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Sócios-fundadores e novas gerações: quando essa relação se torna um desafio?

Por Eduardo Valério

 

A implantação da governança corporativa na empresa familiar nem sempre é fácil e revela-se desafiadora na medida em que as gerações vão passando e, com elas, surgem novas visões e maneiras de administrar. Isso se torna ainda mais evidente quando se verifica a presença do sócio-fundador, cujos propósitos e valores estão enraizados ao próprio DNA da empresa familiar e, por isso, o que é “novidade” muitas vezes não tem espaço na administração. Sendo assim, a inclusão de instrumentos de governança, tais como: definição do perfil de competências para os cargos-chave na empresa e redação do acordo de família (onde são estabelecidos os critérios para a sucessão e o plano de desenvolvimento do fundador antes, durante e principalmente pós-passagem do bastão), é essencial, principalmente no que se refere à transição societária. Afinal, é a partir deste processo que a empresa familiar adquire a solidez necessária para garantir a continuidade dos empreendimentos.

À frente da GoNext Governança & Sucessão, foram raras as ocasiões em que o próprio sócio-fundador deu início a um processo de transição. Geralmente, verificamos que os projetos de governança têm seu início atrelado a agentes financeiros ou mesmo à iniciativa das novas gerações.

De acordo com a pesquisa “Retratos de Família”, divulgada em 2021, elaborada pela KPMG com o apoio do ACI Institute e do Board Leadership Center, dos 200 representantes de empresas familiares brasileiras entrevistados, apenas 24% relataram otimismo na possibilidade de transferir a gestão para a geração seguinte e um quinto admitiu a possibilidade de captar um profissional de mercado.

Adiar um processo que, cedo ou tarde será inevitável, é uma ação contraproducente quando se fala em empresa familiar. Quanto antes ele for iniciado, menores serão os prejuízos administrativos, econômicos, financeiros e nas relações familiares enfrentados na ausência do sócio-fundador.  O plano de sucessão deverá estar alinhado ao planejamento estratégico da empresa. Para otimizar este processo e maximizar as chances de uma transição positiva é importante seguir alguns passos.

Um deles é a identificação da estratégia da empresa com relação ao seu crescimento, objetivos, desafios e oportunidades. Com estes dados é possível distinguir as competências estratégicas que a companhia necessitará para atender a sua ascensão. Além disso, é importante avaliar a situação de cada membro e fazer uma análise individual de cada potencial sucessor, que deve ser liderada pelo conselho de administração da empresa. É necessário um entendimento claro do perfil do novo líder para evitar problemas futuros. A avaliação para a escolha deve ser criteriosa e imparcial.

É preciso entender o que é planejado para o futuro da empresa e as expectativas quanto às necessidades de liquidez (distribuição dos lucros), quanto ao patrimônio e ao legado. Esses fatores são decisivos para a montagem do processo sucessório, que é algo contínuo. Preparar o sucessor sempre será um desafio. Requer tempo, muito treinamento, paciência e projetos plausíveis. Por isso, quando há uma consciência coletiva sobre a importância da implementação de instrumentos para facilitar a transição, melhor para garantir a constante evolução dos negócios e das pessoas, mesmo com a ação do tempo e as mudanças inerentes a ele.

Com a preocupação de elevar o padrão do mercado e formar novos consultores, a GoNext Governança & Sucessão criou o Curso de Consultor em Governança Corporativa em Empresas Familiares.

O curso é dividido em 6 módulos, desenvolvidos para formar profissionais na ciência que é a implantação de um processo de governança corporativa em empresas familiares.

Sim, quero saber mais sobre o curso GoNext.

Eduardo Valério é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Estratégia e Marketing pela Kellogg School of Management, especialista em Governança Corporativa para Empresas Familiares pela The Wharton School, Pennsylvania e especialista em Gestão pelo Insead. Eduardo é diretor-presidente da GoNext, especializada em gestão de negócios e implantação da governança corporativa em empresas familiares.

GoNext CEO aborda as tendências e os desafios da gestão de pessoas

blog-gonext-ceo-fala-sobre-as-tendencias-e-os-desafios-da-gestao-de-pessoas

Na última quinta-feira, 22/10, o GoNext CEO recebeu Sonia Rossi, Gerente de Desenvolvimento Humano do grupo Gazin. Ela falou para os convidados sobre os desafios da sua função como gestora de pessoas da empresa, que conta com mais de 8 mil funcionários em todo o país.

Sonia iniciou o encontro falando sobre confiança, frisando a importância desse sentimento para a construção de relações sólidas no trabalho, principalmente quando se trata de uma área que envolve essencialmente pessoas, suas personalidades, seus interesses e suas percepções particulares. 

“No grupo Gazin priorizamos a simplicidade em tudo que fazemos, começando pela gentileza em dizer diariamente bom dia, boa tarde, por favor, obrigada. Essas ações fazem parte da cultura da empresa e são seguidas à risca por todos, do operacional ao presidente”, ressalta Sonia.

“Na Gazin, o exemplo começa de cima, porque aqui nós tratamos a empresa como uma causa capaz de fazer a diferença na vida das pessoas e não apenas como uma marca. O presidente, Sr. Mario Gazin, coloca em prática tudo que espera dos seus mais de 8 mil colaboradores. Se o próprio dono não trata bem, com educação e gentileza os seus funcionários, como é possível cobrar que um gerente ou um diretor ofereçam à sua equipe o tratamento necessário para que o time se mantenha unido, motivado e engajado?”, argumenta ela. 

De acordo com Sonia, a empresa tem o resultado como oxigênio. São os números e as metas que movem todos os processos da Gazin e, ao contrário da maioria, os funcionários não se incomodam com a cobrança, pelo contrário, sentem-se motivados a entregarem o melhor, porque encontram na empresa um ótimo ambiente de trabalho, altos investimentos em treinamento e desenvolvimento e valorização do capital humano.

A pandemia e o fechamento das lojas

Quando a pandemia começou e as lojas tiveram que ser fechadas, os desafios começaram a aparecer, afinal de onde viria o faturamento? Como as vendas seriam realizadas? Foram muitas perguntas para poucas respostas e o pior, tudo precisava acontecer muito rápido, as decisões de adequação para aquele novo cenário precisavam ser tomadas rapidamente.

A primeira ação foi manter os pagamentos dos fornecedores em dia, independente da continuidade das vendas. A Gazin se comprometeu a honrar seus compromissos com todos os parceiros. O segundo passo foi, mais uma vez, colocar o cliente em primeiro lugar, então novos métodos de compra e pagamento de carnês tiveram que ser implementados em tempo recorde.

Sonia compartilhou que os resultados dessas ações foram melhores que o esperado, as dificuldades e os esforços internos uniram ainda mais os colaboradores – eles entenderam os esforços da empresa para manter os empregos e os pagamentos de todos. Em algumas lojas o faturamento com as portas fechadas passou a ser maior do que em tempos normais.

“Tudo isso se deve ao trabalho duro de uma equipe que acredita na força do trabalho e que entende que a sua participação é fundamental para o sucesso da empresa como um todo. É um time que encaixa na cultura da empresa e projeta a longo prazo sua carreira na Gazin”, declara Sonia.

Para finalizar, Sonia completou: “Na Gazin estimulamos os colaboradores a chegarem todos os dias no trabalho para serem os melhores, que todos os dias devemos nos levantar para vencer. Outro ensinamento que colocamos em prática é o de que copiar o melhor não é feio ou errado, desde que não nos deixemos levar por modismos e que não esqueçamos a cultura, o DNA da empresa”.

“Na Gazin tudo é simples, pautado na eficácia de uma boa liderança. Acreditamos na sucessão do time da linha de frente, evidenciando sempre a importância da continuidade da qualidade e eficiência de um trabalho construído ao longo de tantos anos, nos valores, na confiança, na maximização do capital humano e no alcance dos resultados e das metas”, enfatiza.

No fim do encontro o fórum foi aberto para as perguntas dos participantes, que tiraram suas dúvidas e parabenizaram a convidada por suas ações e pelos resultados alcançados ao longo dos mais de 15 anos em que a Sonia trabalha na área de Recursos Humanos do grupo Gazin.  

Deseja fazer parte deste seleto grupo e participar de encontros como este? Acesse agora mesmo e saiba como: https://materiais.gonext.com.br/forumgonextceo   

FUSÕES E AQUISIÇÕES NO MERCADO BRASILEIRO, OPORTUNIDADES PARA MÉDIAS EMPRESAS

Managing Director da Broadspan Capital participa do GoNext Presidentes de Conselhos para apresentar panorama macroeconômico atual do Brasil e o impacto dos indicadores nas empresas

Quais são as oportunidades para médias empresas, vantagens e desafios da abertura de capital. Esse foi o tema do debate do encontro GoNext Presidentes de Conselho, com o convidado Leonardo Antunes, managing director da Broadspan Capital | Investment Banking and Restructuring Advisory.

O palestrante apresentou o panorama macroeconômico atual no Brasil com indicadores do ambiente interno e externo, favoráveis ao desenvolvimento econômico. Assim como, questões relacionadas ao processo de entendimento e análise da situação das companhias nos processos de Fusão e Aquisição. Foram destacadas as metodologias atuais de avaliação para estimar o valor da companhia e o detalhamento de processos de Mergers and Aquisitions (M&A), bem como, o processo de integração pós-aquisição e alternativas estratégicas para empresas do Middle Market.

Segundo Leonardo Antunes, o timing é fundamental. Em um mercado dinâmico e de mudanças rápidas é essencial para diretores e acionistas ter o timing em mente para iniciar as movimentações estratégicas nos momentos mais oportunos. “As pessoas que estão em um nível mais alto da empresa precisam aprender o processo de aquisição e fusão para ajudar no crescimento de suas empresas. O objetivo principal foi explicar o momento atual do país e as oportunidades para realizar aquisições e fusões, como fazer, quando fazer e quando não fazer também”, diz o palestrante.

A oportunidade de debater sobre o encontro proporcionou amplo compartilhamento de ideias e opiniões sobre o mercado de Fusões e Aquisições. Os Presidentes de Conselho participaram ativamente do momento e houve uma troca rica de experiências entre os presentes.

Presidentes de Conselho

A GoNext reúne Presidentes de Conselho das mais diversas empresas, promovendo o relacionamento e desenvolvimento de suas atividades. O objetivo é compartilhar dinâmicas, dividir dúvidas e soluções comuns exclusivas a quem ocupa essa posição.

Os formatos dos encontros procuram abranger toda a dinâmica das questões dos participantes, que são presidentes e vice-presidentes de Conselhos nos seus mais variados formatos (Conselhos de Administração, Conselho de Sócios, Conselho de Família, Assembleia de Acionistas). Temas que abordam a dinâmica da Governança no Conselho, a Performance do Conselho, Estratégia e Inovação, Plano de Desenvolvimento e suas especificidades.

SOBRE A GONEXT

A GoNext Governança & Sucessão é uma empresa especialista em Governança Corporativa da empresa familiar. Para atingir os resultados desejados dentro das empresas, conta com o apoio de uma equipe de consultores e metodologia exclusiva para empresas familiares, aprimorada em mais de 180 projetos e conselhos no Brasil e EUA.

SERVIÇO

GoNext Governança & Sucessão

Praça São Paulo da Cruz, 50 – Cj 1505 – Juvevê, Curitiba

(41) 3204-4751

www.gonext.com.br

Instagram @oficialgonext

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A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ENTRE O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E O CEO

encontro ceos

Encontro CEOs da GoNext recebe o conselheiro Elinton Battistella, da BBM Logística S.A. e Wolney Betiol,  co-fundador da Bematech

O Encontro CEOs, realizado pela GoNext em março, teve como tema “O que o Conselho de Administração espera do CEO”. Estiveram presentes, Elinton João Battistella, fundador e conselheiro na BBM Logística S.A e Wolney Betiol, co-fundador da Bematech, conselheiro da Totvs e presidente da Synapse Ventures, que compartilharam suas vivências e expertise nas suas respectivas posições, destacando a  relação do CEO com o Conselho na fase de transição.

De acordo com Battistella, a responsabilidade do CEO é muito grande. “Por ser o líder, apresentar resultados é essencial. O CEO precisa caminhar com o Conselho para executar as estratégias traçadas”, relata. Além disso, ele aponta a importância de focar em melhores resultados, criando soluções exclusivas para o aperfeiçoamento contínuo das operações de seus clientes. Para Wolney Betiol, o papel do CEO é, primordialmente, entregar resultados,  alinhando os princípios e visão da empresa a fim de cumprir o planejamento estratégico.

Após as apresentações o encontro proporcionou um rico debate sobre as expectativas em relação à atuação dos CEOs em diversos segmentos de empresas. De forma intimista e confidencial, os participantes dividiram desafios, trocaram ideias e experiências, além de receber feedbacks de forma imparcial dos demais CEOs que integram o grupo. Foram compartilhadas questões dos CEOs participantes, que puderam contar com os insights dos convidados presentes.

ENCONTRO CEOs

O Encontro CEOs realizado pela GoNext conta com a presença de empresários de diferentes ramos de atuação de empresas com grande representatividade em seus setores. Os temas dos encontros estão sempre relacionados ao cotidiano dos participantes, e os palestrantes possuem alto nível de experiência e know-how de mercado. Assim, contribuem para um melhor entendimento das atividades e responsabilidades dos empresários participantes dentro das companhias que atuam.

Foi desenvolvido com o objetivo de oferecer um espaço único para que os CEOs das empresas familiares, que não são integrantes da família proprietária, possam compartilhar questões comuns às suas posições no comando das empresas.

O Programa  prevê encontros mensais de CEOs com abordagem de temas pertinentes e interessantes ao cotidiano dos participantes.

SOBRE A GONEXT

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GONEXT FOI CONVIDADA PELO BRDE PARA REALIZAR EVENTO SOBRE GOVERNANÇA E SUCESSÃO

BRDE

Fundador e presidente da GoNext, Eduardo Valério apresentou desafios e benefícios do processo de governança corporativa no BRDE, em Curitiba

A GoNext Governança & Sucessão, a convite do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE),  apresentou o processo de governança corporativa familiar, realizado pela empresa, para gestores do BRDE, em sua maioria, da área de análise de projetos — que identificam possíveis riscos que as companhias podem passar e, com isso, podem orientar seus clientes às melhores práticas.

Na apresentação, o fundador e presidente da GoNext, Eduardo Valério, um dos principais desafios da sucessão é a transição de geração, por isso é de extrema importância estabelecer um processo de governança e sucessão na empresa. “O desenvolvimento de metodologia de governança corporativa e familiar, realizado pela GoNext, ajuda a fazer adequações empresariais sem mudar o contrato social — documento em que constam as responsabilidades da gestão”, afirma.

O superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Cesar Junior relatou a parceria com a GoNext: “A sinergia entre GoNext e BRDE existe há mais de dez anos. Sendo assim, senti necessidade de apresentar aos funcionários do BRDE o tema de governança e sucessão, para que eles possam levar ao cliente do BRDE as diferentes perspectivas a respeito do tema”, relata.

Segundo Valério, o evento é de suma importância, pois a iniciativa do banco — em mostrar aos seus analistas e gestores de crédito as particularidades de um processo de governança — é de fundamental importância para o desenvolvimento e maturidade das empresas familiares.

Sobre a GoNext

A GoNext Governança & Sucessão é uma empresa especialista em Governança Corporativa da empresa familiar. Foi fundada em 2010 como a extensão internacional da empresa JValério. Para atingir os resultados desejados dentro das empresas, conta com o apoio de uma equipe de consultores especialistas e metodologia exclusiva para empresas familiares, aprimorada em mais de 180 projetos e conselhos no Brasil e EUA.

Serviço

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Governança Corporativa e Planejamento Estratégico: como aliar estas duas ferramentas a favor do seu negócio?

planejamento estratégico

Empresas familiares precisam de um planejamento estratégico para crescer de maneira saudável

As empresas familiares representam mais de 70% do PIB Global, segundo dados da KPMG, de 2017, o que as torna uma importante contribuição socioeconômica para os países. Apesar de serem consideradas um dos principais pilares da economia, de cada 100 empresas, 30 sobrevivem à primeira sucessão e apenas cinco chegam à terceira geração.

O planejamento estratégico e a sua execução são decisivos para o desempenho destes negócios. O sucesso a médio e longo prazo depende do trabalho realizado aliado à disciplina na implementação desta gestão. Sem organização, uma pequena dificuldade no cotidiano pode se tornar um tormento tão grande que pode comprometer todo o esforço.

Desta forma, a gestão estratégica é a base para implantação da Governança Corporativa. O modelo do planejamento estratégico é feito sobre uma metodologia onde o controle e a monitoração passam a ser condições necessárias para a sua aplicabilidade, gerando vantagem competitiva para a empresa. Sistematizar esse planejamento reduz a incerteza envolvida na tomada de decisão e consequentemente provoca o aumento do alcance dos objetivos, desafios e metas estabelecidos pela empresa.

Segundo Eduardo Valério, diretor-presidente da GoNext Governança & Sucessão, para desenvolver o Planejamento estratégico é preciso se conectar a três pilares da empresa: comunicação, motivação e engajamento. Para isso, é necessário estabelecer os principais objetivos empresariais de médio e longo prazo, para desdobrá-los em planos de ação e monitorá-los sistematicamente por meio de indicadores.

Exercer este planejamento de forma correta é fundamental para o crescimento sustentável da empresa, definindo objetivos e estratégias, reestruturando os recursos disponíveis de forma eficiente e ainda servir como plataforma para outros planejamentos (financeiro, de riscos e sucessão). “É importante usar o planejamento estratégico como parâmetro para a sucessão. Esse é o fator determinante para o projeto de crescimento da empresa e as necessidades das famílias dos sócios envolvidos”, explica Eduardo Valério.

Ou seja, para um negócio familiar ter sucesso e obter lucros no curto, médio e longo prazos, o ideal é buscar um especialista para implantar o planejamento estratégico e da Governança Corporativa com qualidade e eficiência. Os resultados serão percebidos e colhidos em pouco tempo.

Sobre a GoNext

A GoNext Governança & Sucessão é uma empresa especialista em Governança Corporativa da empresa familiar. Foi fundada em 2010 como a extensão internacional da empresa JValério.

Para atingir os resultados desejados dentro das empresas, conta com o apoio de uma equipe de consultores especialistas e metodologia exclusiva para empresas familiares, aprimorada em mais de 180 projetos e conselhos no Brasil e EUA.

2º Miami Summit reúne empresários brasileiros e norte-americanos na Flórida

A segunda edição do Miami Summit – Fórum Internacional de Governança e Negócios – realizado nos dias 10 e 11/09 pela GoNext, reuniu diversos empresários brasileiros, vindos de setores distintos da administração de

empresas familiares, em dois dias de intensa troca de experiências e aprendizado.

As palestras envolveram temas que impactam no desempenho dos negócios e promoveram diversos momentos de interação entre os participantes.

 

Confira as fotos do primeiro dia de evento:

 

E as fotos do segundo dia:

Governança corporativa no varejo: longevidade e base sólida para os negócios

Por Eduardo Valério

A implantação da governança corporativa é uma ação imprescindível para todas as empresas mas, para as varejistas, há uma importância ainda maior. Em um levantamento realizado pela KPMG, divulgado em 2015, 67% das empresas varejistas no Brasil são familiares, sendo que 71% dos cargos principais pertencem a membros da família proprietária.  Neste cenário, no qual muitas vezes os valores familiares podem se confundir com os empresariais, a implantação de instrumentos de governança pode ser a base sólida para a expansão consciente dos negócios.

E mais do que colaborar para uma expansão saudável, com regulamentações e controle interno, a governança corporativa é uma aliada para quem precisa se reestruturar diante dos constantes desafios do mercado. Uma das principais ações para estabelecer diretrizes na empresa familiar é a contratação de agentes externos, que oferecem pontos de vista diferenciados e, por não pertencerem à família gestora, serem mais isentos. Com a colaboração e expertise deles é possível criar ferramentas capazes de gerir tópicos sensíveis na administração, como avaliação de funcionários, contratações, remuneração, entre outros.

Na minha experiência à frente da GoNext Governança & Sucessão já realizamos diversos projetos atendendo o setor varejista. Um bom exemplo foi o trabalho desenvolvido para uma empresa de varejo alimentar com sede em São Paulo. Demos início à implantação da governança em 2009, sem haver nenhum instrumento em atividade. De lá pra cá, a empresa se firmou como uma das mais bem posicionadas do Brasil dentro da classe AB, foi completamente profissionalizada, com o planejamento de transição societária finalizado e possui um plano de desenvolvimento de acionistas (PDA) já concluído também.

A profissionalização da empresa familiar demanda comprometimento e, principalmente, engajamento da equipe. Uma das nossas recomendações para que o processo de governança seja absorvido integralmente é o treinamento de líderes, familiares e membros da diretoria. Buscar o aprimoramento dos conceitos de governança e participação em programas de desenvolvimento é fundamental para que todos estejam em sinergia com um propósito comum: agregar profissionalismo, força de mercado, longevidade e prosperidade ao negócio.

Eduardo Valério é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Estratégia e Marketing pela Kellogg School of Management, especialista em Governança Corporativa para Empresas Familiares pela The Wharton School, Pennsylvania e especialista em Gestão pelo Insead. Eduardo é diretor-presidente da GoNext, especializada em gestão de negócios e implantação da governança corporativa em empresas familiares. 

Como é possível realizar uma transição societária de sucesso?

transição societária

No mundo empresarial é comum pensar nas estratégias a longo prazo, seja para estipular metas e objetivos a alcançar como, também, para preparar as novas gerações para assumirem cargos de gestão. Isso se torna ainda mais evidente quando se fala de empresas familiares, nas quais, muitas vezes, ocorre uma disputa interna durante o processo de transição. Para evitar que possíveis rusgas possam afetar negativamente nos negócios, a implantação da governança corporativa é a opção cada vez mais utilizada pelos novos empresários.

O diretor-presidente da GoNext, Eduardo Valério, afirma que esta decisão é a mais acertada. Isso porque a governança corporativa consegue reestruturar não só pontos importantes como planos estratégico e financeiro, mas também, em muitos casos, resgatar os valores implantados pelo sócio fundador que, às vezes, pode se perder com a passagem do tempo. “Dos mais de 180 projetos que nós fizemos, apenas dois foram executados quando a empresa estava nascendo. Os outros 98 eram de empresas que já existiam há, 20, 30, 40 anos e que só agora começaram a preparar o seu processo de governança muito por conta de requisições de agentes externos”, comenta Valério.

De acordo com a pesquisa Next Gen, realizada pela PricewaterhouseCoopers (PwC) em 2016, as novas gerações têm cada vez mais expectativas no que tange à gestão das empresas familiares, porém, o processo de sucessão não começa tão precocemente, prejudicando, muitas vezes, a preparação dos herdeiros.  No levantamento, 43% dos entrevistados afirmam esperar gerenciar a empresa um dia, mas que isso ainda não havia sido acordado.

Num processo de transição, alguns pontos-chave devem ser especialmente trabalhados para o bem da empresa familiar, segundo Valério. “Um deles é a melhoria da comunicação por meio da instituição de documentos e relatórios periódicos, nos quais constem informações importantes e de interesse comum, como movimentação financeira, metas, índices, tarefas e responsabilidades de cada sócio. Assim, os sócios conseguem chegar a um denominador comum no âmbito de trabalho, evitando que opiniões pessoais se misturem”, afirma o especialista.

Outro ponto importante na transição societária é oportunizar a liderança ao potencial gestor, a fim de que, supervisionado pelo conselho de administração da empresa, ele tenha autonomia para tomar decisões e mostrar a aptidão necessária para tomar a frente dos negócios. “Antes de assumir a posição definitivamente, é importante que o conselho possa avaliar os candidatos por meio de desafios, nos quais eles têm autonomia para trabalhar e apresentar resultados em alguns projetos. Dessa forma, seus métodos de trabalho ficam mais evidentes e seu desempenho mensurado, contribuindo para a decisão de quem assumirá a administração”, orienta Valério.

Empresa familiar com muitos herdeiros: como fica a sucessão?

Empresa-familiar-com-muitos-herdeiros-como-fica-a-sucessão

Por Eduardo Valério

Este é um desafio muito comum nas empresas familiares brasileiras. É importante observarmos a distinção entre ser membro da família e ser gestor da empresa. Para que um familiar possa exercer uma função na gestão da empresa ele deve estar apto e habilitado para suprir as demandas do cargo. Estar apto e habilitado pode-se entender como “possuir as competências requeridas para o exercício da função“. Normalmente, estas competências são identificadas por meio de testes e ferramentas utilizadas pela área de recursos humanos e também com auxílio externo de empresas especializadas. Com o auxílio da governança corporativa, essa determinação torna-se bem mais fácil. Mas como isso é possível?

Vencendo este desafio na empresa familiar

Ao se implantar esse processo na empresa familiar todos ganham, tanto sócios como familiares, pois terão uma visão melhor dos papéis e responsabilidades, para consigo mesmos como proprietários e para com a empresa. A companhia também ganha, pois estará “governada” com base na meritocracia, e contará com processo técnico na gestão e na sucessão. Para o mercado, a empresa demonstra preocupação com a qualidade da sua gestão (colocando os melhores profissionais nas funções-chave), clareza no processo sucessório e preocupação com o longo prazo.

Um dos instrumentos de governança corporativa mais utilizados em sucessões com muitos herdeiros é o Acordo de família/sócios. Nele são alocados os principais aspectos referentes à forma de gerir a empresa, de como se dará o ingresso de familiares, como serão as transações entre sócios, como será a separação das questões pessoais das empresariais, dentre vários outros aspectos. Geralmente, o surgimento de crises se dá quando não há conhecimento claro dos papéis e responsabilidades dos familiares e sócios com relação a empresa, algo que um processo de governança bem estruturado é capaz de evitar.

No que tange à administração de crises, a mesma se dá de diferentes formas e com diferentes instrumentos da governança corporativa. Na gestão da empresa, por exemplo, os familiares estão “regidos” pelas normas de gestão da empresa , instrumento que orienta como a empresa funcionará , definindo alçadas, descrição de cargos, fóruns de tomada de decisão, entre outros. Além disso, há o próprio conselho, que exerce o papel de mediar conflitos também. Há várias famílias que também implantam o Conselho de família com propósitos específicos para o desenvolvimento dos familiares que estão dentro e fora da gestão.

Nos 15 anos em que estou à frente da GoNext Governança & Sucessão, trabalhei diretamente com famílias empresárias de vários portes e complexidade. Houve projetos com mais de 60 herdeiros e projetos com apenas um e, até mesmo, sem herdeiros. Cada projeto traz características próprias, mas os fundamentos implementados são basicamente os mesmos: separação e harmonização das questões familiares, societárias e gestão, com base em instrumentos de governança corporativa cuidadosamente desenhados e implementados. Sempre com muita disciplina e controlados com eficiência por órgãos da governança estruturados de forma profissional, a fim de atender todo o processo.

Eduardo Valério é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em Estratégia e Marketing pela Kellogg School of Management, especialista em Governança Corporativa para Empresas Familiares pela The Wharton School, Pennsylvania e especialista em Gestão pelo Insead. Eduardo é diretor-presidente da GoNext, especializada em gestão de negócios e implantação da governança corporativa em empresas familiares.