GoNext Presidentes de Conselhos aborda os desafios da inovação no novo Anormal

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O GoNext Presidentes de Conselhos da última quarta-feira, 28/10, contou com a presença de dois convidados, Bruno Moreira, CEO da Inventta e Paulo Roseiro, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Boticário. Juntos, eles falaram sobre os processos de inovação que uma empresa deve seguir a fim de garantir a melhor performance e de como o Grupo Boticário promove inovação na prática.

Bruno iniciou sua palestra apresentando os principais motivos pelos quais todo e qualquer negócio, independente do seu segmento de atuação e faturamento, precisa inovar. “A relação entre vendas, planejamento atual e tempo acaba gerando um gap estratégico de crescimento nas empresas. É nesse momento que o departamento de inovação faz a diferença: não permite a estagnação e ajuda a garantir o crescimento sustentável”, declarou. 

“Em um contexto de rápidas mudanças, alto nível de incertezas e com empresas sendo criadas a todo momento, atingindo números elevados de clientes e faturamento em pouquíssimo tempo, as organizações são obrigadas a ampliar a sua capacidade de encontrar novas rotas de crescimento, novas alavancas de valor. A inovação passou a ser competência-chave para a sobrevivência do negócio”, enfatizou Bruno.

De acordo com Bruno a inovação não deve ser tratada como um projeto que tem começo, meio e fim dentro de uma empresa. É preciso olhar pra dentro e analisar o que está sendo entregue ao cliente, e a partir disso pensar em qual proposta de valor esse produto ou serviço oferecerá no futuro. É esse o espaço criado pela inovação. A inovação precisa fazer parte do processo como um todo, do dia a dia, da cultura, ou os resultados não serão alcançados como o esperado.

“A inovação precisa ser o meio do processo e não o fim”.

Os caminhos da inovação

“A proposta de valor para uma empresa garantir o futuro pode ser alcançada de diversas formas: utilizando a tecnologia como base, ampliando o network, fornecedores e parceiros, através do design focado no cliente, com a ajuda de startups de inovação e também pelo propósito de uma marca”, revela.

Bruno frisou que as empresas estão inovando pela busca por produtividade, alavancagem a partir da transformação digital, valorização da sustentabilidade, ampliação da visão sobre as formas de inovar, apropriação de métodos ágeis e inovação da agenda da liderança. “É partir destas ações que chegamos ao novo, a lugares desconhecidos e exploramos novos horizontes”, disse o CEO.

Os principais fatores para orquestrar as iniciativas de inovação dentro de uma empresa são definidos a partir de um modelo de governança, do apoio da alta gestão, do direcionamento e investimento, de tempo, de dinheiro. “Os esforços de inovação precisam ser de direção e de conexão à estratégia do negócio, a liderança da empresa precisa oferecer estrutura e incentivos para que os objetivos sejam alcançados”, finalizou.

Os desafios da Inovação no novo Anormal

Quando Paulo assumiu a palavra no GoNext Presidentes de Conselhos, iniciou contando um pouco da sua história e dividindo alguns dados impressionantes do Grupo Boticário. São 4 mil lojas físicas, e-commerce, venda direta, 35 mil pontos de vendas multimarcas, faturamento anual de R$ 15 bilhões, expedição de 1.300 produtos por dia, 2 fábricas, 5 escritórios, 6 centros de distribuição e presença em mais de 15 países.

Já em relação ao centro de pesquisa e desenvolvimento, que é a área dirigida por Paulo, são lançados cerca 1.600 produtos por ano, o que corresponde a uma receita de 33% sobre o faturamento total, uma operação que envolve 293 profissionais em uma infraestrutura de alta tecnologia, com mais de 8.000 m2.

De acordo com Paulo, a inovação dentro de uma empresa acontece com 10% de inspiração e 90% de transpiração, ou seja, é melhor ter uma ideia e trabalhar incansavelmente nela até transformá-la em um ótimo produto do que ter várias ideias e acabar não tendo resultados expressivos em nenhuma delas.

O Grupo Boticário, em 2020, mesmo com os desafios impostos pela pandemia, já superou o ano de 2019 em faturamento e vendas, e isso se deve pelo constante incentivo à inovação que a empresa oferece. “Quando o coronavírus surgiu nós já contávamos com todos os requisitos necessários para dar continuidade às vendas, o e-commerce já funcionava perfeitamente, o estoque era suficiente, os centros de distribuição estavam abastecidos, então modificamos algumas operações e seguimos com o nosso trabalho”, mostrou Paulo.

“A Inovação no Boticário é uma área tão importante como qualquer outra, tem o apoio total e incondicional do CEO e dos Conselheiros do grupo e segue um processo bem definido que começa pelos insights, segue para a identificação do problema, gera possibilidades, cria conceitos e soluções, desenvolve um novo produto ou serviço e escala”.

Para finalizar Paulo falou sobre:

Os três pilares fundamentais da inovação do Grupo Boticário: Pessoas, Processos e Tecnologia.

Segundo ele, sem o alinhamento total destas 3 forças jamais o Grupo chegaria onde está hoje.

“Não me iludo com resultados de curto prazo. É preciso ser sustentável e estar alinhado com a estratégia. Não estou interessado em voos de galinha. A questão não é ir bem esse ano, mas como podemos ir sempre um pouco melhor ano após ano”. Artur Grybaum – CEO Grupo Boticário. De acordo com Paulo, essas palavras e o apoio total de Artur são fundamentais para que a inovação, a área de Produto e Desenvolvimento, seja um dos principais diferenciais do grupo.

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