Valor

Por que inovação não é mais uma escolha?

inovação

Inovação. Esta palavra está no discurso de qualquer empresa que tenha como objetivo alinhar sua estratégia com as tendências de mercado atual. O substantivo, de acordo com o Michaelis Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, se refere ao ato ou efeito de inovar, tudo o que é novidade, coisa nova. Ainda segundo o glossário, o verbo inovar tem origem no latim, innovare, e significa fazer inovações, introduzir novidades em, produzir ou tornar algo novo, renovar, restaurar.

Mas será que realmente existe um entendimento profundo, uma compreensão clara do que significa inovar no mundo corporativo?

Ponte entre cenários

Para Bruno Moreira, CEO da Inventta, consultoria do Grupo Instituto Inovação, inovar é a ponte entre o cenário presente e o cenário futuro. Hoje, a proposta de valor da empresa visa determinado objetivo. Amanhã, a sua proposta de valor será outra. No meio destas duas realidades está o processo de inovação.

Em sua palestra na edição de fevereiro do GoNext CEO, Moreira destacou para os participantes do fórum que houve uma mudança de comportamento a partir das tecnologias. Tudo mudou – a forma de trabalhar, consumir, se comunicar, se locomover e até de se encontrar com as pessoas. As transformações acontecem em uma velocidade extremamente rápida e as organizações precisam estar atentas a isso.

Há alguns anos, ao comprar um produto com defeito, o consumidor tinha poucas opções para fazer sua reclamação – seja direto no ponto de venda ou para a empresa fabricante. Hoje, com as redes sociais o poder do consumidor foi potencializado e as marcas precisam estar preparadas para atender as demandas com rapidez e eficiência. Este é apenas um exemplo de como a tecnologia provocou transformações na sociedade e no modo de vida em geral.

Com mudanças tão rápidas, como será o mundo no futuro? Moreira indagou: será que alguém vai precisar aprender a dirigir um carro? O CEO refletiu se daqui alguns anos será necessário ter motoristas considerando a evolução dos veículos autônomos. “A vida está em constante mudança”, pontuou.

Inovar se tornou fundamental para a sobrevivência das empresas

Com este panorama do mundo e da sociedade atual, é possível chegar à conclusão de que a inovação não é mais um diferencial competitivo. “A inovação passou a ser uma necessidade, uma competência-chave. As tecnologias estão transformando a forma de vivermos, são rápidas mudanças e um alto nível de incertezas. As organizações têm que ampliar sua capacidade de encontrar novas rotas de crescimento, novas alavancas de valor”, ressaltou Moreira.

Com esta nova dimensão da importância da inovação no universo corporativo, o desafio é entender o que é necessário mudar na proposta atual da empresa e qual objetivo deve ser alcançado com a nova proposta de valor. “A partir do momento que eu entendi o que eu quero criar, eu consigo saber o esforço que deverá ser empregado para atingir a meta. A inovação é o efeito desse esforço. E os parâmetros de resultado devem existir e podem ser variados, como qualidade de vida, lucro ou felicidade”, explicou.

Para inovar em um produto, a empresa deve, em primeiro lugar, verificar se ela está entregando o que propôs. Em alguns casos, nesta análise é possível identificar falhas que podem se tornar uma oportunidade de inovar, reduzir custos, aumentar os lucros e garantir mais satisfação aos consumidores.

“Inovação não é o fim, é o meio. No passado, as empresas falavam que eram inovadoras, mas, na prática, não eram. A inovação é um meio de chegar a algum lugar, e você tem que saber onde quer chegar. É o resultado do esforço que você faz para transformar a proposta de valor que tem hoje, seja no produto, seja dentro da empresa”, afirmou Moreira, que também é especialista em gestão da inovação e planejamento estratégico.

Diferentes caminhos podem levar a oportunidades de inovação

No processo de inovar existem diversos caminhos que podem ser trilhados. No âmbito da tecnologia, a informação e o conhecimento são essenciais para criar novas estratégias. No campo do comportamento, o networking é importante para orientar as decisões que serão tomadas. Se a inovação estiver relacionada ao design, o foco deve ser o cliente e o entendimento do consumidor sobre o produto ou a marca. Outra alternativa é pensar em inovação a partir do próprio negócio, com base na criação de novas oportunidades. Também é possível inovar a partir dos propósitos e estruturas organizacionais, ou seja, com investimento no capital humano.

Independentemente do tamanho da organização, inovar é possível e necessário. Para obter novas formas de gerar valor, é preciso colocar em prática estratégias que permitam identificar as possibilidades e tendências para um determinado produto ou mercado. “O olhar deve ser do consumidor para a estratégia, e não o contrário”, observou.

Os territórios de inovação englobam os mercados e os consumidores. Neste cenário, a empresa deve verificar:

  • A existência de novas demandas e novos mercados;
  • Observar se existem mercados não atendidos no caso de demandas existentes;
  • Analisar os mercados que já têm suas demandas atendidas;
  • Identificar quais capacidades existentes estão em uso;
  • Verificar quais capacidades existentes não estão sendo utilizadas.

Desafios da inovação

Apesar de o conceito estar consolidado, inovar ainda implica na superação de muitos desafios. Investir em projetos que questionam o status quo da companhia é uma das dificuldades encontradas. Outras barreiras são encontradas quando as ideias de impacto não focam nos clientes atuais ou os nichos pequenos não suprem a necessidade de crescimento de grandes empresas. A impossibilidade de analisar mercados que não existem aumenta a lista.

Contudo, o principal desafio é encontrar o modelo de inovação ideal. É preciso se mover mais rápido do que o vento contrário para avançar e se preparar para as mudanças culturais. “A transformação organizacional implica em transformação cultural, que por sua vez exige mudanças pessoais”, acrescentou Moreira.

Qual é o posicionamento a respeito da inovação na sua empresa? Conte para nós nos comentários. Quer saber como inovar? Entre em contato com um dos consultores da GoNext e saiba como a sua empresa pode se inserir no contexto da inovação.

DÁ PARA SABER QUAL É O VALOR REAL DE UMA EMPRESA FAMILIAR?

Estamos falando de ativos e passivos, de rentabilidade e de uma característica bem especial: a longevidade da empresa familiar.  Sim, é possível saber o real valor de uma empresa familiar – e acredite, isso pode ser muito benéfico no futuro.

O valor de uma empresa é medido por vários fatores, sendo o mais comum o valor projetado do fluxo de caixa para um determinado período e este cálculo é plenamente utilizado pela maioria das empresas que avaliam negócios. Na maioria da vezes, é comum que o valor resultante deste cálculo seja equivalente a um determinado múltiplo do faturamento líquido, ou da Geração Operacional de Caixa. Portanto, estes números precisam estar presentes, pois o valor de uma empresa vai além dos aspectos societários e familiares e, importante lembrar, esses aspectos podem pesar a favor ou contra conforme a qualidade da sua gestão.

Então uma empresa familiar pode ser considerada mais valiosa do que as demais? Alguns estudos feitos pela Bolsa de Valores de Nova York apontam que sim, empresas de controle familiar tem maior  tendência a ganhar valor no longo prazo.  

INDICADORES

Outro ponto importante para a manutenção de uma empresa familiar bem vista aos olhos do mercado é manter os seus bens corretamente separados em relação ao que pertence à empresa familiar e aos sócios para não gerar conflito no valor estrutural também. Quanto melhor a separação das questões pessoais dos sócios e empresas, melhor será o resultado. Confira abaixo alguns indicadores que ajudam na valorização das empresas familiares:

– Retorno Anual para os Acionistas: quando se espera que o capital investido seja remunerado pela empresa;

– Aumento Anual do Faturamento: é necessário, mas não imprescindível. É preciso ponderar o crescimento de faturamento com o equivalente crescimento de rentabilidade;

– Aumento das Receitas: mesmos critérios usados com o faturamento anual através de uma análise bem precisa entre faturamento e rentabilidade.

Para saber o valor real de uma empresa familiar, o ideal é contar com a colaboração de uma empresa que seja especializada neste mercado. Uma análise externa imparcial pode ajudar para que uma empresa familiar consiga concretizar parcerias com outras empresas, como realizar aquisições e novas parcerias. Então, procure orientação profissional e siga adiante.

Por GoNext

A GoNext Family Business foi fundada em 2010 como extensão internacional da empresa J.Valério e é uma empresa focada em Gestão de Negócios e Governança Corporativa da empresa familiar. Contamos com metodologia própria, aprimorada em mais de 100 conselhos e projetos realizados em empresas familiares no Brasil e EUA.