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Lideranças preparadas para o Capitalismo Consciente é tema do GoNext Presidentes de Conselhos

O GoNext Presidentes de Conselhos apresentou, no dia 27 de maio, como amadurecer os debates empresariais dentro dos Conselhos de Administração em relação ao Capitalismo Consciente. Quem liderou o encontro foi Hugo Bethlem, cofundador e chairman no Instituto Capitalismo Consciente Brasil, conselheiro em diversas empresas, ex-vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar e Advisor Accenture.⠀

O momento que enfrentamos como sociedade dá contornos mais objetivos à urgência do tema. Afinal, a combinação das crises econômica, política e sanitária, causada pela covid-19, agravou diversos problemas históricos no Brasil: da insegurança alimentar à concentração de renda recorde. 

 

E qual o papel das empresas na construção de um futuro pautado pela consciência coletiva? Segundo Hugo Bethlem, devemos começar entendendo como o modelo capitalista se organizou para nos trazer até aqui.

 

“O modelo capitalista que a gente conhece é aquele que busca a acumulação de renda infinita, a extração de recursos como se fossem infinitos. O Capitalismo Consciente é reinventar esse processo, maximizar o que temos de bom e minimizar a parte ruim”, explicou.

 

“Tínhamos o cenário de que a única responsabilidade social de uma empresa era maximizar o lucro do acionista. Esse modelo não pode continuar mais. No movimento do Capitalismo Consciente, negócios devem ter um propósito maior e tratar todos os stakeholders de forma equânime”, orientou.

 

Empresas são criadoras de valores

Bethlem explica que este movimento está longe de ser uma culpabilização do universo empresarial por todos os problemas de desigualdade do mundo. Mas sim uma ressignificação do valor das empresas na sociedade, uma vez que são as empresas as grandes impulsionadoras de transformações locais e até globais na construção cotidiana do impacto do capitalismo na humanidade.

 

O movimento Capitalismo Consciente nasce em 2008 e uma das suas principais vozes é John Mackey, CEO da Whole Foods Market, empresa que agora faz parte do grupo Amazon.

 

Em um vídeo de Mackey apresentado por Bethlem aos presidentes de conselhos do fórum da GoNext, uma fala chama a atenção: “Negócios podem ser feitos de formas mais conscientes, com propósito. Para não ser unicamente sobre fazer dinheiro. Fazer dinheiro é importante para os negócios, ou então eles morrem. Mas isso não significa que o propósito do seu negócio deva ser fazer dinheiro”, diz o CEO da Whole Foods Market.

 

Hugo Bethlem apresentou cases de empresas que estão conseguindo remodelar suas propostas de valor, como a Reserva, a Magalu e o Grupo Boticário

 

“O que percebemos em todas essas experiências, é que gerar bem-estar e riqueza a todos os stakeholders também maximiza o retorno aos acionistas. É possível criar performance com propósito. A empresa que tem performance sem propósito não vai sobreviver. E a que tem propósito sem performance não vai mais encontrar talentos e deixar de ser relevante na sociedade”, apresentou o cofundador do Instituto Capitalismo Consciente.

 

A liderança consciente: cuidar de pessoas

“Apenas três coisas acontecem naturalmente nas organizações: fricção, confusão e baixa performance. Todo o resto requer liderança. Uma liderança consciente. Capitalismo consciente não é cada um trabalhar como quer e traz resultado se puder”, provoca o especialista.

 

Para apresentar o que significa ser um líder consciente nesta nova proposta de Capitalismo, Hugo Bethlem retoma a importância da definição de um propósito maior para a organização. “O líder consciente é aquele capaz de organizar, mobilizar e engajar pessoas para atingir resultados alinhados ao propósito”, definiu. “É, afinal, trazer para a realidade a lógica de cuidar das pessoas e não das coisas.”

 

“Por isso, convido vocês, presidentes de conselhos, para que provoquem seus líderes a deixarem o ego de lado e não queiram ser a maior e melhor organização do mundo. Queiram sim ser a melhor organização em cuidar e servir pessoas e cuidar do meio ambiente. Negócios são sobre vidas e pessoas reais”, explicou.

 

“O Capitalismo continua sendo a melhor forma de gerar riqueza, inovação e inclusão social das pessoas, elevando sua dignidade. Mas, para isso, precisamos criar oportunidades iguais”, orientou.

 

A governança multistakeholder

“Apenas as empresas que optarem por guiar sua governança para uma lógica multistakeholder poderão falar em ESG. Mesmo porque ESG é sobre manter o equilíbrio, com responsabilidade social, ambiente e organizacional”, apresentou o palestrante.

 

Letra a letra da sigla ESG, Bethlem apresentou quais frentes funcionam e importam na evolução dos parâmetros ambientais, sociais e de governança corporativa.

 

“A governança e a gestão é que vão dar o tom. Governança é o que dita se o social está bem cuidado dentro e fora da organização”, orientou Bethlem. 

 

Para o especialista, quando a alta gestão ainda tem mais dúvidas do que certezas sobre como evoluir nos parâmetros ESG, pode-se olhar, por exemplo, para os 7Rs da Economia Circular: repense, redesenhe, reaproveite, repare, remanufature, recicle, recupere.

 

“Sua marca é desejada, sonhada? Ela vai fazer falta se desaparecer amanhã? Faça essas perguntas. É importante que sua reputação seja construída na lógica de transformar sua relação com todos os stakeholders”, finalizou.

 

Os presidentes de conselhos do fórum da GoNext puderam conhecer dados de resultados de pequenas e médias empresas que mostram resultados consistentes nos parâmetros ESG, provando que essa movimentação não está restrita aos grandes players.

 

GoNext Presidentes de Conselhos

O GoNext Presidentes de Conselhos tem o compromisso permanente de criar os mais atualizados parâmetros de performance para os Conselhos de Administração impulsionarem os negócios familiares.

 

Com informação, troca de experiências, análises de performances e contato direto com especialistas de relevância nacional e internacional, as atividades do fórum dão força e sustentação para guiar diferenciais competitivos com foco no futuro.

Como sistematizar a mentalidade do futuro dos negócios é tema do GoNext Presidentes de Conselhos

futuro dos negócios

Na quinta-feira, 29, o fórum GoNext Presidentes de Conselhos contou com a presença do empresário e estrategista de negócios Adriano Amui, apresentando um guia mental para atualizar a visão da alta gestão, a palestra “Breakthrough – Um roadmap para além do novo normal”.

 

Com mais de 27 anos no mercado como executivo, empreendedor e acadêmico, Adriano Amui é fundador do Invent (CEO), Esfera Gestão (CEO) e Deep Seed Solutions (Board) no Brasil, fundador da FCA Strategy (CEO) no Canadá. Professor da Fundação Dom Cabral e ESPM no Brasil e da Beedie Business School no Canadá.

 

Em toda essa trajetória, Amui criou a sensibilidade de olhar o passo a passo do planejamento de negócios que conseguiram avançar performances e conseguiram construir sólida geração de valor.

 

“Dentro da minha prática de negócios, pensar o futuro sistematicamente virou a minha obsessão. Para isso, priorizo: a criatividade organizada, mentalidade aberta para o que é novo e planejamento anárquico”, explicou o executivo, orientando os presidentes de conselhos presentes a se atentarem às peculiaridades de cada possível cenário.

 

Segundo Amui, o mais importante no planejamento estratégico de um negócio é saber onde se quer chegar, mas com a consciência de que o caminho exige sensibilidade para revisões constantes.

 

Sua obsolescência já está programada!

“Antigamente, para uma companhia valer U$ 1 milhão, levava-se, em média, 22 anos. Hoje, na bolsa americana, uma companhia leva 7 meses”, apresentou Amui. Essa é a prova que enfrentamos uma nova dimensão de planejamento de modelos de negócios.

 

A pandemia da COVID-19 foi apresentada pelo executivo como um exemplo dos padrões comportamentais dos empreendedores de não conseguirem responder à altura da ambiguidade e do caos que impactou o mercado. Por isso, ser um negócio presente nessas transformações exige velocidade, capacidade e ação transformadora.

 

“A maioria das empresas que quebraram na pandemia sequer tinham fluxo de caixa estabelecido como prática de negócio. Hoje, o ritmo e velocidade necessária para perceber e reagir ao mercado é grande. E não adianta ser ágil e caminhar para o rumo errado. É preciso ter capacidade analítica e poder de transformação, que é onde a maioria ‘patina’”, explicou.

 

Adriano Amui apresentou formatos mais coerentes de criar previsões por cenários que extrapolam a simplicidade da análise econômica e dissecou o Modelo de Curva S de desenvolvimento de negócios, apresentando a dinâmica de mudanças e inflexões importantes para escalar negócios.

 

“Tipicamente, quem se recusa a mudar entra rapidamente em obsolescência. O único movimento interessante para longevidade é o que nasce na inovação, na renovação e no renascimento. Vocês, como presidentes de conselhos, precisam chacoalhar isso nas suas organizações antes que o mercado faça isso por vocês”, orientou.

 

A mentalidade capaz de orientar transformações ágeis e mais maduras baseia-se em:

 

  • Prevenção e planejamento: inteligência para interpretar cenários;
  • (Re)Conexões afetivas: lembrar de gerar valor para capturar valor;
  • Compra inteligente: conectada com as demandas dos consumidores;
  • Pessoas e Planeta: alinhamento socioambiental é sinônimo de performance.

 

“ESG virou imperativo de negócio. Qualquer corporação precisa ter uma política muito clara para sobreviver, seja para conseguir crédito, negócios relevantes com companhias globais. Marcas precisam superar seu ponto de vista de venda e passar ao ponto de vista do valor”, apresentou Amui.

 

Sua proposta de valor tem real valor?

As trocas do fórum resultaram em algumas provocações que, para Adriano, são essenciais de serem levadas aos Conselhos de Administração das empresas:

  • Você tem uma visão clara de onde o valor está doravante e como capturá-lo?
  • Como acelerar a entrada em novos mercados, acessando novos clientes?
  • Como repensar a estratégia de talentos para ter as expertises certas?

 

Em um momento interativo, Adriano utilizou uma plataforma dinâmica de coleta de dados, realizando pesquisas de perfil e de orientação estratégica de negócio com os participantes, induzindo insights personalizados aos integrantes do GoNext Presidentes de Conselhos.

 

“Existe uma mudança de percepção mercadológica: não há mais o vender por vender. Eu tenho que gerar valor para que alguém enxergue valor no meu negócio. Quem agrega pouco valor vira commoditie”, provocou o empresário.

 

Neste caminho, Big Data, marketing com inteligência artificial e presença omnichannel são os pilares dos negócios do futuro: o foco do valor de mercado será cada vez mais a personalização. Pautas que precisam entrar, de forma urgente, nos Conselhos de Administração, segundo Amui.

 

Assim, é preciso destravar uma nova cultura dentro das empresas. E é este o movimento que criamos com encontros assim no GoNext Presidentes de Conselhos. 

 

Criamos um espaço exclusivo e personalizado de desenvolvimento contínuo, networking qualificado, acompanhamento de performance e insights para perpetuação de negócios.

 

GoNext Presidentes de Conselhos recebe cientista de dados para debater a (R)Evolução da Tecnologia no ambiente de negócios

GoNext Presidentes de Conselhos Tecnologia no ambiente de negócios

A GoNext realizou mais um fórum exclusivo do GoNext Presidentes de Conselhos no dia 25 de março. No evento online, foram apresentados os mecanismos de organizações orientadas por dados e que, assim, conquistam crescimento exponencial. Confira neste artigo os debates levantados tendo como tema central a (R)Evolução da Tecnologia e seu Impacto Inevitável nos Negócios.

À frente do tema, recebemos o cientista de dados Claudio Pinheiro, Head Data & AI da GFT Group, ex-Sênior Data Scientist IBM, TEDx Speaker, Professor MBA, ESPM e FIA.

 

“No mundo, temos cada vez mais novas empresas surgindo. São startups, fintechs e outros tipos de contextos. No Brasil, temos mais de 12 mil startups registradas. E temos também o que chamamos de unicórnios, empresas fora do comum e que valem mais de 1 bilhão de dólares. São empresas dos mais variados setores. Surge aqui o contexto de organizações exponenciais. E o que está fazendo essas empresas crescerem é a inteligência de dados”, iniciou o debate.

 

Claudio Pinheiro explicou como a coleta e a análise de dados potencializam organizações em seu arsenal de estratégias competitivas. O professor apresentou os resultados de uma pesquisa da consultoria Gartner, que mostra que 90% das organizações entenderão os dados como ativo corporativo crítico e análises de dados como competência essencial até 2022.

 

Moldando o futuro a partir dos clientes

Os clientes têm hoje um alto poder em mãos a partir das tecnologias. Esse poder resultou em uma mudança cultural que descreve de forma precisa o nosso tempo: o imediatismo como hábito.

 

“As informações do seu negócio são extremamente valiosas. Elas refletem o mercado no qual o seu negócio está inserido e elas podem impactar no futuro do seu negócio na relação com os clientes. O desafio é começar a dirigir o seu negócio compreendendo como usar essas informações e se alfabetizar no universo dos dados”, orientou Claudio.

 

Percebe-se, neste cenário, que os apps, os bancos digitais e o novo poder de escolha dos clientes têm desafiado empresas a acompanhar todas essas movimentações com a agilidade necessária para não perder espaço no mercado.

 

“No contexto empresarial, essa conexão muda tudo. 1 minuto e meio é o intervalo de resposta que um cliente está disposto a esperar na relação com uma marca. O ideal é o imediato, é a personalização do atendimento e a antecipação das necessidades do cliente. Se você tem 10 mil clientes, como conseguir alcançar esses pontos? Por meio da tecnologia”, apresentou ao introduzir o conceito de experiência do usuário e o potencial da Inteligência Artificial.

 

Apresentando o caso dos bancos digitais, alguns comportamentos dos usuários dão o norte das respostas tecnológicas que hoje são imprescindíveis aos negócios. São elas:

  • Antecipar e atender necessidades reais com personalização
  • Tornar as interações com o cliente as mais convenientes e fáceis quanto possível
  • Estar onde o cliente está, em tempo real
  • Lembrar de todas as interações prévias para o cliente se sentir ouvido e compreendido

Inteligência Artificial nas decisões de negócio

“Vocês sabiam que já existem tecnologias capazes de, a partir de dados dos históricos médicos e equipamentos que coletam dados em tempo real, expandir a expectativa de vida de um ser humano em até 25%?”, questionou Pinheiro, explicando o quanto o alto volume de dados é capaz de reconfigurar nossa noção atual de futuro.

 

A questão é: se os dados estão por toda a parte, como dar conta de forma estratégica desse volume?

 

“A Netflix e a Amazon são dois exemplos de como os algoritmos de Inteligência Artificial conseguem mostrar exatamente o que você quer daquelas plataformas. No caso da Amazon, o algoritmo que mostra na página os outros itens que as pessoas que já compraram o mesmo produto também buscam na plataforma, foi responsável por um aumento de 40% nas vendas”, disse.

 

Por isso, o maior poder nas mãos do consumidor gera uma necessidade ágil de ter a Inteligência Artificial a favor das decisões de negócio.

 

“O foco real da transformação digital é descobrir como transformar a performance da sua empresa no dia a dia. A tecnologia não é o fim, é o meio dessa transformação. O fim é o foco total no consumidor, é ser mais ágil em qualquer segmento. E esse movimento é o que vai te deixar cada vez mais preparado para as mudanças”, orientou o especialista, que apresentou a informação de que 52% das maiores empresas do mundo que fecharam ou foram compradas nos últimos anos foi justamente em decorrência da incapacidade de se posicionar diante das transformações de mercado.

 

Decisões de negócio sem o suporte de uma Inteligência Artificial tendem a ser guiadas por intuição. Resultado disso é verificar que 50% dessas decisões não vão alcançar os resultados desejados. Em um negócio, 50% de decisões imprecisas pode significar o fim da empresa.

 

“A capacidade de adaptação da tecnologia é exponencial. Produtividade, agilidade, oportunidade e decisões ágeis são os novos direcionadores de negócios. E é importante compreender que estamos cada vez mais perto de não haver mais fronteiras. Alguém de outro estado vai concorrer contigo muito facilmente, alguém de outro país, empresas podem se juntar virtualmente para ganhar força de mercado”, apresentou.

 

Diversos cases de utilização de Inteligência Artificial (IA) foram apresentados aos presidentes de conselhos ouvintes, como o serviço de personalização de experiência da Volkswagen e a BIA, inteligência artificial para clientes e funcionários do Bradesco. O Grupo Boticário, por exemplo, também está usando IA para criar fragrâncias com dados de preferências de seus clientes.

 

Claudio Pinheiro apresentou os diferentes modelos de poder analítico no atual contexto do mercado.

 

“Investir em ciência de dados e algoritmos de machine learning já mostra um retorno de investimento de 459%. A tecnologia está avançando, existem muitos recursos e contextos. Por onde começar? Utilize a tecnologia para entender e interagir com o seu cliente. A pandemia já mostrou bem o efeito disso em diversos segmentos”, finalizou.

 

GoNext Presidentes de Conselhos

Presidentes de Conselhos compartilharam suas experiências e desafios na conexão de diferentes áreas de negócio com a inteligência artificial e, principalmente, como desenvolver uma cultura organizacional que coloque tecnologia e inteligência de dados a favor de seus clientes.

 

Você também pode ter a oportunidade de fazer parte deste grupo exclusivo, altamente qualificado, que busca e compartilha soluções para desafios comuns a todos os Presidentes de Conselhos.

 

Gestão de Risco com parâmetros ESG (ambiental, social e governança) é tema do GoNext Presidentes de Conselhos

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Os fatores ambientais, sociais e de governança estão inseridos nas dinâmicas de mercado e exercem, de forma crescente, impactos nas decisões de negócio. O GoNext Presidentes de Conselhos trouxe o tema “O impacto do ESG (conduta ambiental, social e de governança) nas organizações”, em seu primeiro encontro online de 2021, realizado na manhã da última quinta-feira, 25.

 

À frente do debate, o convidado especialista Alexandre Sanches Garcia, doutor em Administração (FGV/SP), Pró-Reitor de Pós-Graduação da FECAP – Fundação Álvares Penteado, conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, especialista nas áreas de auditoria e controles internos.

 

“Se ainda sobram dúvidas sobre o impacto do fenômeno ESG nas empresas, devemos refletir sobre o desdobramento financeiro e de reputação de empresas que protagonizaram, nos últimos anos, exposições por crimes ambientais, o relacionamento e tratamento das empresas terceirizadas e os informes de governança que geraram quedas nas ações de grandes empresas”, iniciou o debate, apontando exemplos de exposição crítica de negócios nacionais.

 

Apesar da sigla ganhar força nas diversas mídias e nos debates internos das organizações, Alexandre Garcia afirma que os parâmetros ESG se inserem em um debate mais amplo e mais importante: a Gestão de Riscos.

 

“Todos os exemplos de empresas que sofreram os impactos acima não tiveram uma boa condução na gestão de risco”, explicou, lembrando aos presidentes de conselhos presentes a relevância do cuidado com o acompanhamento e análise permanente de todos os agentes das cadeias de produção, principalmente os terceirizados.

 

“Evoluir a sua resposta organizacional para os parâmetros ESG é uma consequência do trabalho da Gestão de Risco. As ações e iniciativas precisam estar aliadas a uma gestão analítica e proativa dos riscos que estão na sua organização”, orientou o doutor em Administração.

 

A estrutura das dinâmicas ESG no mundo dos negócios

Para apresentar como os parâmetros ESG se comportam no mercado, Alexandre Garcia apontou de onde nascem as demandas de cada agente que influenciam essas dinâmicas.

 

De forma clara e objetiva, o doutor e pró-reitor de Pós-Graduação da FECAP aponta as “dores” que resultam nessas demandas a partir da tríade: empresários, órgãos reguladores e mercado financeiro.

 

Por exemplo, os empresários precisam de fôlego para suas atividades econômicas e dar respostas quanto ao propósito de suas organizações, com inteligência para minimização de impactos e atenção às externalidades.

 

Já os órgãos reguladores, como ONU, ISO e IFRS no âmbito internacional, e CVM, BACEN e B3, nas fiscalizações e regulamentações nacionais.

 

O mercado financeiro, por sua vez, representa uma liderança nessas demandas, com fundos e empréstimos cada vez mais robustos no que tange aos parâmetros ESG em suas decisões de investimentos.

 

Esse comportamento dos investidores gera impactos reais nas estratégias das empresas de captação de investimento e valorização da companhia.

 

“De 0 a 100, a nota de práticas de ESG, os países do BRICS estão abaixo dos 50%. A velocidade da nossa justiça é muito morosa. Os empresários vão sofrer muito até haver uma regulamentação que identifique um processo unificado de atender a todos esses parâmetros. Por isso, quando falamos da pressão de mercado do ESG, estamos falando principalmente da pressão do mercado financeiro”, explicou Alexandre Garcia.

 

Histórico ESG no mercado financeiro

Contextualizando o que hoje vivemos no mercado, é preciso voltar para a raiz dessa visão.

 

Alexandre Garcia contou aos participantes do fórum que, no início de 2005, a Organização das Nações Unidas (ONU) convidou representantes de 20 investidores institucionais (na maioria fundos de pensão) oriundos de 12 países, incluindo o Brasil, para se unirem em um processo de desenvolvimento de princípios de responsabilidade social, ambiental e de governança nos investimentos.

 

Como consequência, foi criada a iniciativa denominada Principles for Responsible Investment (PRI), ou Princípios para Investimentos Responsáveis, em português. Trata-se de uma rede internacional de instituições ligadas à cadeia de investimentos que, por meio de adesão voluntária, se comprometeram com a incorporação das questões sociais, ambientais e de governança corporativa às práticas de análise, decisão e gestão de seus investimentos.

 

O impacto disso foi geral em toda a economia global, com a ampliação de ações e iniciativas privadas em energia limpa, adequações ágeis às demandas dos consumidores e grandes investimentos em gestão de marca e riscos de reputação.

 

“A pressão real do ESG está vindo do mercado financeiro e não para de evoluir. Em 2020, tivemos novos parâmetros das agências reguladoras neste sentido”, alertou.

 

Medidas como a Instrução Normativa 480 da CVM, as ações regulatórias em dimensões de sustentabilidade do Banco Central, a resolução dos limites dos fundos de pensão foram explicadas e elaboradas para os integrantes do GoNext Presidentes de Conselhos.

 

Mensurando ESG

Diante dessas configurações de mercado e das pressões que irão definir, cada vez mais, o sucesso dos negócios, como então criar uma metodologia de avaliação? Alexandre Garcia respondeu às principais dúvidas levantadas no encontro, apontando um caminho seguro para amadurecer uma resposta efetiva aos parâmetros ESG.

 

“Conhecer esse Relato Integrado da CVM é um bom ponto de partida para compreender como evoluir nos parâmetros ESG. Mas sugiro começar pelos seus contadores, para já compreender sua situação pelo que vocês têm em mãos”, explicou o palestrante.

 

“Em estratégias, por exemplo, de identificar a Demonstração de Valor Adicionado, você já pode perceber, por meio das suas demonstrações contábeis, como a sua empresa distribui riquezas de acordo com as condutas socioambientais e de governança corporativa”, orientou Garcia.

 

Foram apresentados os parâmetros detalhados do Global Reporting Initiative, o caráter de responsabilidade social das Normas ISO 9000 / 9001 e a matriz de materialidade nos princípios do Relato Integrado.

 

“Partindo desta trilha de parâmetros, seu negócio é capaz de realizar um bom trabalho de avaliação de riscos, medindo impactos e projetando melhores índices de adequação”, apresentou.

 

O caminho é trabalhoso, demandando cada vez mais amadurecimento nas estruturas organizacionais que acarretam maior qualificação para os parâmetros ESG. Mas não há como fugir desses dois grandes focos:

 

  • Fazer a gestão de risco de forma escalável
  • Fazer a divulgação de relatórios com transparência

 

Ao fim do encontro, Alexandre Garcia atendeu às principais dúvidas dos integrantes do fórum. “Parabéns a GoNext por trazer este assunto, que este nosso encontro gere insights e iniciativas a todos os presentes”, concluiu o doutor.

 

O GoNext Presidentes de Conselhos reúne executivos de empresas de todo o Brasil, com ações e encontros voltados ao desenvolvimento e aplicação das melhores práticas nos Conselhos de Administração. Para participar deste seleto grupo, inscreva-se aqui: https://bit.ly/3dL2DTT

 

GoNext Presidentes de Conselhos aborda os desafios da inovação no novo Anormal

GoNext Presidentes de Conselhos aborda os desafios da inovação no novo Anormal

O GoNext Presidentes de Conselhos da última quarta-feira, 28/10, contou com a presença de dois convidados, Bruno Moreira, CEO da Inventta e Paulo Roseiro, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Boticário. Juntos, eles falaram sobre os processos de inovação que uma empresa deve seguir a fim de garantir a melhor performance e de como o Grupo Boticário promove inovação na prática.

Bruno iniciou sua palestra apresentando os principais motivos pelos quais todo e qualquer negócio, independente do seu segmento de atuação e faturamento, precisa inovar. “A relação entre vendas, planejamento atual e tempo acaba gerando um gap estratégico de crescimento nas empresas. É nesse momento que o departamento de inovação faz a diferença: não permite a estagnação e ajuda a garantir o crescimento sustentável”, declarou. 

“Em um contexto de rápidas mudanças, alto nível de incertezas e com empresas sendo criadas a todo momento, atingindo números elevados de clientes e faturamento em pouquíssimo tempo, as organizações são obrigadas a ampliar a sua capacidade de encontrar novas rotas de crescimento, novas alavancas de valor. A inovação passou a ser competência-chave para a sobrevivência do negócio”, enfatizou Bruno.

De acordo com Bruno a inovação não deve ser tratada como um projeto que tem começo, meio e fim dentro de uma empresa. É preciso olhar pra dentro e analisar o que está sendo entregue ao cliente, e a partir disso pensar em qual proposta de valor esse produto ou serviço oferecerá no futuro. É esse o espaço criado pela inovação. A inovação precisa fazer parte do processo como um todo, do dia a dia, da cultura, ou os resultados não serão alcançados como o esperado.

“A inovação precisa ser o meio do processo e não o fim”.

Os caminhos da inovação

“A proposta de valor para uma empresa garantir o futuro pode ser alcançada de diversas formas: utilizando a tecnologia como base, ampliando o network, fornecedores e parceiros, através do design focado no cliente, com a ajuda de startups de inovação e também pelo propósito de uma marca”, revela.

Bruno frisou que as empresas estão inovando pela busca por produtividade, alavancagem a partir da transformação digital, valorização da sustentabilidade, ampliação da visão sobre as formas de inovar, apropriação de métodos ágeis e inovação da agenda da liderança. “É partir destas ações que chegamos ao novo, a lugares desconhecidos e exploramos novos horizontes”, disse o CEO.

Os principais fatores para orquestrar as iniciativas de inovação dentro de uma empresa são definidos a partir de um modelo de governança, do apoio da alta gestão, do direcionamento e investimento, de tempo, de dinheiro. “Os esforços de inovação precisam ser de direção e de conexão à estratégia do negócio, a liderança da empresa precisa oferecer estrutura e incentivos para que os objetivos sejam alcançados”, finalizou.

Os desafios da Inovação no novo Anormal

Quando Paulo assumiu a palavra no GoNext Presidentes de Conselhos, iniciou contando um pouco da sua história e dividindo alguns dados impressionantes do Grupo Boticário. São 4 mil lojas físicas, e-commerce, venda direta, 35 mil pontos de vendas multimarcas, faturamento anual de R$ 15 bilhões, expedição de 1.300 produtos por dia, 2 fábricas, 5 escritórios, 6 centros de distribuição e presença em mais de 15 países.

Já em relação ao centro de pesquisa e desenvolvimento, que é a área dirigida por Paulo, são lançados cerca 1.600 produtos por ano, o que corresponde a uma receita de 33% sobre o faturamento total, uma operação que envolve 293 profissionais em uma infraestrutura de alta tecnologia, com mais de 8.000 m2.

De acordo com Paulo, a inovação dentro de uma empresa acontece com 10% de inspiração e 90% de transpiração, ou seja, é melhor ter uma ideia e trabalhar incansavelmente nela até transformá-la em um ótimo produto do que ter várias ideias e acabar não tendo resultados expressivos em nenhuma delas.

O Grupo Boticário, em 2020, mesmo com os desafios impostos pela pandemia, já superou o ano de 2019 em faturamento e vendas, e isso se deve pelo constante incentivo à inovação que a empresa oferece. “Quando o coronavírus surgiu nós já contávamos com todos os requisitos necessários para dar continuidade às vendas, o e-commerce já funcionava perfeitamente, o estoque era suficiente, os centros de distribuição estavam abastecidos, então modificamos algumas operações e seguimos com o nosso trabalho”, mostrou Paulo.

“A Inovação no Boticário é uma área tão importante como qualquer outra, tem o apoio total e incondicional do CEO e dos Conselheiros do grupo e segue um processo bem definido que começa pelos insights, segue para a identificação do problema, gera possibilidades, cria conceitos e soluções, desenvolve um novo produto ou serviço e escala”.

Para finalizar Paulo falou sobre:

Os três pilares fundamentais da inovação do Grupo Boticário: Pessoas, Processos e Tecnologia.

Segundo ele, sem o alinhamento total destas 3 forças jamais o Grupo chegaria onde está hoje.

“Não me iludo com resultados de curto prazo. É preciso ser sustentável e estar alinhado com a estratégia. Não estou interessado em voos de galinha. A questão não é ir bem esse ano, mas como podemos ir sempre um pouco melhor ano após ano”. Artur Grybaum – CEO Grupo Boticário. De acordo com Paulo, essas palavras e o apoio total de Artur são fundamentais para que a inovação, a área de Produto e Desenvolvimento, seja um dos principais diferenciais do grupo.

Deseja fazer parte do GoNext Presidentes de Conselhos e participar dos próximos encontros? Acesse e saiba como: https://bit.ly/3myAnVT     

Varejo on-line e tendências do setor são tema do GoNext Presidentes de Conselhos

Varejo on-line e tendências do setor são tema do GoNext Presidentes de Conselhos

Roberto Brutragueño Revenga, diretor de atendimento ao Varejo e e-commerce da Nielsen Brasil, compartilhou dados importantes do mercado on-line mundial no GoNext Presidentes de Conselhos, na última quinta-feira, 24/09.

Para oferecer um panorama da atuação mundial da Nielsen, Roberto iniciou a palestra fazendo uma breve apresentação sobre a empresa: a Nielsen é uma empresa de mensuração e auditoria de dados, com mais de 95 anos de história, presente em mais de 100 países e com 40 mil associados em todo o mundo. No Brasil, a empresa completou em 2020, 50 anos de operação, com mais de 1.900 associados no país.

“Algumas das principais marcas mundiais utilizam os dados obtidos pela Nielsen para gerenciar seus negócios e tomar decisões mais assertivas, por exemplo, Facebook, Carrefour, Pepsico, Walmart, Coca-Cola, entre outras, fazem parte do nosso portfólio”, enfatizou.  

Tendências globais do e-commerce

Revenga seguiu mostrando dados relevantes e salientou a importância da popularização dos smartphones no incrível aumento das transações de compra e venda on-line nos últimos anos. “Os smartphones transformaram os consumidores em smart shoppers, que consequentemente evoluíram para smart brands, e hoje, possuem acesso às suas marcas preferidas. A facilidade em se manter conectado com o uso de celulares é o principal fator para o crescimento do varejo on-line”.

De acordo com informações compartilhadas por Brutagueño, o e-commerce já representa de 4% a 5% das vendas dos Fast Moving Consumer Goods, ou ainda, os bens de consumo de movimento rápido, que abrangem basicamente os itens do dia a dia, como compras realizadas em supermercados, por exemplo.

Já para o futuro do varejo digital, Roberto dividiu com os membros do GoNext Presidentes de Conselhos um dado bastante interessante. Segundo ele, em 2025 o e-commerce representará 20% do total das vendas anuais, e isso não quer dizer que o varejo físico está “morrendo”, mas que a separação entre o on-line e o off-line vem desaparecendo rapidamente.

“Os serviços de compra pela internet e retirada nas lojas físicas, e também o drive-thru, têm evidenciado cada vez mais essa integração entre o físico e o digital. Nos EUA, cerca de 4% das compras on-line já seguem o formato clique e retire“, salienta.

Ainda sobre números do mercado americano, Roberto evidenciou que as compras por assinatura também estão trazendo ótimos negócios. “Os produtos de barbear têm uma ótima aceitação neste formato de venda, basta que o assinante pague um valor fixo mensal para receber, a cada 30 dias, novos produtos na porta de sua casa, sem a necessidade de fazer um novo pedido”.

Os números do e-commerce na China

Sobre o mercado chinês, Roberto falou sobre a dominância de grandes marketplaces como Alibaba e jd.com, onde a maior parte das vendas é C2C, ou seja, transações comerciais realizadas exclusivamente de maneira on-line, entre duas pessoas físicas. “Na China os pagamentos com o celular atingiram a incrível marca de 80% de penetração entre os consumidores e esse número ainda aumentará”.

2020 e o e-commerce no Brasil

Para finalizar sua participação no fórum, Revenga compartilhou o cenário atual brasileiro em relação ao varejo on-line, e mostrou como a crise causada pelo novo coronavírus impactou esses números. “O Brasil teve um recorde de faturamento em 20 anos de e-commerce, o faturamento dos seis primeiros meses de 2020 foi 9% maior que o do segundo semestre de 2019”. 

Outro dado apresentado é o aumento considerável do ticket médio do consumidor brasileiro, evidenciando a segurança de investir em produtos de maior valor nas compras on-line. “As datas comemorativas do primeiro semestre tiveram uma expressiva contribuição para este aumento, com destaque para Páscoa, Dia das Mães e Dia dos namorados”, disse.

Roberto Brutragueño encerrou sua participação destacando a qualidade do trabalho realizado por grandes marketplaces brasileiros como Magazine Luiza e americanas.com que, mesmo com todos os desafios do mercado brasileiro, principalmente em se tratando de logística, estão contribuindo incrivelmente para o crescimento exponencial do e-commerce no Brasil.

O GoNext Presidentes de Conselhos reúne um seleto grupo para compartilhar e debater os desafios inerentes às suas funções. Deseja fazer parte, ampliar sua rede de contatos e consumir conteúdo de alta qualidade? Acesse https://materiais.gonext.com.br/foruns-gonext e saiba como.

Mercado de Logística, Desenvolvimento de Negócios e Novo Mercado é tema do Fórum Presidentes de Conselhos

O Fórum Presidentes de Conselhos do mês de junho abordou o tema Visão Geral do Mercado de Logística, Desenvolvimento de Negócios e Novo Mercado. A GoNext – Governança & Sucessão convidou André Prado – CEO da BBM para tratar do assunto no evento que reúne executivos de empresas familiares que atuam como Presidentes em diferentes tipos de Conselhos.

Prado apresentou as alterações mercadológicas oriundas da transformação digital, inovações, o histórico de desenvolvimento da BBM e ainda a preparação para o acesso ao novo mercado.

Segundo ele, com a transformação digital é possível destacar mudanças no setor de logística. “A capacidade de processamento (IoT) e o volume de informações (Big Data) estão gerando muito mais capacidade de análise e otimização das operações atuais. Como gerar ganhos com essas ferramentas no dia a dia operacional e como se preparar para um futuro próximo, muito mais tecnológico, são pontos a serem discutidos e trabalhados”.

Outros temas da discussão, são as tendências para o Novo Mercado com um possível crescimento da bolsa, cenário em que as empresas teriam capacidade de serem consolidadoras e assim, poderiam crescer organicamente, com espaço de captação neste mercado e, consequentemente, desenvolverem mais rapidamente seus negócios.

De acordo com o convidado, algumas atitudes podem ser adotadas pelos gestores observando as tendências de inovação do setor de logística e novo mercado. “Mantenham proximidade com as atividades ‘core’ do negócio; tenham um planejamento estratégico bem estruturado e adequado às evoluções do mercado; um sistema de governança e Compliance efetivo e invistam em tecnologia para se manterem competitivos”, completou.

Fórum Presidentes de Conselhos

Os profissionais encontram no Fórum Presidentes de Conselhos um momento exclusivo, no qual podem trocar ideias e experiências, além de aprofundar e atualizar os conhecimentos em Governança Corporativa. Para o CEO da BBM André Prado, receber o convite da GoNext  para participar do evento foi muito positivo. “É um prazer trocar experiências e aprender com empresários desse nível e, com certeza, todos saíram do evento mais atentos e motivados para os desafios futuros”, completou.

Saiba como participar do próximo Fórum Presidentes de Conselhos no site: https://gonext.com.br/blog/

 

 

Fórum Presidentes de Conselhos aborda Tendências Tecnológicas e Ecossistemas

O Fórum Presidentes de Conselhos de maio recebeu Silvio Kotujansky, vice-presidente de mercado da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e o consultor especialista em escala exponencial Tiago Jesuino para uma exposição sobre Tendências Tecnológicas e Ecossistemas. Durante o evento foi apresentado o Ecossistema de Inovação do estado de Santa Catarina para mostrar a importância da busca pela inovação. Dados que apontam o futuro da economia mundial também foram referenciados pelos convidados.

De acordo com estudos americanos, até o ano de 2020, 55% dos empregos existentes hoje serão extintos, ou seja, é preciso estar atento às mudanças.  Estima-se que 60% dos jovens estão aprendendo profissões que vão deixar de existir, sendo assim o perfil de trabalho mudará e nós não estamos preparados para isso. Para Kotujansky, as  empresas terão dois grandes desafios para vencer. “Primeiro, é preciso incluir produtos e serviços inovadores em seus portfólios. Investindo em startups ou empresas que possam acelerar esse processo. Esse é o primeiro grande ponto. Outro desafio é a mudança na cultura empresarial. Como vamos mudar a nossa cultura para uma cultura inovadora?”, provoca.

Dados apresentados pelo especialista Tiago Jesuino apontam que pelo menos sete das dez marcas mais valiosas do mundo investem fortemente em inovação. Ele abordou ainda alguns cases como a BIA que possibilitou ao Bradesco e IBM transformar o atendimento de milhões de usuários, e da Hering que com a Mozaiko tem ajudado empresas a atingir novos níveis de eficiência e experiência aos seus clientes por meio da tecnologia digital.

Kotujansky foi enfático ao afirmar inclusive que se fosse para dar uma dica aos gestores e administradores, sem dúvida, a sugestão seria: “Conecte-se a um Ecossistema Inovador e a Programas Inovadores. Relacionem-se com Startups e visite Ecossistemas Inovadores. Pegue referências, saia das quatro paredes da empresa e conviva em comunidade”, completa.

Sobre o Fórum Presidentes de Conselhos

Os executivos de empresas familiares que atuam como Presidentes em diferentes tipos de Conselhos encontram no encontro um espaço exclusivo, no qual podem trocar ideias e experiências, aprofundar e atualizar os conhecimentos em Governança Corporativa e, sobretudo, se conectar a outros Presidentes de Conselhos de empresas familiares.

Os integrantes do GONEXT Presidentes de Conselhos participam de encontros mensais, nos quais debatem temas de interesse comuns, conduzidos por convidados especialistas, têm acesso a cases de mercado e a um networking. Participe também: gonext.com.br/forum

GONEXT PROMOVE PRIMEIRO ENCONTRO ENTRE PRESIDENTES DE CONSELHOS DO ANO

conselhos

Em fórum foram apresentadas perspectivas para o cenário macro e mercados atuais

O 1º Encontro de Presidentes de Conselhos de 2019, realizado pela GoNext Governança & Sucessão, em fevereiro, recebeu a estrategista do mercado de ações do J.P.Morgan, Emy Shayo Cherman. A economista falou sobre as Perspectivas para o Cenário Macro e Mercados  no Brasil e no Mundo, apontou indicadores e disse que há otimismo para o crescimento em 2019. “Não vamos chegar em um patamar muito alto, mas já é uma grande melhora em relação ao ano passado”, revela.

O objetivo do Fórum Presidentes de Conselhos é promover relacionamento, compartilhar as dinâmicas e dividir dúvidas e soluções comuns exclusivas de quem ocupa essa posição. Segundo Eduardo Valério, fundador e presidente da GoNext, um dos grandes diferenciais do Presidentes de Conselhos é ser um fórum com número reduzido de participantes. “Dessa maneira há interação entre todos e os participantes criam intimidade para compartilhar experiências vivenciadas no momento em suas empresas. Essa interação melhora com a frequência dos encontros”, diz. “Essa é uma característica inovadora da GoNext”, completa Valério.

Um dos participantes dos fóruns de Presidentes de Conselho, Gilberto Zancopé, presidente da AGRES e da WAP, e conselheiro de administração em outras empresas, afirma que os encontros promovidos pela GoNext são bastante ricos de conhecimento. “Participar deste grupo é muito proveitoso para mim, porque consigo discutir entre pares, e de coração aberto, sobre coisas que, às vezes, não conseguimos dentro da empresa. Aqui somos ouvidos e temos apoio dos demais”, diz.

Ao final do evento, os presidentes realizaram um debate em que compartilharam suas percepções sobre o cenário e seus impactos em cada um dos segmentos nos quais suas empresas atuam.

Emy destacou a importância do fórum: “Aqui nós tivemos a oportunidade de conhecer pessoas que têm empresas importantes de diversos segmentos, que podem oferecer a nós uma perspectiva totalmente diferente da que nós temos apenas olhando dados e convivido nos ambientes e perspectivas do mercado financeiro. Aprendi muito e foi muito bom estar aqui”, finaliza.

Sobre a GoNext

A GoNext Governança & Sucessão é uma empresa especialista em Governança Corporativa da empresa familiar. Foi fundada em 2010 como a extensão internacional da empresa JValério. Para atingir os resultados desejados dentro das empresas, conta com o apoio de uma equipe de consultores especialistas e metodologia exclusiva para empresas familiares, aprimorada em mais de 180 projetos e conselhos no Brasil e EUA.

Serviço:

GoNext

Endereço: Praça São Paulo da Cruz, 50 – Cj 1505 – Juvevê, Curitiba

De segunda a sexta-feira das 8h30 às 18h

www.gonext.com.br

Facebook: gonextus

 

O que esperar do cenário político-econômico do Brasil?

Esta foi a pergunta a qual os participantes do encontro CONNECT Presidentes de Conselhos buscaram responder. O fórum contou com a participação de Luana Tavares, diretora executiva, e Ana Marina de Castro, coordenadora de Mobilização, ambas do Centro de Liderança Pública (CLP).

O CLP é uma ONG que busca melhorar o funcionamento do Estado brasileiro a partir da realização de ações de impacto, desenvolvimento e pesquisa entre lideranças públicas e mobilização da sociedade. Uma verdadeira integração entre as esferas pública e social.

Um dos temas mais debatidos na reunião foi o processo de transição do governo federal em 2019. De acordo com Ana Marina, o contato adiantado entre os governos Temer e Bolsonaro será muito positivo para o país. “Nos primeiros meses de 2019 teremos acontecimentos importantes. Em fevereiro haverá novas legislaturas, com muitos deputados novos, o que vai demandar adaptação, certamente. Na sequência, acontecerá a eleição da presidência da Câmara, que deve ser bastante disputada. Nossa previsão é de que a nomeação das comissões deve levar pelo menos quatro meses. O Brasil não pode esperar e todas essas ações tomam tempo. Por isso é tão importante este processo de transição acontecer de forma rápida e prévia”, avaliou a coordenadora de Mobilização do CLP.

A especialista avaliou ainda a importância da participação do público empresário na transformação do país. “Temos observado uma nova figura no universo empresarial: a do CEO ou Presidente mais ativista. Os empresários estão muito mais conscientes de que a política impacta diretamente nas suas atividades diárias e de que é preciso olhar para este cenário como um cidadão com forte poder de influência para atuar pelo país. Com isso, eles saem da esfera totalmente privada pensando na colaboração com uma esfera completamente maior, mais focada na cidadania”, revelou Ana.

 “A sociedade precisa mudar o nível de consciência. Uma das bases do CLP é o fortalecimento da democracia que, para funcionar bem, precisa de lados, todos os lados. A nossa governança é bastante conservada para garantir a nossa independência e preservar as nossas causas”, comentou Luana, diretora executiva do CLP.

Além da transição do governo federal, vários temas fizeram parte da pauta do fórum. Entre eles a reforma política, a reforma da Previdência Social, a atuação das lideranças públicas bem como a retomada do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (“Conselhão”).

Saiba mais sobre o CONNECT.