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Videoconferência exclusiva apresenta a cultura de inovação da Amazon

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GoNext Fórum CEO reuniu participantes para entenderem como funciona a estrutura organizacional da empresa conhecida por ter a inovação em seu DNA

O GoNext Fórum CEO de agosto trouxe para o debate uma questão fundamental para o mundo corporativo atualmente – a inovação. Evandro Mello, gerente de território da Amazon Web Service (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem oferecida pela Amazon.com, explicou como funciona a cultura organizacional da empresa, que perpassa por todas as áreas e processos – desde a contratação de novos colaboradores até a consolidação de ideias e desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Segundo Mello, a Amazon.com tem um jeito peculiar de trabalhar e organizar seus processos. “É uma cultura muito forte aqui dentro, a inovação está em seu DNA. Não quer dizer que é o melhor ou o único jeito, mas é o melhor pra nós. Cada empresa tem uma realidade e deve se adaptar a ela”, observa. A companhia tem como missão “ser a empresa mais centrada no cliente da Terra”, ou seja, o cliente está no centro de tudo e de todas as decisões e é a partir dele que a inovação começa. “Buscamos entender como aquilo vai beneficiar o cliente e pensamos em possíveis feedbacks para construir qualquer serviço ou produto. Jeff Bezos, fundador da Amazon.com, diz que os clientes estão sempre lindamente, maravilhosamente insatisfeitos, mesmo quando relatam que estão felizes e os negócios estão ótimos. Mesmo sem saber, eles querem algo melhor”, destaca.

Com o foco no cliente, para pensar em inovação as equipes trabalham com base em um modelo de crescimento no qual é importante pensar no que não vai mudar nos próximos anos – a postura em relação ao valor, seleção e conveniência. Ninguém vai querer pagar mais caro por um produto, optar por uma experiência ruim ou caminho mais longo e nem por algo que não é selecionado. “Ao melhorar a experiência do consumidor, o tráfego aumenta, amplia a seleção de produtos e com maior escala, eles ficam mais baratos”, esclarece.

Inovação é um processo que inclui incompreensão e riscos

Na Amazon.com, a cultura inclui, além da obsessão no cliente, a contratação de construtores que são motivados a construir em um sistema de confiança, onde é possível errar. Os princípios de liderança, como inventar, simplificar, pensar grande, ter pensamento de dono e ter iniciativa, regem a empresa e transformam cada colaborador em um líder. “Tudo deve passar por estes princípios. Se uma ideia ferir algum princípio, ela é reprovada. Como estamos sempre inovando, sabemos que podemos ficar incompreendidos por muito tempo, como aconteceu quando a AWS surgiu. No início, foi vista como um risco pelo mercado, entretanto, hoje é a empresa mais lucrativa do grupo e a que mais cresceu”, ressalta o gerente.

Inovar também é correr riscos. E na Amazon.com, a velocidade das decisões importa: quando são reversíveis, não precisam de análise aprofundada. Quando é uma decisão que não tem volta, deve ser analisada com calma. O risco calculado é valorizado. “Tomar uma decisão rápida é muito importante e você cria isso tendo as pessoas corretas no time e entregando o princípio de liderança do ‘faça’”, observa.

Comportamentos que facilitam o pensamento inovador

O processo de trabalhar de trás para frente é importante para obter clareza. Ele tem início na necessidade do cliente. A partir desse ponto, você deve descrever o produto como se estivesse pronto, como em um release de lançamento para a imprensa. “Neste exercício você precisa pensar no que está sendo lançado e nos benefícios. O próximo passo é escrever as perguntas mais frequentes dos clientes e questões internas e pensar na parte visual, isso antes mesmo de fazer o produto. O objetivo é mitigar os erros. Construímos este documento, com o máximo de detalhamento possível, discutimos bastante com a equipe e fazemos críticas construtivas. No final, todos tomam a decisão juntos”, conta.

A inovação ainda exige uma estrutura que suporta rápido crescimento e mudanças e uma organização dos times. As equipes são pequenas, descentralizadas e empoderadas, com no máximo oito pessoas. “Temos um senso de dono, somos donos do que construímos. Se está ao meu alcance, eu vou executar. Nosso ambiente também é seguro, não é de punição. Erra faz parte, se não tiver riscos, não é inovador. Para inventar, você tem que experimentar e assim, aprendemos com as falhas. A inovação está no nosso dia a dia e passamos por treinamentos constantes, pois inovar está fortemente ligada à cultura da empresa”, acrescenta.