No universo das empresas familiares, dois conceitos costumam gerar dúvidas: holding e governança corporativa. Embora ambos estejam relacionados à continuidade e à longevidade dos negócios, eles têm naturezas e funções distintas. Entender essas diferenças é fundamental para que a família empresária tome decisões estratégicas mais conscientes, evitando confusões que podem comprometer a solidez do patrimônio e do legado.
O que é uma holding familiar?
A holding é uma estrutura jurídica e societária criada para concentrar a participação dos membros da família empresária em uma única empresa que controla os ativos do grupo.
Na prática, a holding atua como “guarda-chuva” patrimonial, responsável por organizar bens, participações societárias e investimentos, com finalidades como:
- Planejamento sucessório – permite a transferência de cotas e ações entre gerações de forma planejada, reduzindo riscos de disputas e custos tributários.
- Proteção patrimonial – organiza e separa os bens da família e da empresa, oferecendo mais segurança jurídica contra riscos externos.
- Eficiência tributária – possibilita estruturas que otimizam a carga fiscal.
Ou seja, a holding é um instrumento legal e econômico, que oferece ordem e segurança ao patrimônio familiar, mas não resolve, por si só, dilemas de gestão, liderança e convivência entre sócios.
O que é governança corporativa em empresas familiares?
Já a governança corporativa é um sistema de regras, práticas e processos que orienta a tomada de decisão em empresas familiares. Seu foco não é a forma jurídica, mas como família, sócios e gestores se organizam para decidir juntos.
Uma boa governança envolve:
- Conselhos de administração e de família – fóruns formais para decisões estratégicas.
- Protocolos familiares – acordos que definem regras para ingresso de herdeiros, remuneração, distribuição de lucros e resolução de conflitos.
- Critérios de sucessão e meritocracia – mecanismos que equilibram tradição, profissionalização e inovação.
- Transparência e prestação de contas – práticas que aumentam a confiança entre sócios, família e executivos.
Em resumo, a governança busca garantir que a empresa seja conduzida de forma profissional, transparente e sustentável, conciliando interesses da família e do negócio.
Onde está a diferença?
A diferença essencial está na natureza de cada uma:
- Holding: é um instrumento jurídico e societário voltado à organização e proteção patrimonial.
- Governança: é um sistema de gestão e relacionamento que formaliza regras, papéis e processos decisórios.
Enquanto a holding organiza o “o que temos”, a governança organiza o “como decidimos”.
Por que uma não substitui a outra?
Muitas famílias acreditam que, ao criar uma holding, resolveram automaticamente os desafios de governança. Esse é um equívoco comum.
- Uma holding bem estruturada sem governança pode até proteger o patrimônio, mas dificilmente evitará conflitos entre sócios ou sucessores.
- Já a governança, sem uma estrutura jurídica adequada, pode perder força em disputas legais ou diante de riscos patrimoniais.
Por isso, holding e governança são complementares: juntas, permitem que o patrimônio seja protegido ao mesmo tempo em que as relações familiares e empresariais são preservadas e orientadas para o futuro.
O papel da GoNext
Com mais de duas décadas de atuação, a GoNext apoia famílias empresárias em todo o Brasil na construção de sucessões planejadas, gestão profissionalizada e modelos de governança que se integram a estruturas societárias como holdings.
Nosso diferencial está em oferecer metodologias práticas e descomplicadas, que conciliam segurança patrimonial, clareza de papéis e alinhamento de valores familiares, garantindo que o legado empresarial seja protegido e ampliado ao longo das gerações.
Por Aldo Macri.