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Como sistematizar a mentalidade do futuro dos negócios é tema do GoNext Presidentes de Conselhos

futuro dos negócios

Na quinta-feira, 29, o fórum GoNext Presidentes de Conselhos contou com a presença do empresário e estrategista de negócios Adriano Amui, apresentando um guia mental para atualizar a visão da alta gestão, a palestra “Breakthrough – Um roadmap para além do novo normal”.

 

Com mais de 27 anos no mercado como executivo, empreendedor e acadêmico, Adriano Amui é fundador do Invent (CEO), Esfera Gestão (CEO) e Deep Seed Solutions (Board) no Brasil, fundador da FCA Strategy (CEO) no Canadá. Professor da Fundação Dom Cabral e ESPM no Brasil e da Beedie Business School no Canadá.

 

Em toda essa trajetória, Amui criou a sensibilidade de olhar o passo a passo do planejamento de negócios que conseguiram avançar performances e conseguiram construir sólida geração de valor.

 

“Dentro da minha prática de negócios, pensar o futuro sistematicamente virou a minha obsessão. Para isso, priorizo: a criatividade organizada, mentalidade aberta para o que é novo e planejamento anárquico”, explicou o executivo, orientando os presidentes de conselhos presentes a se atentarem às peculiaridades de cada possível cenário.

 

Segundo Amui, o mais importante no planejamento estratégico de um negócio é saber onde se quer chegar, mas com a consciência de que o caminho exige sensibilidade para revisões constantes.

 

Sua obsolescência já está programada!

“Antigamente, para uma companhia valer U$ 1 milhão, levava-se, em média, 22 anos. Hoje, na bolsa americana, uma companhia leva 7 meses”, apresentou Amui. Essa é a prova que enfrentamos uma nova dimensão de planejamento de modelos de negócios.

 

A pandemia da COVID-19 foi apresentada pelo executivo como um exemplo dos padrões comportamentais dos empreendedores de não conseguirem responder à altura da ambiguidade e do caos que impactou o mercado. Por isso, ser um negócio presente nessas transformações exige velocidade, capacidade e ação transformadora.

 

“A maioria das empresas que quebraram na pandemia sequer tinham fluxo de caixa estabelecido como prática de negócio. Hoje, o ritmo e velocidade necessária para perceber e reagir ao mercado é grande. E não adianta ser ágil e caminhar para o rumo errado. É preciso ter capacidade analítica e poder de transformação, que é onde a maioria ‘patina’”, explicou.

 

Adriano Amui apresentou formatos mais coerentes de criar previsões por cenários que extrapolam a simplicidade da análise econômica e dissecou o Modelo de Curva S de desenvolvimento de negócios, apresentando a dinâmica de mudanças e inflexões importantes para escalar negócios.

 

“Tipicamente, quem se recusa a mudar entra rapidamente em obsolescência. O único movimento interessante para longevidade é o que nasce na inovação, na renovação e no renascimento. Vocês, como presidentes de conselhos, precisam chacoalhar isso nas suas organizações antes que o mercado faça isso por vocês”, orientou.

 

A mentalidade capaz de orientar transformações ágeis e mais maduras baseia-se em:

 

  • Prevenção e planejamento: inteligência para interpretar cenários;
  • (Re)Conexões afetivas: lembrar de gerar valor para capturar valor;
  • Compra inteligente: conectada com as demandas dos consumidores;
  • Pessoas e Planeta: alinhamento socioambiental é sinônimo de performance.

 

“ESG virou imperativo de negócio. Qualquer corporação precisa ter uma política muito clara para sobreviver, seja para conseguir crédito, negócios relevantes com companhias globais. Marcas precisam superar seu ponto de vista de venda e passar ao ponto de vista do valor”, apresentou Amui.

 

Sua proposta de valor tem real valor?

As trocas do fórum resultaram em algumas provocações que, para Adriano, são essenciais de serem levadas aos Conselhos de Administração das empresas:

  • Você tem uma visão clara de onde o valor está doravante e como capturá-lo?
  • Como acelerar a entrada em novos mercados, acessando novos clientes?
  • Como repensar a estratégia de talentos para ter as expertises certas?

 

Em um momento interativo, Adriano utilizou uma plataforma dinâmica de coleta de dados, realizando pesquisas de perfil e de orientação estratégica de negócio com os participantes, induzindo insights personalizados aos integrantes do GoNext Presidentes de Conselhos.

 

“Existe uma mudança de percepção mercadológica: não há mais o vender por vender. Eu tenho que gerar valor para que alguém enxergue valor no meu negócio. Quem agrega pouco valor vira commoditie”, provocou o empresário.

 

Neste caminho, Big Data, marketing com inteligência artificial e presença omnichannel são os pilares dos negócios do futuro: o foco do valor de mercado será cada vez mais a personalização. Pautas que precisam entrar, de forma urgente, nos Conselhos de Administração, segundo Amui.

 

Assim, é preciso destravar uma nova cultura dentro das empresas. E é este o movimento que criamos com encontros assim no GoNext Presidentes de Conselhos. 

 

Criamos um espaço exclusivo e personalizado de desenvolvimento contínuo, networking qualificado, acompanhamento de performance e insights para perpetuação de negócios.