crise, nós voltaremos a esbarrar nessas velhas questões”.

“Um ponto positivo que pode ser destacado são as taxas de juros, que atualmente estão no menor nível da série histórica”.

Em contrapartida, o elevado desequilíbrio fiscal é um fator determinante para a retomada do crescimento, que na opinião do convidado, só perde em nível de preocupação para uma possível segunda onda de casos no país, como tem acontecido com grande expressão na Europa. 

Em relação aos insumos, Marcelo compartilhou com os presentes uma sondagem especial elaborada pela CNI, que pode trazer uma luz sobre o problema de matéria-prima para o próximo ano, incluindo o panorama de indústrias de pequeno, médio e grande porte, de diferentes segmentos.

Após a apresentação dos números, os participantes do evento puderam fazer perguntas ao convidado, o que gerou um rico e importante debate sobre o que podemos esperar no próximo ano. Quer fazer parte deste seleto grupo, participar dos encontros e debater sobre temas atuais e de extrema importância para os negócios? Acesse https://bit.ly/3dQWHH0 e saiba como garantir sua presença.

Cibersegurança é tema no GoNext CEO

Cibersegurança é tema no GoNext CEO

Na última quinta-feira, 19/11, o GoNext CEO contou com a presença de George Silverio da Silva, fundador e atual Chairman da BOX Group, grupo empresarial com foco em soluções em negócios, autor das metodologias GRSTI® (Gerenciamento de Risco em Serviços de TI®) e DNASec® e auditor ISO/IEC 27001.

George possui mais de 20 anos de experiência na área de tecnologia da informação e falou para os participantes do evento sobre um tema de extrema relevância no mundo corporativo: cibersegurança – desafio da continuidade de negócios e resiliência com as ondas de ransomware.

O encontro começou com uma pergunta provocativa: afinal, o que é um crime cibernético? De acordo com George, crimes cibernéticos são os que usam a tecnologia como ferramenta, meio e alvo de um ato criminoso ou quando a tecnologia permite que um crime “tradicional” como roubo de identidade, roubo de informações (espionagem industrial), chantagem, entre outros.

“Para as empresas, o impacto de um cybercrime pode causar grandes transtornos e os vazamentos de dados causados por ataques mal-intencionados são os mais comuns e caros para os negócios”. 

“Com a pandemia do coronavírus e a necessidade do trabalho remoto, o número de ataques aumentou consideravelmente, principalmente pela vulnerabilidade dos computadores no home office”, comenta.

Em relação aos tipos de impactos para as empresas, Geroge destaca os financeiros, que envolvem transações fraudulentas, sequestro de dados, espionagem industrial e interceptações de mercadorias; os de disponibilidade e entregáveis, que abrangem ataques em e-commerce, indisponibilidade de rede interna e de internet, ataques que paralisam linha da produção e destruição de ambientes e dados; e os de imagem e reputação, que contemplam roubo de identidade e de dados confidenciais para pirataria, pixação de sites, vazamento de dados pessoais e exposição de documentos confidenciais.

Previsões para o mundo em relação à segurança de informação

Para os próximos anos, a previsão compartilhada com os membros do GoNext CEO é que com a disponibilidade da internet 5G, os roubos de dados serão realizados em alta velocidade, o número de contratação de fake news para ransomware aumentará consideravelmente e muitas empresas deverão migrar para a nuvem sem o planejamento mínimo de segurança.

Ainda de acordo com o convidado, para que as empresas não decretem falência da saúde dos negócios pela falta de segurança, é necessário se defender e tomar algumas atitudes como:

  • Plano de continuidade de negócios;
  • Plano de backup e proteção de dados;
  • Plano de resposta a incidentes;
  • Plano de disaster recovery.

E mais do que contar com essas ações no momento que uma empresa sofrer uma ameaça, é fundamental garantir que elas sejam testadas e estejam funcionando perfeitamente. “Muitos pecam em achar que ao implementá-las, estarão seguros para sempre, mas não é bem assim. São necessárias manutenções e testagem periódicas a fim de garantir a segurança em caso de ataque”, explicou.

Ao fim da apresentação, os CEOs puderam fazer perguntas ao convidado e contar com conselhos para aumentar a segurança da informação das suas empresas, diminuindo os riscos de sofrer com os impactos de um possível crime cibernético.

Deseja fazer parte dos próximos encontros? Em 2021, o GoNext CEO contará com muitas novidades. A programação completa foi definida e já está disponível a todos os membros. 

Faça parte deste seleto grupo! Acesse https://bit.ly/34izrP9 e saiba como.

GoNext Presidentes de Conselhos aborda os desafios da inovação no novo Anormal

GoNext Presidentes de Conselhos aborda os desafios da inovação no novo Anormal

O GoNext Presidentes de Conselhos da última quarta-feira, 28/10, contou com a presença de dois convidados, Bruno Moreira, CEO da Inventta e Paulo Roseiro, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Boticário. Juntos, eles falaram sobre os processos de inovação que uma empresa deve seguir a fim de garantir a melhor performance e de como o Grupo Boticário promove inovação na prática.

Bruno iniciou sua palestra apresentando os principais motivos pelos quais todo e qualquer negócio, independente do seu segmento de atuação e faturamento, precisa inovar. “A relação entre vendas, planejamento atual e tempo acaba gerando um gap estratégico de crescimento nas empresas. É nesse momento que o departamento de inovação faz a diferença: não permite a estagnação e ajuda a garantir o crescimento sustentável”, declarou. 

“Em um contexto de rápidas mudanças, alto nível de incertezas e com empresas sendo criadas a todo momento, atingindo números elevados de clientes e faturamento em pouquíssimo tempo, as organizações são obrigadas a ampliar a sua capacidade de encontrar novas rotas de crescimento, novas alavancas de valor. A inovação passou a ser competência-chave para a sobrevivência do negócio”, enfatizou Bruno.

De acordo com Bruno a inovação não deve ser tratada como um projeto que tem começo, meio e fim dentro de uma empresa. É preciso olhar pra dentro e analisar o que está sendo entregue ao cliente, e a partir disso pensar em qual proposta de valor esse produto ou serviço oferecerá no futuro. É esse o espaço criado pela inovação. A inovação precisa fazer parte do processo como um todo, do dia a dia, da cultura, ou os resultados não serão alcançados como o esperado.

“A inovação precisa ser o meio do processo e não o fim”.

Os caminhos da inovação

“A proposta de valor para uma empresa garantir o futuro pode ser alcançada de diversas formas: utilizando a tecnologia como base, ampliando o network, fornecedores e parceiros, através do design focado no cliente, com a ajuda de startups de inovação e também pelo propósito de uma marca”, revela.

Bruno frisou que as empresas estão inovando pela busca por produtividade, alavancagem a partir da transformação digital, valorização da sustentabilidade, ampliação da visão sobre as formas de inovar, apropriação de métodos ágeis e inovação da agenda da liderança. “É partir destas ações que chegamos ao novo, a lugares desconhecidos e exploramos novos horizontes”, disse o CEO.

Os principais fatores para orquestrar as iniciativas de inovação dentro de uma empresa são definidos a partir de um modelo de governança, do apoio da alta gestão, do direcionamento e investimento, de tempo, de dinheiro. “Os esforços de inovação precisam ser de direção e de conexão à estratégia do negócio, a liderança da empresa precisa oferecer estrutura e incentivos para que os objetivos sejam alcançados”, finalizou.

Os desafios da Inovação no novo Anormal

Quando Paulo assumiu a palavra no GoNext Presidentes de Conselhos, iniciou contando um pouco da sua história e dividindo alguns dados impressionantes do Grupo Boticário. São 4 mil lojas físicas, e-commerce, venda direta, 35 mil pontos de vendas multimarcas, faturamento anual de R$ 15 bilhões, expedição de 1.300 produtos por dia, 2 fábricas, 5 escritórios, 6 centros de distribuição e presença em mais de 15 países.

Já em relação ao centro de pesquisa e desenvolvimento, que é a área dirigida por Paulo, são lançados cerca 1.600 produtos por ano, o que corresponde a uma receita de 33% sobre o faturamento total, uma operação que envolve 293 profissionais em uma infraestrutura de alta tecnologia, com mais de 8.000 m2.

De acordo com Paulo, a inovação dentro de uma empresa acontece com 10% de inspiração e 90% de transpiração, ou seja, é melhor ter uma ideia e trabalhar incansavelmente nela até transformá-la em um ótimo produto do que ter várias ideias e acabar não tendo resultados expressivos em nenhuma delas.

O Grupo Boticário, em 2020, mesmo com os desafios impostos pela pandemia, já superou o ano de 2019 em faturamento e vendas, e isso se deve pelo constante incentivo à inovação que a empresa oferece. “Quando o coronavírus surgiu nós já contávamos com todos os requisitos necessários para dar continuidade às vendas, o e-commerce já funcionava perfeitamente, o estoque era suficiente, os centros de distribuição estavam abastecidos, então modificamos algumas operações e seguimos com o nosso trabalho”, mostrou Paulo.

“A Inovação no Boticário é uma área tão importante como qualquer outra, tem o apoio total e incondicional do CEO e dos Conselheiros do grupo e segue um processo bem definido que começa pelos insights, segue para a identificação do problema, gera possibilidades, cria conceitos e soluções, desenvolve um novo produto ou serviço e escala”.

Para finalizar Paulo falou sobre:

Os três pilares fundamentais da inovação do Grupo Boticário: Pessoas, Processos e Tecnologia.

Segundo ele, sem o alinhamento total destas 3 forças jamais o Grupo chegaria onde está hoje.

“Não me iludo com resultados de curto prazo. É preciso ser sustentável e estar alinhado com a estratégia. Não estou interessado em voos de galinha. A questão não é ir bem esse ano, mas como podemos ir sempre um pouco melhor ano após ano”. Artur Grybaum – CEO Grupo Boticário. De acordo com Paulo, essas palavras e o apoio total de Artur são fundamentais para que a inovação, a área de Produto e Desenvolvimento, seja um dos principais diferenciais do grupo.

Deseja fazer parte do GoNext Presidentes de Conselhos e participar dos próximos encontros? Acesse e saiba como: https://bit.ly/3myAnVT     

Logística e supply chain no pós-pandemia é tema do GoNext Fórum

Logística e supply chain no pós-pandemia é tema do GoNext Fórum

Um setor fundamental para a economia que vem se transformando e acompanhando as demandas do mercado com a ajuda da tecnologia é o de logística. Devido à sua importância, o GoNext Fórum convidou Carlos Cesar Meireles Vieira Filho, CEO da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) e vice-presidente da Associação Latinoamericana de Logística (ALALOG), e Djalma Vilela, membro do GoNext CEO e diretor executivo da Multilog, considerada uma das maiores empresas logísticas do Brasil, para falarem sobre as perspectivas desta área e do supply chain no pós-pandemia aos CEOs e presidentes de conselhos.

De acordo com Vieira Filho, o setor de logística em nível mundial começou com transporte rodoviário de cargas e armazenamento, se expandindo e desenvolvendo novos negócios, cada um com suas particularidades. “Tivemos alguns marcos épicos, como o fim da Guerra Fria, a Constituição de 1988 – que permitiu que os ativos de logística fossem transferidos para o setor privado por meio de licitação –, o fim da inflação em 1994 e o ingresso de operadores estrangeiros no Brasil em 1995. O setor passou a ter um caráter multimodal, utilizando vários regimes fiscais, e hoje é essencial para a economia”, destaca o CEO, que tem mais de 24 anos de experiência como executivo na área operacional e em novos negócios de operadores logísticos e portuários.

Vieira Filho também explica que as empresas que ganharam esta nova formatação se depararam com insegurança jurídica e outros desafios. Com a criação da Abol, em 2012, foi possível ter uma visão mais integrada. Entretanto, sem haver uma classificação nacional de atividade econômica definida e existindo muitos espaços “cinzentos” entre as legislações, a instituição, em conjunto com outras organizações, fez um estudo aprofundado e definiu que o operador logístico é a pessoa jurídica capacitada a prestar, através de um ou mais contratos, por meios próprios ou intermédio de terceiros, os serviços de transporte em qualquer modal, de armazenagem em qualquer condição física ou regime fiscal e de gestão de estoques. Para determinar o tamanho do mercado, a associação está finalizando um estudo em parceria com outras entidades visando revelar dados como número de empresas, empregos diretos e indiretos, montante de encargos e tributos recolhidos e faturamento. O levantamento deve ser finalizado e divulgado em breve.

Operadores logísticos no pós-pandemia

Durante a pandemia da COVID-19, os operadores logísticos foram reconhecidos como “serviços essenciais” e se consolidaram como provedores de soluções integradas, focadas em excelência operacional, segurança, competitividade, compliance, inovação tecnológica e sustentabilidade. Aspectos como gestão de riscos e custos, saúde ocupacional e eficiência ganharam ainda mais destaque na agenda do setor. “As melhores práticas se tornaram elementos de diferenciação entre as empresas e a meta sempre será o nível de excelência. A implementação de tecnologias como a internet das coisas, big data, inteligência artificial, automação, robótica, multichannel, crosschannel e omnichannel faz parte da demanda e da necessidade do mercado. Essas tecnologias já fazem parte do nosso universo e estarão cada vez mais presentes no novo normal”, observa Vieira Filho.

Expansão do e-commerce

O CEO da Abol também evidenciou a expansão do e-commerce durante a pandemia. De acordo com o site e-commerce Brasil, o faturamento do setor em 2019 foi de R$ 75 bilhões. Para este ano, a expectativa é de R$ 100 bilhões. Somente em abril de 2020, o e-commerce faturou R$ 9,4 bilhões, um aumento de 81% em relação ao mesmo período do ano passado. Com a COVID-19, houve um crescimento de 400% no número de lojas virtuais. “O avanço do e-commerce é um caminho inexorável e os operadores logísticos estão totalmente envolvidos neste setor”, aponta.

Expectativas para o futuro

Vieira Filho afirma que será necessário repensar as cadeias globais de suprimentos e cadeias produtivas para haver menor dependência externa e fortalecer e diversificar a indústria nacional. “As empresas terão que ser mais flexíveis, ágeis, inclusivas e menos conservadoras. Também haverá mudança na mobilidade urbana, consolidação do home office e do coworking e mudanças nos hábitos e práticas de consumo. Um repensar geral entre o físico e o digital. Assim como o pós 11 de setembro trouxe uma nova ordem mundial no campo da segurança antiterrorismo, o pós-COVID-19 trará novos protocolos, rotinas e práticas para a segurança sanitária.”

Também será necessário melhorar e investir fortemente em infraestrutura, construir um novo pacto social para minimizar as desigualdades e a concentração de renda e realizar a reforma tributária para que o Brasil melhore seus índices e posições em rankings mundiais importantes, como o Doing Business, o Logistics Performance Index (LPI) e o Relatório do Fórum Econômico Mundial.

Multilog

Dentro de todo o panorama exposto, Vilela destaca como a Multilog investe em novos processos, na automatização e na aquisição de competências para acompanhar as demandas do mercado, especialmente no que diz respeito ao e-commerce. “Nós temos investido em tecnologia e inteligência artificial. Desenvolvemos um avatar na área de recursos humanos e queremos levar isso para a experiência do cliente no ano que vem. Temos o Gênius, que é um sistema na palma da mão para o cliente acompanhar toda o accountability da logística desde a chegada da mercadoria no Brasil. O nível de investimento é de alguns bilhões de reais, no sentido de trazer mais tecnologias, mais plataformas de inovação. O setor é dinâmico, e a Multilog tem um plano bem traçado para seu crescimento”, acrescenta o diretor, que tem mais de 20 anos de experiência na área de logística em empresas multinacionais e nacionais de grande porte.

A inovação e sua potencialidade em diferentes aspectos é tema do Fórum de CEOs de agosto

Compreender a inovação similar ao espectro de um prisma, a partir do entendimento de  aplicabilidade em setores e situações múltiplas para a governança das empresas pautou a edição de agosto do  Fórum de CEOs, evento inédito realizado pela GoNext em Curitiba (PR). Com tema “Inovação como vetor de crescimento empresarial”, o convidado da edição, Fernando Vianna, presidente a Lactec, esmiuçou o assunto com CEOs e empresários de diferentes segmentos, que compartilharam suas vivências e desafios.

Em um formato exclusivo da GoNext, o Fórum de CEOs reforça a jornada de conhecimento, conexões e a análise de novos modelos de gestão para proporcionar um intercâmbio de expertises entre seus participantes de diferentes setores e trajetórias profissionais. Em sua terceira participação, o CEO da Landis+Gyr, Marcelo Machado, reforça o legado após participar desses modelos de imersões,  realizadas com grupos profissionais ecléticos. “É interessante o palestrante que vem para canalizar inúmeros aspectos do tema e, junto com os demais participantes, isso se torna uma experiência muito rica pois, às vezes, o que está sendo enfrentado por uma empresa pode ser modulado para outra, mesmo que em segmentos distintos”, ressalta.

Além disso, o participante ressalta a amplitude das discussões e intercâmbio de conteúdo, como nesta edição onde a inovação foi elencada em sob diferentes patamares e aspectos. “É notório que inovação está além do desenvolvimento de produto e de pesquisa. Observamos como você pode trabalhá-la em um desafio novo a ou mesmo em um processo para ajustar uma necessidade específica”, destaca Marcelo.

Com mais de 30 anos de mercado, o palestrante Fernando Vianna fez um panorama sobre a temática no Brasil e no Exterior, apresentando cases e tendências, e foi enfático em sua análise geral sobre a temática.“As empresas grandes que não investirem em inovação irão diminuir e as pequenas que investirem vão crescer”, ressalta. Ele citou como exemplo uma empresa chinesa de pequeno porte que, em 30 anos, já começou a competir com gigantes como IBM.  “As empresas que não investirem em inovação não terão um caminho muito longo pela frente. Pequenas empresas que investiram em inovação,em pouquíssimo tempo, já estão competindo no mercado global”, reforçou.

A globalização de setores é um dos elementos, revelados por Fernando Vianna, que pode ser considerado uma tendência mundial. “Os setores hoje em dia estão todos se conversando, ninguém faz mais nada isolado. Até mesmo as empresas concorrentes estão se unindo para desenvolver novos produtos e, assim, se tornarem mais competitivas em determinados projetos”, afirmou.

Outro ponto levantado pelo palestrante é a oportunidade de investimento, a partir da inovação, que está fértil no território brasileiro  através de ferramentas como a Lei da Informática e a Embreapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), por exemplo. “Tenho uma visão otimista e precisamos acreditar que o ambiente para inovação no Brasil está propício. Contudo, é necessário a convicção de a gente precisa fazer junto para fazer mais e quem quer fazer sozinho, não vai conseguir”, destacou.

O GoNext CEO, que realiza encontros mensais, oferece um espaço inédito, com incentivo ao intercâmbio de ideias, experiências e a promoção de conexões através de temas relevantes ligados à Governança Corporativa, contribuindo para o desempenho do CEO e sua futura atuação em Conselhos.  Entre em contato com a GoNext e conheça nossa programação.

Governança corporativa é um desafio para sobrevivência de empresas familiares

O bom desenvolvimento de todos os negócios da companhia e a harmonia de todas as relações pessoais e profissionais são decorrentes de uma governança corporativa produtiva e bem planejada

Engana-se quem pensa no ditado “Pai rico, filho nobre e neto pobre” apenas como  crença popular. Grande parte dos empresários brasileiros encontram essa realidade que é comprovada pelas estatísticas: menos de 5%  das empresas familiares continuam a existir após a quarta geração. Um dos principais desafios é a governança familiar.

Ao considerar o contexto nacional com 85% das empresas sendo de grupos familiares, conforme pesquisa de PwC Brasil, é possível sugerir como o tema é urgente e vital não apenas para a sobrevivência dessas corporações, no sentido de manter os interesses de seus fundadores, mas por que elas englobam todo um ecossistema que envolve empregos diretos e indiretos, fornecedores e o setor econômico em geral.

A governança familiar é um tema desafiador por envolver diversos aspectos que vão além das questões administrativas, lógicas e exatas. Há elementos emocionais e afetivos correlacionados e estruturados em uma mesma família. Todos esses pontos devem ser considerados, desde o gerenciamento até o processo sucessório. Esse é o principal caminho para a composição de um planejamento mais assertivo e de longevidade empresarial. Um estudo realizado pela PUC do Rio de Janeiro destaca que a marca, os produtos e conquistas de uma empresa familiar são riquezas intangíveis, de inestimável valor para os entes das famílias e comunidades onde surgiram. Isso é o que perpetua de geração em geração o orgulho pela empresa, além da crença da segurança, distinção, notoriedade e símbolo de união daquele sobrenome.

Todos esses valores entram em vulnerabilidade caso a governança familiar esteja fragilizada e delineada superficialmente. Um case conhecido é do Chocolates Garoto.  Fundada em 1929 ultrapassou diversas instabilidades econômicas brasileiras, mantendo a liderança de mercado até o final dos anos 90. O cenário mudou quando os sócios iniciaram uma visível disputa de poder que, resultou uma década depois, na venda da fábrica para o grupo Nestlé S.A.

Além do conflito de gerações, a resistência às novidades tecnológicas nos processos e produtos, controles e vendas, bem como questões comportamentais e de cultura, diante de novas configurações de cenários e contextos, repercutem diretamente nos resultados e na saúde da empresa a longo prazo.

O bom desenvolvimento de todos os negócios da companhia e a harmonia de todas as relações pessoais e profissionais são decorrentes de uma governança corporativa produtiva e bem planejada, como aponta o diretor-presidente da GoNext, Eduardo Valério, em seu livro “Empresa Familiar – Governança e os seus Desafios”. “Essa governança começa a ficar descomplicada na medida em que o empresário, proprietário da empresa adquire o entendimento claro de quão distintos são os papéis do controlador, do gestor e do membro familiar”, destaca ele na publicação.

Cada um dos papéis citados acima envolve um subsistema com suas dinâmicas próprias, contudo é necessário que esses três subsistemas estejam integrados por meio de regras e instrumentos. “O que necessariamente a empresa precisa pode não ser o que o familiar ou o sócio precisa naquele momento”, exemplifica o autor.

É essencial compreender a complexidade da composição da governança familiar e também  entender que ela é variável, de acordo com o modelo de cada empresa, seu histórico, entre outros pontos personalizados. A saúde e longevidade dessas corporações exige expertise na elaboração de um planejamento estratégico por especialistas.