BLOG GONEXT

Viabilidade organizacional de estratégias de inovação é tema do GoNext CEO

Muitos C-Levels estão frustrados com os excessos e desserviços da romantização da ideia de inovação. Afinal, novos modelos de implantação de inovação são propostos a todo momento por gurus muito bons de marketing, mas com pouco resultado prático de inovações propostas ao mercado. Em busca de um contorno mais objetivo para desbloquear a inovação dentro das empresas, o primeiro GoNext CEO de 2021 trouxe Helbert Costa para desmistificar como nascem esses processos, na manhã da quinta-feira, 11/02.

 

Helbert Costa é sócio e head de Gestão Estratégica e Inovação da Play9, empresa de comunicação digital com mais de 12 bilhões de visualizações online. O profissional soma 19 anos de experiência guiando áreas de planejamento estratégico, tecnologia e inovação.

Com formação pelo Programa Executivo da Singularity University, localizada no Centro de Pesquisa da NASA nos EUA e na Fundação Dom Cabral. 

 

O trabalho de Helbert foi reconhecido inúmeras vezes pelos resultados alcançados nas companhias em que atuou, tendo sido eleito PMO do Ano pela Revista Mundo PM em 2015.

 

O encontro do GoNext CEO teve início com uma pauta necessária para compreendermos o agora. Quantos novos comportamentos e percepções das relações de consumidores com marcas e de empresas com a sociedade foram transformadas desde o início da pandemia da Covid-19? 

 

Vivenciamos uma aceleração sentida nos altos níveis das empresas. Em uma pesquisa da Twilio, apresentada por Costa aos ouvintes, foi possível conhecer a percepção do que está sendo chamada como a maior aceleração digital da última década. 

 

O relatório, chamado Covid-19 Digital Engagement Report, entrevistou 2.569 C-Levels que indicaram quantos anos de transformação digital foram acelerados em 2020 em decorrência da pandemia. Confira o resultado da pesquisa:

 

  • 43% percebem uma aceleração de 1 a 4 anos
  • 27% identificam uma aceleração de 5 a 9 anos
  • 23% sentem uma aceleração de 10 ou mais

 

“O que acaba assustando a maioria dos empresários é a romantização da inovação. Por isso, é necessário aprender a hackear o caminho”, comentou Helbert Costa.

 

Hackeie o caminho

O palestrante apresentou o caso de telecomunicações do Quênia, país da África Ocidental, como exemplo de como acompanhar essa aceleração com os parâmetros corretos.

 

“O país que mais fez transações bancárias em 2019 foi o Quênia, não qualquer uma das maiores potências do mundo. O país sofria um problema real de acesso à redes e, ao invés de focar nas torres de telefonia e depois partir para cada passo de evolução das telecomunicações, eles partiram direto para o celular, que já resolvia, nas mãos da população e dos empresários, grande parte dos gargalos”, explicou Helbert Costa, sobre a essência do que significa hackear o caminho da inovação.

 

“Você não precisa seguir todos os passos da transformação digital. Você pode vir direto para a transformação mais recente”, orientou. 

 

Mas para identificar o que torna essa transformação adequada para o seu objetivo de negócio vai depender de toda uma estrutura analítica essencial para qualquer empresa que busca sobreviver na era da comoditização dos dados.

 

“Quando você inova, você tem desafios que podem ser sanados com respostas que estão no seu próprio negócio. Seu modelo de negócio é sustentável? É escalável? Quando você tem um modelo de negócio turbinado com dados, tecnologia e inteligência de mercado, o seu risco é muito menor”, explanou.

 

Preparando-se para o futuro dos consumidores

A experiência dos consumidores com o que você propõe é determinante para a adesão e entrega do seu potencial de inovação. Sobre o tema, Helbert Costa apresenta como olhar para o futuro é, inevitavelmente, perceber o agora.

 

“Em 2027, vamos ter 6 gerações diferentes de consumidores, sendo mais da metade deles composta por gerações que nasceram no digital. O que essas gerações pensam sobre a interação humana acontece no ambiente digital. 2027 está aí, ou seja, estamos vivendo essa transformação agora. O futuro já chegou. Ele só não está igualmente distribuído”, argumentou.

 

Explicando essas relações de estudo de mercado com o potencial de inovação, Helbert explica que a percepção dos consumidores de quem é digital ou de quem finge ser já é uma separação que ocorre hoje no mercado. Essa separação ficará ainda mais presente nos próximos anos.

 

E neste ponto inicia-se a construção de uma estratégia. Depois de respondidas todas as perguntas que a sua empresa tem para a empresa que ela é!

 

“Para falar de transformação digital, é necessário falar de estratégia digital. Se só tecnologia resolvesse, você acabaria com o problema de educação de um país. Mas não é assim. Você precisa entender de pessoas, de mentalidade orientada para novos modelos de organização e processos que tenham como foco atingir a transformação digital. Transformação digital não é lançar um produto novo, é cuidar do preparo da mentalidade das pessoas que atuam no seu negócio”, elucidou o sócio e head de Gestão Estratégica e Inovação da Play9.

 

Depois dessa reconfiguração, o que, de fato, é inovação vai se tornar mais palpável para a empresa. Sobre essa conceituação, Helbert Costa consegue simplificar e desmistificar a romantização da inovação que nasce única e exclusivamente de “grandes ideias”. Percepção essa que resultou em uma real “cegueira cognitiva” nos C-Levels, segundo o especialista.

 

“Quando você faz uma nova descoberta, você tem um novo conhecimento e não uma inovação. Quando você inventa alguma coisa, você tem um protótipo, não uma inovação. A inovação é, por natureza, um produto pronto para a comercialização”, esclarece Helbert Costa.

 

Por onde começar e como estruturar esse “desbloqueio”?

Com uma conceituação mais precisa da inovação, o palestrante apresentou aos CEOs participantes como criar um fluxo de geração de ideias na empresa.

 

“É preciso criar um fluxo de geração de ideias que não mate a possibilidade de inovação, que muitas vezes acaba caindo na politicagem institucional.” Nesta lógica, é preciso avaliar o momento atual da sua empresa em relação a todas as áreas em que nascem inovações: seus produtos, seus serviços, seus processos e seu modelo de negócio.

 

“É assim que você amadurece a visão de inovação dentro da sua empresa, olhando para esses pontos e pensando a agilidade do seu negócio em todos esses níveis. É preciso entender essa mentalidade e criar um engajamento real das pessoas com ela”, explicou.

 

Deste ponto de partida, você é capaz de montar projetos, estruturar estratégias de desenvolvimento desses projetos, partindo então para a prototipação e para o MVP (produto viável mínimo).

 

Por fim, o palestrante apresentou o conceito de Propósito Transformador Massivo, uma estratégia complexa, que demanda reestruturações organizacionais, mas que seguem um caminho capaz de viabilizar inovação.

 

A ideia central de criar as estruturas abaixo na sua empresa tem como objetivo delimitar como o seu negócio trabalha para empoderar o seu consumidor. 

 

Confira como compreender a estrutura de uma empresa que busca um Propósito Transformador Massivo, nos moldes de empresas como Twitter, Tesla e Amazon, segundo Helbert Costa:

 

  • Equipes permanentes são obsoletas
  • Estruturas organizacionais orientadas por projetos
  • Autonomia e velocidade para as equipes
  • Leituras corretas de KPIs e flexibilidade para tomadas de decisões ágeis
  • Dashboards para todos (gamificação dos resultados é capaz de engajar as equipes)
  • Criar comunidades (as pessoas querem ser bem vistas pelo que elas produzem e pelo que elas consomem)
  • Ativos alavancados (o que já está no mercado que pode alavancar processos na sua organização)
  • Experimentação 

 

Ao encontrar o seu Propósito Transformador Massivo, a empresa começa a ter, inclusive, maior sensibilidade para identificar as oportunidades periféricas estratégicas. Crescendo, portanto, em robustez e em atração de novos negócios.

 

“É assim que você parte para uma nova noção de mercado. Estamos na era da plataforma. Ou você é plataforma ou seu negócio orbita a plataforma de alguém”, explicou o profissional.

 

Ao término da palestra, os integrantes do GoNext CEO puderam sanar todas as dúvidas e apresentar suas realidades específicas em relação ao tema.  

 

“Isso o que a GoNext está fazendo é criar a plataforma dela. Trazendo para esses espaços de conexões de alto nível, empresas que vêem valor em orbitar sua plataforma”, finalizou Helbert Costa, ao falar sobre sua experiência em participar do GoNext CEO.

 

O GoNext CEO é um espaço qualificado de networking e formação contínua de CEOs de todo o Brasil. Em 2021, a programação irá contemplar todos os principais desafios contemporâneos e futuros dos C-Levels.

 

Saiba como participar deste seleto grupo: https://bit.ly/34izrP9

 

Estamos à disposição: +55 41 3204-4773 | contato@gonext.com.br