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GoNext Fórum debate o perfil do líder chinês Xi Jinping na trajetória de hegemonia comercial do país

A China é um grande ponto de interrogação e desafia nossos conceitos e preconceitos sobre a organização geopolítica do mundo. A noção de “comunismo” do próprio país é elástica no que tange à economia e converge em um crescimento desenvolvimentista que supera os moldes capitalistas ocidentais. Para iniciar a agenda de encontros do GoNext Fórum de 2021, convidamos Fausto Godoy para explicar, no encontro online realizado no dia 4 de fevereiro, a China de hoje e o que direciona a nação em seu projeto de futuro.

 

Fausto Godoy é doutor em Direito Internacional Público pela Universidade de Paris, tendo ingressado na carreira diplomática em 1976. O pesquisador serviu nas Embaixadas do Brasil em Bruxelas (1978), Buenos Aires (1980), Nova Delhi (1984), Washington (1992) e Tóquio (2001). Foi designado embaixador junto aos governos do Paquistão (2004) e Afeganistão (2005) e serviu posteriormente em Hanoi (2007), Consulado do Brasil em Tóquio, Escritório Comercial do Brasil em Taipé, e nas Embaixadas do Brasil em Bagdá (sediada em Amã), Daca, Astana e Yangonoi Cônsul-Geral do Brasil em Mumbai (2009).

 

Hoje, Godoy é membro da Diretoria da Câmara de Comércio Brasil-Índia e coordenador de Estudos e Negócios Asiáticos na ESPM.

 

A palestra do GoNext Fórum começou com comentários e análises do pesquisador sobre a participação do líder chinês Xi Jinping na edição virtual do Fórum Econômico Mundial, realizada no dia 25 de janeiro. Na transmissão, o representante chinês anunciou ao mundo a erradicação da pobreza absoluta na China em 2020, ano marcado por desafios econômicos e sociais.

 

O que isso diz dos projetos chineses? Pouco mais de uma semana depois do anúncio, a GoNext trouxe Godoy para apresentar aos integrantes do GoNext Fórum como compreender quem é Xi Jinping e como ele sustenta alguns pilares da civilização chinesa até hoje, mas com uma conexão contemporânea com a própria população e com os arranjos econômicos globais.

 

Compreendendo a nação e o líder Xi Jinping

“Quantos países a China invadiu para tomar território? Nenhum. A questão territorial para a China não é importante. Ela nunca se viu como país geográfico, ela se vê como civilização”, explica Fausto Godoy, que teve quase duas décadas de trabalho e residência em países asiáticos.

 

Segundo o pesquisador, Xi Jinping retoma em seus discursos, desde que assumiu a presidência da República Popular da China em 2013, a superação do país em relação ao mundo depois do que os chineses chamam como o século das humilhações. 

 

Esse conceito refere-se à experiência chinesa diante do imperialismo da coroa britânica e dos próprios vizinhos asiáticos que resultou em perdas significativas de soberania no decorrer do século XIX. Século esse marcado pelas disputas territoriais e imperialistas.

 

Godoy apresenta que, em 2018, o Congresso Nacional Popular aprovou a remoção do limite de dois mandatos na presidência da China. Portanto, analistas arriscam a dizer que o atual mandato de Xi Jinping pode ser vitalício e baseado em pilares estruturais da civilização chinesa. 

 

“O século XIX foi o século do ‘eu’ no ocidente. Para a China, foi a consolidação do Confucionismo, sistema filosófico amplo sobre a ideia de ‘nós’”, explica Godoy, ao indicar que o impacto dessa filosofia foi moral, político, pedagógico e religioso.

 

Além dessa organização, a China permanece ligada à ideia do mandato do céu, um líder que está legitimado a pensar e atuar pelo todo, como em uma missão divina pela civilização.

 

Xi Jinping reúne todas essas características e consegue, à chinesa, expandir o alcance econômico do país, remontando os ideais dos três grandes líderes chineses que projetaram a dominação global do país após o “século das humilhações: Sun Yat-sen, que arquitetou as estruturas da revolução que fundou a República, Mao Zedong, fundador do movimento ‘Nova China’, e Deng Xiaoping, responsável pelas reformas econômicas que “abriram” a economia chinesa ao mundo.

 

Made in China 2025 e a nova hegemonia chinesa

“Em 1993, o PIB da China era equivalente ao do Brasil, 300 mil dólares a mais do que o nosso à época. Hoje, como explicar a diferença entre os PIBs?”, provocou os participantes ao apresentar os planos econômicos chineses que resultaram em um crescimento do PIB de 2,3% em 2020.

Aproveite para conferir o Relatório do Escritório Nacional de Estatística da China sobre a recuperação do país em 2020.

 

“O século das humilhações ainda é um trauma psicosocial dos chineses e impulsiona o país a liderar a economia mundial até o fim do século XXI. O que a China quer agora é o mundo, conduzidos pelos valores da filosofia confucionistas”, explica Godoy.

 

“A China é o principal parceiro comercial de pelo menos 124 países. E o que tem mudado nos últimos anos é a qualidade dessas parcerias, pois ela exportava produtos de tecnologia média. Com o plano Made in China 2025, de 2015, o país mudou esse perfil, quando elencou 10 setores da economia para promover avanços, reduzindo a dependência de tecnologia do país e se transformando em exportadora de alta tecnologia”, apresentou o especialista.

 

Todo o crescimento industrial da China está pautado neste plano de desenvolvimento, tendo como território-chave o Delta do Rio das Pérolas, onde se concentram as grandes zonas tecnológicas do país. “É o Vale do Silício da China que concentra esses 10 setores de tecnologia de ponta, já em uma rota de exportação estratégica”, comenta.

 

Confira abaixo, os 10 setores-chave do plano Made in China 2025:

  • Eletrônicos e microchips
  • Máquinas agrícolas
  • Novos materiais
  • Eficiência energética, energia renovável e carros elétricos
  • Controle numérico e robótica
  • Tecnologias da Informação
  • Tecnologias aeroespaciais
  • Equipamentos ferroviários
  • Engenharia oceânica e navios de última geração
  • Dispositivos médicos avançados

 

Os resultados desse plano são práticos – como vimos acima nos resultados de PIB -, mas também na liderança mundial da tecnologia 5G, protagonizada pela empresa chinesa Huawei.

 

“A China ainda pretende, pela atuação de Xi Jinping, criar uma nova Rota da Seda, que foi responsável pela dominação global da economia chinesa até o século XIX. Essa nova rota, tecnológica, irá restaurar a união comercial entre Ásia, Europa e África”, apresentou Godoy.

 

Desafios da China

“Apenas um terço da China é agricultável e o país enfrenta um crescimento populacional desigual”, comentou Fausto Godoy, apresentando que o buraco populacional do país desde os anos 70 é grande e tende a se manter assim.

 

A urbanização é tema fundamental no século XXI para a China. Das 10 cidades mais populosas do mundo, apenas Nova Iorque é ocidental.

 

Nesse cenário, as políticas de 1 só filho dos anos 70 resultaram no envelhecimento da população, a urbanização ágil e a necessidade cada vez maior de pactos comerciais que ajudem a China a alimentar sua população.

 

Assim, o Brasil pode ser estratégico nessa balança. E já temos bons indícios, com a soja e a celulose brasileiras ganhando mais espaço nas exportações para a China

 

Ao final da palestra, todos os participantes puderam tirar dúvidas e dialogar sobre os diversos temas que colocam a China na pauta central da evolução dos negócios brasileiros.

 

Aproveite e confira abaixo a participação do presidente chinês, Xi Jinping, no Fórum Econômico Mundial:

Os Fóruns GoNext são iniciativas que visam o aprimoramento de competências, networking qualificado, além de outras iniciativas. Conheça nossos Fóruns: GoNext CEO e GoNext Presidentes de Conselho.

Governança corporativa em Startups e Fintechs familiares

governança corporativa em fintechs e startups

Startups e Fintechs fazem muito pela atualização do mercado, criando novas dinâmicas de consumo, novos conhecimentos de atuação mercadológica e gerando inovação como vantagem competitiva. Na trajetória da ideação do negócio até o possível lugar de “unicórnio” nacional, a Governança Corporativa em Startups e Fintechs familiares é instrumento vital para um caminhar seguro e estratégico.

 

É muito comum que Startups e Fintechs nasçam de arranjos familiares. Geralmente, com uma proposta inovadora, esses empresários buscam sociedades em seus núcleos mais próximos, principalmente pelo viés de alto risco desses empreendimentos.

 

As sociedades familiares são estruturas que trazem grandes vantagens, principalmente no que diz respeito à confiança mútua. As tratativas de um ambiente corporativo que tem foco em resultados, no entanto, pedem alguns cuidados para que a conexão emocional dessas relações não sobrecarregue as decisões de negócio, direcionando-as para lugares que não favorecem o desenvolvimento do negócio.

 

Para evitar esse caminho, prevenir-se é a melhor estratégia. Neste cenário, a Governança Corporativa é o instrumento organizacional que vai assegurar decisões de negócio focadas, de fato, no futuro sustentável da startup ou fintech.

 

Conduta interna planejada, performance alavancada

Os agentes tomadores de decisão de uma empresa, seja ela uma startup, fintech, ou outro modelo de negócio, precisam ter coesão e transparência em suas ações. Na prática, conquistar esse equilíbrio interno é muito mais desafiador do que parece.

 

Para contornar essa situação, a Governança Corporativa é responsável por criar parâmetros de conduta e de avaliação de resultados, guiando atuações que estejam focadas na lisura, transparência e comprometimento de todos os agentes envolvidos.

 

O fato é que um desenvolvimento organizacional pautado por transparência, equidade, prestação de contas e conformidade vai resultar em qualidade de performance.

 

Independentemente de quais sejam os seus objetivos de negócio a curto, médio e longo prazo, ao adotar um projeto completo de Governança Corporativa será possível detectar todos os pontos de potenciais fragilidades e conflitos na gestão.

 

Por isso, é importante lembrar do caráter preventivo da governança, uma vez que ela dá instrumentos práticos para identificar esses pontos antes que eles se transformem em um dano à gestão empresarial das startups ou das fintechs familiares.

 

Governança desde o dia 1

Duas informações são fundamentais para que se compreenda a importância da profissionalização da governança corporativa em Startups e Fintechs familiares. São elas:

 

  • Não existe fórmula pronta para um projeto de Governança Corporativa: sua startup ou fintech nasceu para romper com o óbvio, e a implantação do modelo de governança deve ser feito sob medida para a realidade e projeções da sua empresa;

 

  • Governança é relevante desde o primeiro dia, não só na sucessão: muitos empresários partem da falsa ideia de que a governança está diretamente ligada à sucessão. Para escalar de forma saudável, a governança é prioridade desde o nascimento da sua empresa.

 

Mais investimentos

Crescer e se destacar exige, necessariamente, a atração de parceiros e investimentos. E neste momento histórico, a responsabilidade e a lisura das empresas nunca estiveram tanto na linha de frente do sucesso comercial.

 

Seja para os entes públicos e reguladores, seja para os consumidores, ter uma startup ou fintech familiar idônea e atuante no que diz respeito a compliance nunca foi tão importante.

 

A expansão de operações e a atração de investimentos não são diferentes. Quanto mais engajada em uma governança de alto padrão, um maior número de investidores qualificados será atraído.

 

Esse é um reflexo do que chamamos de “capitalismo consciente”, que vem ganhando cada vez mais expressão na performance de mercado de startups e fintechs familiares. 

 

Neste caminho, a sustentabilidade, as contrapartidas sociais e a Governança Corporativa são os fatores determinantes para o sucesso na atração de investimentos.

 

Sua startup ou fintech tem uma missão que merece longevidade. A GoNext Governança e Sucessão oferece metodologia exclusiva e inovadora, desenvolvendo e implantando projetos de Governança Corporativa completos.

Crescimento ágil e performance eficiente passam pela Governança Corporativa. Estamos à disposição para auxiliar seu negócio nessa jornada. Entre em contato.

GoNext Café – Preparando-se para superar cenários tempestuosos

GoNext Café

Nesta sexta-feira, 11/12, realizamos o GoNext Café, um espaço de confraternização online que reuniu Presidentes de Conselhos e CEOs, integrantes do GoNext Fórum, para celebrarmos as conquistas e superações de 2020. O momento foi de descompressão, incentivando diálogos para realinhamento de perspectivas e inspiração para o novo ano.

 

Para cumprir essa missão, o GoNext Café teve início com a palestra “Preparando-se para superar cenários tempestuosos – A Travessia do Drake”, ministrada por Pedro Lins, consultor, mentor, conselheiro e palestrante, e por Beto Pandiani, velejador, escritor e palestrante.

 

A analogia proposta pelos palestrantes é exata ao provocar reflexões sobre quais ferramentas nos fortalecem na travessia inevitável de caminhos imprevisíveis. O Drake é uma passagem de quase mil km entre América do Sul e Antártida. Uma travessia de 42 dias, com previsibilidade de chances de sucesso de 5%.

 

Enxergar-se capaz diante do imprevisível

“O ano de 2020 foi atípico, e a gente enxerga esse paralelo com a travessia do Drake. Vocês são grandes navegadores que precisam fazer grandes travessias nas suas empresas, onde clima, mar e vento são, muitas vezes, imprevisíveis”, apresentou Pedro Lins ao abrir a palestra.

 

Pedro Lins é Master é mestre em Administração Pública pela Harvard Kennedy School (HKS) e Conselheiro de Administração/FDC, com mais de 38 anos de experiência desenvolvendo projetos e palestras nas áreas: Liderança e Confiança; Competitividade Sustentável e Perenidade; Ética e Compliance; Gestão Contemporânea e de Multistakeholders; Conselho-Governança; entre outros. 

 

Quando o desafio é muito grande, descobrimos novas ferramentas e novas habilidades que nos impulsionam adiante. Beto Pandiani aprendeu, com a experiência de mais de 38 anos, quais elementos, de fato, fazem a diferença para chegar seguro ao destino desejado.

 

Experiência com cenários tempestuosos não faltam a Pandiani. Ele é campeão Norte Americano de regatas na Classe Hobiecat 16, organizador e realizador de expedições. Autor do livro O mar é minha Terra e mais cinco livros fotográficos pela Editora Terra Virgem.

 

Elementos essenciais para travessias tempestuosas

Em 2003, para chegar na Antártica, Beto Pandiani e seu parceiro de vela Duncan Ross empreenderam um feito inédito: atravessaram a passagem do Drake, rumo à Antártida, a bordo de um catamarã de 21 pés.

 

“Nunca sabíamos se chegaríamos na Antártida, mas nunca duvidamos da nossa capacidade. Podemos ir muito mais longe do que supomos, com muito menos do que imaginamos”, apresentou o velejador.

 

Mas é possível se preparar. O seu olhar para o que você está fazendo vai ser o ponto de partida que vai dar o tom do seu perfil de atuação. Pedro contribui com um pensamento importante para se dar o primeiro passo da travessia. “Velejar não é sobre a aventura. Mas é sobre preparação, estudo, logística, ciência e arte. Também é trabalho e quem se sai bem é quem se coloca com responsabilidade”, disse Pedro.

 

Beto Pandiani trouxe, para o GoNext Café, o que pode aguçar essa visão estratégica:

 

  • Confiança em quem sabe mais (a importância de parcerias qualificadas)
  • Informações de qualidade (pesquisa, estudo e responsabilidade)
  • Espiritualidade (o quanto isso te ajuda a desenvolver a força interna, independente de qual seja a sua fonte)
  • Consenso (tomada de decisão e senso coletivo)
  • Segurança em 1º lugar

 

“É preciso ter em mente que senso de coletividade e bom humor são imprescindíveis. O humor descomprime. As partes intuitiva e criativa funcionam muito melhor com humor. Não existe harmonia e amizade onde o mau humor está”, finaliza Pandiani.

 

O GoNext Café teve espaço para perguntas dos CEOs e Presidentes de Conselhos ao final da palestra. Diálogos salutares, leves e importantes para que possamos partir para 2021 com o destino final bem alinhado e com consciência sobre quais elementos devem estar à mão nessa próxima travessia.

 

A GoNext agradece a todos os participantes que puderam compartilhar este momento de confraternização e aprendizado no GoNext Café.

 

A era digital e os impactos na governança corporativa

A era digital e os impactos na governança corporativa

A evolução da tecnologia, com a consolidação da era digital, transformou a comunicação, o armazenamento de dados, os processos administrativos, financeiros e até mesmo o modo como as pessoas vivem, trabalham e estudam. Com a pandemia da COVID-19, a velocidade das transformações aumentou significativamente. O mundo está reaprendendo a se relacionar e a fazer negócios. Por isso, acredito que a aceleração da tecnologia digital vai além das condições pandêmicas – é resultado de uma nova realidade que faz parte de todas as interações entre as pessoas e as empresas. A geografia não existe mais e os fluxos de informação e conhecimento são abundantes e disponíveis a todos.

Os impactos do mundo digital são intensos e profundos. Não é possível pensar no sucesso de um negócio sem passar pelo entendimento do papel da tecnologia, da ciência e do conhecimento e como eles podem afetar a empresa. Com a comoditização da informação, o que fará a diferença será a forma como uma determinada organização vai se relacionar com seus principais stakeholders e as novas tecnologias podem contribuir de maneira decisiva.

Neste contexto, a governança corporativa também precisa se adaptar. Todos os processos dentro de um modelo de governança devem ser menos burocráticos, mais assertivos e com soluções personalizadas de acordo com a necessidade dos negócios. Dominar as tecnologias bem como os novos formatos de se relacionar serão fatores chave para o sucesso da governança e das companhias. Para isso, o primeiro passo é estruturar o planejamento estratégico e avaliar como a tecnologia pode acelerar o crescimento, quais medidas devem ser adotadas para que isso aconteça no timing correto e como a ausência do digital pode afetar sua evolução.

É essencial lembrar que as tecnologias por si só não resolvem todos os problemas de maneira isolada. Por trás da tecnologia, a empresa deve desenhar os processos que serão beneficiados pela automação e mapear quais as melhores opções. Na governança corporativa, fóruns específicos ajudam a discutir e a validar as soluções disponíveis, com a participação de especialistas que auxiliam na definição das melhores alternativas. 

Também é uma excelente oportunidade para revisar os papéis dos principais órgãos, como, por exemplo, o papel do conselho de administração na era digital. Há cerca de dois anos, muitos conselhos passaram a buscar integrantes com expertise no mundo digital para conseguir se antecipar ao que virá neste campo. Além disso, as dinâmicas das reuniões mudaram, os membros precisam lidar com a maior variedade de decisões devido aos ciclos cada vez menores e mais complexos dos planejamentos estratégicos e o processo de comunicação tem se consolidado pelos meios digitais disponíveis, com elevado nível de segurança e proteção de dados na troca de informações, documentos e assinaturas digitais.

Outro ponto importante ao qual as empresas devem ficar atentas é a multiplicação dos concorrentes por causa do acesso em tempo real dos padrões de consumo e hábitos de vida das pessoas. Com vantagens competitivas cada vez mais tênues e efêmeras, a governança corporativa deve ir além dos seus preceitos básicos de transparência e prestação de contas. Ela é fundamental na identificação de ciclos de oportunidade existentes nos horizontes estratégicos, assim como de ameaças e condições desfavoráveis. Uma governança eficaz é capaz de se apropriar dos benefícios proporcionados pela tecnologia e transformá-los em vantagens estratégicas para os negócios.   

Eduardo José Valério é diretor-presidente da GoNext Governança & Sucessão e participa como membro de diversos conselhos de administração em empresas dos mais variados segmentos, do varejo à indústria, com atuação local e mundial.

Como o novo normal impacta na tomada de decisões estratégicas?

Como o novo normal impacta na tomada de decisões estratégicas?

Essa pergunta tem sido recorrente nas diversas reuniões de conselhos de administração de que faço parte. Afinal, quais são os impactos do novo normal que estamos vivendo na tomada de decisões estratégicas? Diante da dúvida, resolvi analisar o cenário e compartilhar um pouco da minha visão e do meu conhecimento sobre o que está sendo discutido.

A economia internacional já estava em desaceleração e, com a pandemia da COVID-19, entrou em recessão. Entre 2011 e 2019, o PIB mundial cresceu cerca de 3,6% ao ano. Entretanto, a guerra comercial da China com os Estados Unidos, questões geopolíticas envolvendo países como Irã, Rússia e Ucrânia e o aumento das políticas protecionistas nos EUA reduziram a velocidade do crescimento. De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), em fevereiro a projeção do PIB mundial previa um aumento de 3,3%. Em abril, caiu para -3%.

No cenário nacional, a economia estava em um processo de recuperação, interrompido com a disseminação do novo coronavírus. Hoje, o Brasil enfrenta recessão econômica, desemprego e ausência de uma política de socorro fiscal clara e eficiente para as empresas.

Mesmo em um contexto tão imprevisível como este, a crise é uma oportunidade para refletir e buscar ações para que os negócios fiquem mais robustos e menos vulneráveis as situações como esta. Apesar de difícil, é possível pensar estrategicamente para tomar decisões que terão reflexos no futuro. O novo normal traz impactos em todas as áreas de uma empresa – econômica, tributária, estrutura física, cultura organizacional, recursos humanos, projetos futuros, produtos e serviços oferecidos, fornecedores e clientes. Por isso, todos os aspectos devem ser analisados, e ser resiliente é imprescindível para superar os desafios.

Levando em consideração essas informações, o que está na agenda dos conselhos?

Nas reuniões, os principais questionamentos estão relacionados a três pontos principais:

  • Fluxo de caixa.
  • Rentabilidade da empresa no curto, médio e longo prazo.
  • Revisão integral do planejamento estratégico.

O fluxo de caixa envolve a análise das contas a receber, a pagar e a capacidade de renegociar com clientes e fornecedores. Neste cenário, percebo que as empresas estão desenvolvendo habilidades adicionais para movimentar sua cadeia, no sentido de todos estarem realinhando e repactuando suas posições, seja em contas a pagar ou a receber. Isso é muito positivo e é uma atitude que está sendo liderada por diretores com acompanhamento de perto pelos membros do conselho.

A rentabilidade está totalmente vinculada ao fluxo de caixa porque são vasos comunicantes. Uma das preocupações é a empresa fazer não só captações, empréstimos e aumentar alavancagem, mas também levar em consideração sua capacidade de fazer frente a essa nova abordagem, honrando seus compromissos. A premissa é de que o negócio precisa continuar em um novo cenário, mas com rentabilidade, e isso torna necessário ajustar adequadamente o seu nível de endividamento.

Já o planejamento estratégico tem muita relação com as lições que estamos tendo diante dessa crise, ou seja, as empresas estão revendo suas estruturas. A conclusão, em grande parte, tem sido de que elas não precisam de estruturas físicas para reunir equipes em um mesmo local de trabalho. As empresas descobriram o mundo digital – e as que ainda não estavam inseridas nesse contexto estão desenvolvendo ferramentas que permitem o trabalho à distância e até negociações sem a presença física de um vendedor ou consultor de negócios.

O cenário é de uma revisão radical de planejamento de filiais, de viagens e de reuniões. Com isso, as estratégias estão sendo repensadas e não são mais de longo prazo. Os planejamentos estão considerando uma duração menor com o objetivo de fazer uma rápida introdução da empresa nesse novo mundo, nessa era das acelerações. Tudo está mais acelerado, apesar do distanciamento.

Revisão de estruturas, quadros mais enxutos, incentivo a reuniões remotas não só internas, mas com fornecedores e clientes, e a utilização em larga escala das ferramentas digitais, não só de videoconferência, mas de outras prerrogativas, são o cenário que temos agora neste novo normal.

A governança corporativa tem ajudado muito nesse processo de reestruturação, que é urgente e requer decisões rápidas e as mais assertivas possíveis. O que percebo é que as empresas que têm um conselho minimamente estruturado, com um comitê de crise, estão enfrentando melhor os desafios. Conselheiros experientes têm ajudado muito os administradores a guiarem a companhia com o entendimento de alternativas estratégicas. A união da competência dos conselheiros e da equipe de administradores e gestores da empresa está fazendo com que as organizações tenham segurança maior nas decisões que estão tomando em relação ao seu futuro ou à reformulação da sua estratégia.

As empresas que têm uma política de governança têm mais chances de se sair melhor na crise do que suas competidoras. Elas contam hoje com orientações mais precisas e um rico compartilhamento de visões e ideias.

Eduardo José Valério é diretor-presidente da GoNext Governança & Sucessão e participa como membro de diversos conselhos de administração em empresas dos mais variados segmentos, do varejo à indústria, com atuação local e mundial.

O papel da governança corporativa em meio à crise da COVID-19

O papel da governança corporativa em meio à crise da COVID-19

O novo coronavírus surgiu e se espalhou rapidamente pelo mundo. Além de prejudicar a saúde física e mental das pessoas – e em alguns casos levar à morte –, também afeta a saúde das organizações. Nem os mais célebres economistas, empresários, filósofos, pensadores, políticos, professores e historiadores poderiam prever a situação que a grande maioria dos países está enfrentando hoje. 

Em meio ao medo, às incertezas e às projeções negativas, surgem inúmeras perguntas. Continuar ou suspender as operações? Manter os investimentos ou enxugar todos os custos ao máximo? Como viabilizar a manutenção dos empregos diante de ações de isolamento social? Como tomar decisões? Como ficarão os indicadores econômicos e as mudanças no mercado como um todo? Como se posicionar frente aos decretos e medidas estabelecidos pelo governo?

As respostas para estas perguntas são complexas, envolvem inúmeros aspectos e riscos e precisam de mais do que soluções prontas. É necessário saber como agir e de que forma. Para Eduardo J. Valério, fundador e presidente da GoNext Governança & Sucessão, nunca foi tão importante para as empresas a presença de um fórum com serenidade para tomadas de decisão, além das reuniões das diretorias e gerência. “Governar uma empresa em tempos de crise diz respeito a, sobretudo, alocar a energia e as responsabilidades nos devidos lugares. Isso vai desde a definição na constituição e temas dos comitês de crise até a definição de temas abordados pelos conselhos de administração, evitando-se desperdício de energia e foco”, destaca. 

A governança corporativa é essencial para o equilíbrio na gestão. Em momentos de crise, se torna imprescindível. O papel de todos os líderes em momentos como este passa a ser testado no seu limite máximo, sendo que ao mesmo tempo tais profissionais se defrontam com questões pessoais, familiares e corporativas, todas num grau máximo de intensidade e acontecendo ao mesmo tempo, sem uma solução visível num primeiro momento. 

Neste contexto, os membros dos conselhos de administração e seus comitês podem compartilhar experiências, sugerir soluções e direcionar as medidas operacionais que possam mitigar os nefastos efeitos que já estão sendo sentidos no mercado como um todo. “É o momento de cooperação absoluta. Cooperação entre os órgãos de governança da empresa, conselheiros, executivos, clientes, fornecedores e assim sucessivamente. O que está sendo testado neste momento é a real capacidade que temos de nos reinventar como pessoas e como profissionais”, afirma.

As orientações dos conselhos são necessárias para enfrentar o inesperado, superar os obstáculos e buscar novas alternativas e oportunidades, além de se adaptar aos cenários que estão se construindo a cada dia. A adoção de estratégias proativas deve contemplar análise de riscos, desenho de cenários possíveis e prováveis, manutenção das operações, fluxo de caixa e gestão de clientes, fornecedores e de pessoas.

Essas ações, que também fazem parte da governança corporativa, contribuem para a preservação das relações e da intensa cooperação. “Serenidade, lucidez, conhecimento e habilidade na condução dos trabalhos são as características que farão a diferença neste momento. As empresas que souberem usar a governança corporativa a seu favor terão mais chances de sair da crise e de recuperar mais cedo os negócios”, acrescenta Valério.

Fórum GoNext-CEO reúne grupo seleto de gestores para debater estratégias de marketing na era digital

Na manhã desta quinta-feira (07.11), o Fórum GoNext-CEO  recebeu em mais um encontro, as presenças de André Boaventura, Chief Marketing Officer do primeiro unicórnio paranaense – EBANX e Alcione Belache Ferreira, CEO da RENOVIGI Energia Solar, premiada pela edição das Maiores & Melhores da Revista Exame, como a média empresa que mais cresceu no Brasil nos anos de 2018 e 2019.

André Boaventura compartilhou a experiência vivida e os principais passos que o  EBANX percorreu na sua trajetória de construção de uma empresa que, define como seu principal propósito: dar acesso às pessoas. Ele também expôs como foi possível utilizar o marketing e, em especial, o Digital, como ferramenta de apoio e construção de uma marca, cujo os clientes estavam situados fora do Brasil.

Entre os principais pontos da sua fala, se destacaram o processo de implantação, operação e otimização das ferramentas com recursos escassos – que caracterizam uma empresa que está em estágio inicial -, quais prioridades foram escolhidas no processo de crescimento, como engajar a equipe, quais as características do seu time de colaboradores, como se viabiliza o engajamento e assim por diante. Temas sempre atuais, ricos e dignos de serem compartilhados com o grupo seleto de CEOs que participaram do encontro.

Alcione, por sua vez, embalado pelo rico conteúdo apresentado pelo CMO do EBANX, narrou com muita propriedade e orgulho a sua história como empreendedor e como ajudou a edificar, “pedra sobre pedra”, a também vitoriosa história da RENOVIGI Energia Solar, que foi gestada pela vontade de empreendedores de sucesso da próspera cidade de Chapecó-SC, escalando de forma rápida e sustentável, um crescimento vertiginoso.

Sobre atuar em um mercado tão segmentado como o de energia solar, o CEO Alcione Belache destacou que as ferramentas de marketing digital são fundamentais para impulsionar a marca e esclarecer dúvidas a respeito dos produtos e serviços prestados pela RENOVIGI. “É    fundamental a gente fazer com que as ações de marketing cheguem no consumidor final para esclarecer o que que é isso, que vantagens ela vai ter ao instalar um sistema solar fotovoltaico (mais conhecido tecnicamente) na casa dela, na empresa ou na fazenda”, concluiu.

Os CEOs participantes extraíram do conteúdo, práticas vencedoras de como escalar uma oportunidade de negócio de forma sólida e sustentada, o que foi muito facilitado pela capacidade dos expositores em focar nos pontos que mereciam destaque no evento. Os assuntos compartilhados transitaram por: estratégias de crescimento e os desafios nas respectivas etapas, engajamento de pessoas, modelos de negócio, eficiência operacional, e outros assuntos ligados ao crescimento exponencial, sempre com o marketing digital permeando os respectivos assuntos e sendo apresentado como uma poderosa e eficiente ferramenta de concretização dessas frentes de atuação.

“O que eu destaco aqui é a oportunidade de networking, a oportunidade de ouvir experiências, compartilhar experiências. Empresas diferentes com problemas semelhantes, essa é a grande chave do sucesso desta reunião”, completou Alcione Belache.

A equipe da GoNext já está preparando o próximo encontro de CEOs, no qual, mais uma vez, disponibilizaremos conteúdos relevantes e práticos a serem utilizados por todos os participantes em seus desafios diários frente a gestão dos negócios.

Esperamos você para enriquecer ainda mais nosso evento. Faça parte dessa experiência inovadora!

Governança Corporativa como ferramenta para o crescimento da empresa

A Governança Corporativa bem desenvolvida e adequadamente implantada no processo de gestão de uma empresa, torna-se uma potente e eficaz ferramenta para impulsionar o desenvolvimento e longevidade empresarial, na medida em que harmoniza e normatiza o funcionamento dos principais pilares que sustentam a dinâmica do sistema empresarial, notadamente aqueles que dizem respeito aos subsistemas da gestão, do patrimônio e o familiar.

O adequado funcionamento de um sistema de Governança Corporativa, impõe-se nos dias atuais para que, em função da dinâmica positiva que ela cria em todo o ambiente empresarial, transforme-se em um antídoto para enfrentar os desafios das organizações. Desafios estes que aumentam numa velocidade exponencial nos últimos anos, impulsionados por velozes e incontroláveis mecanismos de comunicação, transformações do mercado, avanço tecnológico, comércio eletrônico e um mundo cada vez mais globalizado e sem fronteiras. Esses fatos fazem com que as empresas e seus lidera, sejamos forçados a acompanhar com toda atenção, além dos desafios internos, também os dos demais países que disputam acirradamente o mercado mundial de comércio.

Quando implantar o processo de Governança?

O momento mais adequado para iniciar a estruturação do sistema de Governança, é desde o início da sua existência, pois ela constrói as bases sólidas de sustentação de toda a operação, sendo recomendada para qualquer tamanho de empresa. No entanto, num momento de início de um novo ciclo econômico, viabilizar e operacionalizar um eficaz sistema de Governança Corporativa, pode ser um diferencial muito importante para qualquer empreendimento.

Governança corporativa e a retomada da economia

Foi certamente dentro dessa perspectiva, que muitas empresas se dedicaram para viabilizar a Governança Corporativa, aproveitando o momento de baixa atividade econômica para olhar seus desafios internos como uma das ações necessárias de preparação para aproveitar os benefícios de um novo ciclo econômico e, assim, desfrutar os resultados de um processo de Governança bem executado.

A crise é uma oportunidade de repensar, quebrar paradigmas, enfim, fazer algo diferente. implantar, redefinir, aprimorar a Governança, é um dos aspectos indispensáveis para entrar nessa espiritual de oportunidades.

Segundo dados divulgados pela revista Melhores e Maiores, as 500 maiores empresas brasileiras faturaram 810 bilhões de dólares em 2018, quase 9% mais do que no ano anterior. Na maioria dos casos, o aumento dos lucros estão ligados a medidas que foram tomadas de forma preventiva, ou seja, fruto de uma Governança Corporativa bem concebida e estruturada.

A Governança Corporativa deve ser encarada pelas empresas como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentado de todos os negócios, especialmente no momento em que se vislumbra o início ou término de ciclos econômicos, situação em que o Brasil se encontra atualmente.

Gestão Estratégica de Pessoas na Era Digital foi tema do Fórum CEOs de junho

O Fórum CEOs promovido mensalmente pela GoNext – Governança & Sucessão abordou no mês de junho o tema Gestão Estratégica de Pessoas na Era Digital. Para tratar do assunto, recebemos os convidados Adeildo Nascimento da People & Culture, Director na MadeiraMadeira, o Diretor Executivo da TOTVS, Marcio Viana e Mariciane Pierin Gemin, Partner na S7 Consulting.

A exposição de Adeildo Nascimento abordou diversas nuances do assunto como o comportamento do líder; o mundo de mudanças que se apresenta para os profissionais; as dificuldades em aprender coisas novas em algumas faixa etárias; escalabilidade; tendências de governança; visual learners e economia do conhecimento; A era da colaboração; readequação salarial; a evolução dos profissionais ao longo dos anos, e o futuro transdisciplinar, também foram apontados.  

De acordo com Nascimento, é necessária uma mudança de pensamento e postura dos gestores nas contratações. “A área de Recursos Humanos que não se transformar em uma área de Pessoas e Cultura, ela está fadada a sofrer disrupção também. É preciso estar ligado às mudanças. Primeiro mudamos a mente para depois mudar o processo”.

O Diretor Executivo da TOTVS, Marcio Viana apresentou ideias sobre a Organização Tradicional e Exponencial; dados estruturados e não estruturados; capital intelectual; internet das coisas; liderança transformadora; mercado de trabalho; trabalhos que podem ficar obsoletos e novas profissões. 

Para Viana, a transformação digital está a nossa volta e precisamos estar atentos a esses pontos. “Tecnologia, inovação e comunicação desempenham um papel chave na transformação de estratégias, estruturas, processos e cultura de uma empresa, mercado ou até mesmo relações”, afirma.

Durante a palestra, o executivo ainda abordou conceitos que considera essenciais como: pessoas e lideranças, cultura organizacional, mensuração de dados, simplicidade, atitude e ação.

Concluindo o debate de ideias, Mariciane Gemin, Partner na S7 Consulting provocou os CEOs participantes a refletirem sobre suas atitudes em relação às mudanças e mercados. Segundo Gemin, um ponto muito relevante a ser discutido é como trazer esses conceitos, teorias e mudanças para dentro da realidade de cada CEO, pensar em como trazer todos os temas discutidos para dentro das empresas, para cada mindset.

“É um processo educativo e não é fácil de se fazer. Temos um caminho árduo pela frente e muita coisa à fazer. Principalmente quando falamos em indústrias e inúmeras outras áreas de negócios em que não é tão simples você mexer com a cultura. Não é fácil trazer o híbrido para essas estruturas que são mais processuais. Precisamos pensar em como trazer essa nova cultura e postura para a nossa realidade”, completou.

Para Gemin, apenas inteligência e experiência já não bastam mais. “A consciência é essencial para que tenhamos escolhas conscientes. É preciso se perguntar e refletir. Qual o meu negócio? Onde quero chegar? Precisamos criar esse tipo de consciência”, provocou.

Entre os pontos mencionados por ela, é importante perceber também, esse poder de atuação do CO em aspectos como COnsciência, COnhecimento, COmpartilhamento, COcriação, COnexão, COgestão e COlaboração.

Outros conteúdos como a necessidade de aprender, desaprender e reaprender; criar propósito; meritocracia; mentoria/hierarquia; Likebility; ambiência positiva; pensamento crítico/ação criativa; branding for people; projetos ágeis e ausência de medo foram explorados.

Sobre o Fórum CEOs

O Fórum CEOs foi desenvolvido com o objetivo de oferecer um espaço único para que os CEOs das empresas familiares possam compartilhar questões comuns às suas posições no comando das empresas.
É um espaço inédito para debater ideias e compartilhar experiências com outros CEOs e empresários.

Gostaria de participar do próximo encontro? Saiba mais: gonext.com.br/forum

A IMPORTÂNCIA DA GOVERNANÇA CORPORATIVA EM EMPRESAS FAMILIARES

Estabelecer a Governança Corporativa é de suma importância para um crescimento consistente e saudável  das empresas familiares no mercado de atuação. Este processo envolve organizar toda a estrutura da empresa familiar e estabelecer as diretrizes das ações e metas, tanto da companhia quanto dos sócios, para gerar resultados positivos. Portanto, a Governança Corporativa deve ser percebida pelas empresas familiares como um método essencial para o desenvolvimento da organização.

 

Uma pesquisa do IBGE e do Sebrae mostrou que 90% das empresas ainda são familiares e representam 65% do PIB em território nacional, evidenciando a importância da Governança Corporativa neste perfil de organização que domina o cenário econômico no Brasil.

 

Recomenda-se que a implantação da Governança Corporativa seja realizada e estabelecida desde o início da empresa, ainda no processo de planejamento do processo administrativo. Dessa maneira, é possível descrever — já no acordo societário — todas as regras, normas e responsabilidades dos sócios, prevenindo surpresas indesejadas e estabelecendo as obrigações de cada um para a boa governança.

Para isso, é estabelecido um método composto por quatro etapas: diagnóstico do modelo de governança corporativa existente, modelagem dos instrumentos e órgãos de governança conforme o diagnóstico, implementação e etapas de acompanhamento e avaliação.

 

Deste modo, o objetivo principal do processo de diagnóstico é avaliar o nível da governança e os desejos dos sócios para o futuro da organização. Tudo é feito de maneira personalizada, analisando o momento da empresa, com avaliação e identificação de processos já existentes dentro da organização, além de uma perspectiva do mercado em que atua, a fim de realizar uma implementação assertiva da Governança Corporativa.

 

A partir dessa identificação, define-se o planejamento estratégico, que inclui os principais objetivos empresariais a médio e longo prazo. Nesse momento, o comprometimento e a ética dos sócios são essenciais para o crescimento da empresa, desenvolvimento no mercado e profissionalização da mesma — considerando que são eles os responsáveis pela execução do que foi planejado e desenvolvido.

Com um processo de Governança Corporativa já estabelecido, os resultados serão percebidos tão logo sua implementação for realizada. Entre os diversos benefícios estão a segurança financeira da empresa, a comunicação entre os sócios, a motivação e o engajamento entre todos com interesse em um bem comum.

Para alcançar resultados positivos é indispensável considerar o trabalho de uma empresa de consultoria especializada, em boas práticas de Governança Corporativa, desde o início da implantação do processo. A consultoria auxilia os sócios para que estes desenvolvam as atividades conforme foram desenhadas.

Eduardo Valério é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Estratégia e Marketing pela Kellogg School of Management, especialista em Governança Corporativa para Empresas Familiares pela The Wharton School, Pennsylvania e especialista em Gestão pelo Insead. Eduardo é diretor-presidente da GoNext Governança & Sucessão, especializada em gestão de negócios e implantação da governança corporativa em empresas familiares.